O director-geral do Património Cultural, Elísio Summavielle, revelou hoje que o novo Museu dos Coches, em Belém, deverá estar concluído em finais de 2013, mantendo-se um pólo no antigo edifício onde o espólio agora se encontra.
O responsável falava aos jornalistas no Museu Nacional de Etnologia no final da sessão de abertura de um encontro para assinalar o Dia Internacional de Monumentos e Sítios, que hoje se comemora, com mais de 500 iniciativas em todo o país.
Elísio Summaviele disse que a nova orgânica da Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) - resultado da fusão do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) com o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRLVT) - vai ser aprovada em Conselho de Ministros na quinta-feira.
Questionado sobre a situação do Museu do Coches, um projecto da autoria do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, em construção, o director-geral do Património Cultural indicou que o edifício «deverá estar concluído no verão, e depois seguir-se-á o processo de criação de uma museografia e montagem».
«Se tudo correr bem, e dentro dos prazos, sem derrapagens financeiras, em finais de 1013 teremos o museu concluído», estimou.
No quadro das mudanças que vão ocorrer na reestruturação dos sectores do património e dos museus, Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado da Cultura do anterior Governo, avançou que alguns espaços museológicos passarão a estar ligados numa única gestão, ficando um director e um coordenador.
Para esta situação vão passar o Museu de Arte Popular, em Belém, que vai ficar ligado ao Museu Nacional de Etnologia, no Restelo, e a Casa-Museu Anastácio Gonçalves, também em Lisboa, que ficará ligada ao Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
Quanto ao projecto da mudança do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional, na Junqueira, em Lisboa, os estudos do projecto estão prontos, indicou, «mas neste momento não há disponibilidade financeira para a mudança».
A tutela também tem a intenção de avançar na transferência da gestão dos palácios nacionais de Sintra e de Queluz para a empresa pública Parques de Sintra - Monte da Lua, na qual o Estado é accionista.
Também está em cima da mesa, para avaliação, o aumento dos preços dos bilhetes dos museus e a limitação das entradas gratuitas aos domingos de manhã, uma medida que o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, já tinha anunciado anteriormente.
Lusa/SOL