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'Acordo Ortográfico foi um desastre para a língua portuguesa'

3 de Maio, 2012por Rita Silva Freire e Telma Miguel
A segunda parte da entrevista de Graça Moura ao SOL. O presidente do Centro Cultural de Belém fala sobre o Acordo Ortográfico.

Uma das suas primeiras decisões como presidente do CCB foi cancelar a aplicação do Acordo Ortográfico dentro da instituição, indo até contra a tomada de posição do Governo. Mantém essa guerra anti-acordo?

Agora com a seguinte nuance: a declaração de Luanda há 15 dias, em que foi patentemente reconhecido que este acordo precisa de ser revisto, que Angola e Moçambique não o ratificaram e, portanto, não está em vigor. E, mais ainda, não existindo o vocabulário comum da língua portuguesa, penso que não há outro remédio senão rever o acordo. Acho que, para ninguém perder a face, deveria ser suspenso aquilo a que se chama a aplicação do Acordo Ortográfico. Esta é uma fraude do anterior Governo, que deu como existente um vocabulário ortográfico comum que não existe, e que veio dar como tendo entrado em vigor um tratado internacional que não entrou em vigor.

O Secretário de Estado disse que o acordo estava em vigor e era para aplicar, as escolas já aplicaram…

As escolas não podem ser condenadas a desfigurar a língua portuguesa.

Mas as crianças já estão a aprender com o acordo.

Mas estão a aprender mal e portanto espero que haja maneira de corrigir isso. Quem avisou das consequências a tempo só pode lamentar que as coisas tenham chegado a esse ponto. Espero que se faça uma revisão sensata, que tome em consideração uma série de aspectos científicos, técnicos, políticos, sociais e culturais. Até aqui tivemos uma espécie de aplicação mecânica de uma coisa que ninguém sabe o que é e que ninguém consegue aplicar.

Não será complicado voltar atrás?

Quando há um desastre também se reconstrói. Isto foi um desastre para a língua portuguesa. Nós temos é de ser punidos pela irresponsabilidade com que alinhámos nisto e suportar as consequências.

Chegou a dizer que por trás do AO estavam desejos economicistas de grupos ou lóbis brasileiros.

Isso aconteceu inicialmente. Hoje penso que tem mais a ver com teimosias pessoais. Perdeu-se o império colonial e criou-se uma espécie de metafísica da língua, transferindo para o plano ontológico da língua essa noção de império frustrada. A verdade é que está a desfazer a língua. Introduz na língua portuguesa situações que virão a desfigurar a sua pronúncia. Porque é que toda a gente reage? Porque a língua tem uma dimensão identitária absolutamente real.

Sempre se manifestou contra o acordo.

Há 26 anos que estou nesta guerra...

Enquanto escritor tem toda a liberdade para escrever como bem entender. Mas enquanto pessoa nomeada pelo Estado para estar à frente de uma instituição...

Isto não é um serviço público. É uma fundação de direito privado de utilidade pública, e nessa medida eu não posso aplicar uma resolução que não é aplicável. Assenta numa decisão fraudulenta tomada pelo Governo Sócrates. Se tenho obrigação de promover e defender a cultura portuguesa, tenho obrigação de não o aplicar.

rita.s.freire@sol.pttelma.miguel@sol.pt




24 Comentários
icebreaker
11.05.2012 - 04:22
esquecendo alguma "pedantice" pessoal do VGM, há que admitir pelo menos a nobreza da causa..

sem dúvida que ficaria melhor, e não subjugaria ninguém, admitir a dupla grafia.. todos percebem o nosso português e nós entendemos perfeitamente o português de todos os outros, e até aqui ninguém teria de reaprender a ler e escrever..

o problema surge quando se passa a impôr uma grafia artificialmente decidida a escopro e a martelo, que não é de ninguém e que irá obrigar todos a ter de consultar correctores ortográficos

a origem da palavra perde-se ao desaparecerem as consoantes mudas, e em caso de empate fonético entre este "facto" e o outro fato, deixa de ser possível realçar a existência da consoante para demonstrar a diferença das palavras.. e se no Brasil esse problema não se põe porque evitam a confusão usando a palavra "terno", já em Portugal isso irá gerar dificuldades até que se passe a usar outra palavra para substituir essa..

também a abertura da vogal em "espectador", e depois de perder a consoante "c", vai soar diferente quando escrita como "espetador".. o que poderá obrigar a que no futuro, caso não se encontre outra palavra, tenha de se acrescentar um acento tónico para realçar essa vogal..

ao mesmo tempo que é imposta uma nova grafia, incorporam-se e sem grandes preocupações, neo-logismos criados a partir dos sms e da net, ou então a partir da incorporação de vocábulos estrangeiros que não fazem parte do português de Portugal nem de algum país irmão..

se nem a Espanha, com todas as suas autonomias, obriga os catalães ou galegos a escrever como os Andaluzes.. muito menos ela deixaria que a sua língua fosse reconstruída com base numa média aritmética das variantes que são usadas na América latina..

acabe-se com o Aborto Ortográfico já, e faça-se uma associação ou fusão linguística que represente todas as variantes lusófonas derivadas da origem comum...

"unidos na diferença, em vez de separados pela igualdade"
Carapeteiro
09.05.2012 - 23:33
Beppe
06.05.2012 - 14:55
A minha opinião sobre Vasco Graça Moura também não é entusiástica, até acho que as coisas más que diz a respeito dele devem ser todas verdade, mas nada disso impede que o que ele diz sobre o Acordo Ortográfico não esteja rigorosamente correcto. Está. É a primeira vez que aprovo alguma coisa daquele senhor. Esta nova ortografia é uma aberração, porque afasta muitas palavras do étimo greco-latino, que até a língua inglesa respeita, e torna a leitura difícil no que respeita a abertura de vogais ligadas aos c e p suprimidos, sobretudo para aqueles que não aprederam a língua pela oralidade através da fala da mãe. Ainda por cima, não ficamos a escrever igual aos brasileiros, porque eles escrevem decepção, recepção e outras mais e nós passamos a escrever receção (que diferença há com recessão?), etc.porque a regra é escrever como se fala, o que é um falso argumento, veja-se como se pronunciam e como se escrevem muitas das palavras da nossa língua.
O que poderia ter sido feito era reconhecer as duas ortografias como válidas, tal como fazem ingleses e americanos.
Se é por causa da língua a usar na ONU, então que usassem o brasileiro, nós entendemos, é muito parecido com o portugês. Até entendemos o castelhano, que pronuncia os nosos eliminados c e p nas palvras equivalentes.
Acho bem o que Graça Moura propõe: que se suspenda esta aberração, se negoceie emendas ao acordo, para o tornar mais razoável. Podia muito bem admitir duplas grafias de palavras, ambas válidas (v.g. espectador, derivado de espectar, e não espetador que espeta, mas que no Brasil é espêtàdô...
Mais importante que a ortografia é a semântica e nas linguagens técnicas o brasilês deixa-nos estarrecidos: eles deletam, não apagam, têm variáveis randômicas e não aleatórias, têm demanda e não procura, usinas e não fábricas, renda e não rendimento, etc.

Beppe
06.05.2012 - 14:55
Vasco Graça Moura é um excelente tradutor. Conhece bem a língua portuguesa. Menos relevante é a sua prosa, poesia ou os seus medíocres ensaios.
Graça Moura, sempre de tacho em tacho, percorre a copa da "intelectualidade" portuguesa. Quando foi presidente da Comissão Nacional para os Descobrimentos Portugueses, mais uma vez deixou um legado insuficiente e apenas dirigido à burguesia de Lisboa. Obra, inovação, conclusões e novos achados? Zero... Absolutamente zero...
Mais uma situação em que, entre amigos, se come o bodo dos pobres, num assalto despudorado às ancestrais Festas do Divino Espírito Santo...
Então, Graça Moura conseguiu a triste proeza de se "pegar" com Augusto Mascarenhas Barreto, notável investigador e autor, entre outras, da obra "Colombo Português", num triste episódio próprio de um certo "doce ajoelhar à tutela castelhana", onde o lugar dos traidores é normalmente premiado com um qualquer cargo vistoso, do Parlamento Europeu ao de presidente de uma qualquer coisa. Para quem não tem uma visão da operacionalidade da cultura e da História de Portugal, é um tanto ou quanto ridículo!
Graça Moura verbera agora um acordo e a missão do anterior (des) Governo. O que ele não diz é que as negociações deste acordo começaram em 1990 e ele, particularmente, também tem enormes responsabilidades, pois como "sacristão" de serviço à cultura do PPD, andou a assobiar para o lado desde os Governos de Cavaco até ao fugitivo Durão Barroso. Agora, tremei que o "Mostrengo" acordou!
Como já arranjou outro tacho como presidente do CCB e descoberta a sua vocação hoteleira (o CCB teve orçamento de construção inicial de 200 milhões de euros para 5 módulos e célebre derrapagem conseguiu gastar 350 milhões para apenas 3, que são os que ainda lá estão..), tremei Povo, que o Graça Moura está de volta.
E pensam Vexas que é para trabalhar? Cito da entrevista, o Sr. Graça Moura:
"E, mais ainda, não existindo o vocabulário comum da língua portuguesa, penso que não há outro remédio senão rever o acordo."
Poderá Graça Moura Explicar O FACTO? Afinal para que servem os intelectuais portugueses?
Não conseguem produzir um vocabulário?
Graça Moura também não explica o fundamental, o que explica um certo desfasamento entre o português do Brasil e nosso, por comparação com o inglês (RU/EUA):
Quando a corte portuguesa sai de Portugal em 1808 chega ao Brasil sem dicionário, ou melhor, com um dicionário que os antepassados de Graça Moura apenas conseguiram fazer até à letra B. E, agora, numa época de sobrevivência, querem, depois de não fazer coisa nenhuma, dizer ao Elefante Brasil como se faz?
Comecem por produzir mais e, já agora, Sr. Graça Moura, atempadamente...
provinciana
04.05.2012 - 20:42
O acordo ortográfico é um verdadeiro atentado à lingua Portuguesa. Não se trata actualizar palavras arcaicas como já aconteceu noutras épocas ou introduzir novas palavras como seria natutal numa lingua viva, mas uma cedência vergonhosa ao Brasil como se a génese da nossa língua fosse brasileira.
icebreaker
04.05.2012 - 13:52
entre ABORTO ORTOGRÁFICO e AÇORDA ORTOGRÁFICA, venha o diabo e escolha, que nenhum dos dois protege o português de Portugal ou o português do Brasil, na ânsia de transformar todos numa coisa que nenhum é.. uma amálgama linguística criada artificialmente por interesses duvidosos, e mantida obstinadamente por burros teimosos..

nada contra o assumir, em cada país irmão, as alterações fonéticas e sintacticas que se foram ganhando com o tempo, e num contexto próprio, por influência e interacção de factores que noutros países irmãos não existem..

estar a impôr a uns, as alterações que fazem parte da rotina de outros, é estar a violentar a língua portuguesa.. dentro da sua Universalidade, qualquer lusófono entende outro sem precisar de tradução e tendo sempre o português original como matriz.. aceitar a lusofonia dentro das suas variantes, não é o mesmo que criar um LINGUAGÊS artificial que nem é português do Brasil nem é de Portugal.. e pior ainda, vai obrigar a que ambos tenham de usar corrector ortográfico para escrever numa língua que não era originalmente de nenhum..

mais importante, e bastante negligenciado, é a contaminação linguística de termos, abreviaturas e neo-logismos.. que transformam o português numa coisa que já nem é de Portugal nem do Brasil, nem de Africa, um "mix" da net e dos "sms" que acaba por se instalar ao mesmo que tempo que as outras alterações do Aborto Ortográfico.. as pessoas estão baralhadas e já nem sabem se as confusões ou "facilitismos" fonéticos, existem mesmo ou não..

ainda não é garantido que se compre o ABORTO ORTOGRÁFICO, mas uma coisa é certa.. NUNCA se escreveu tão mal!...nunca como hoje houve tantos meios de aprendizagem e ferramentas à disposição do ensino, mas assiste-se a erros de palmatória escritos por todo o lado, e por vezes até em locais ou serviços públicos..

num país inundado de estrangeiros, esta porcaria do AO transformou a língua numa AÇORDA onde já não se sabe o que é português ou linguagês internacional
CondedeMenteTriste
04.05.2012 - 12:01
Mercator
04.05.2012 - 11:48


Com o devido respeito subscrevo inteiramente!!!


condedementetriste albardeiro e ferrador
Mercator
04.05.2012 - 11:48
Concordo com algumas resistências a este acordo, não com todas. O falar (e o escrever) brasileiro é tão diferente do português de Portugal que tende a separar-se num dialecto. Os galegos percebem-nos melhor que os brasileiros. Creio que o acordo ortográfico foi uma tentativa de não deixar fugir o «brasileiro». Como intenção parece-me louvável. Mas a mim preocupa-me mais a invasão de anglicismos. É impressionante! até termos do português corrente estão a ser substituidos por palavras em inglês, e os jornais têm muita culpa nisto. Peço a Graça Moura, como pessoa respeitável que é, e digna figura da cultura portuguesa, que nos ajude a lutar também contra os estrangeirismos. Não peço uma luta desenfreada mas tão-só uma luta pela defesa do que é nosso, antes que se percam marcas da nossa cultura no falar e no escrever português.
CondedeMenteTriste
04.05.2012 - 11:10
O acordo não é um desastre para a língua portuguesa, quando muito é um acidente de caça!!!
Resultou de andarem a caçar isto e aquilo, aqui e ali, para fazerem uma AÇORDA DE CAÇA!!!
Misturados os ingredientes resolveram alterar o aspecto, passaram a palavra maior para o masculino e tiraram todas as cedilhas e saiu do cuzinhado um enorme CÁGADO feminino sem acento!!!

condedementetriste albardeiro e ferrador
52A49128Y
04.05.2012 - 08:35
Deixemos de parte as considerações “ortograficamente técnicas” para listar as vozes dos bastidores que normalmente completam e elucidam os factos: Quais os interesses que estão por detrás deste acordo? Quem tira vantagens do dito?

Para lá do aspecto emocional que nos pode envolver ao tratar da nossa língua, que eu saiba, “as variantes” do Português NÃO EXISTIRIAM sem o Português de Portugal. Também o inglês escrito e falado no mundo tem variantes mas os ingleses, que sempre defendem a sua identidade em qualquer parte do mundo (até com prepotência como ensina a História) falam e escrevem o inglês de Inglaterra, como é natural que seja.
Por experiência vivida, posso testemunhar que hoje muita gente comum na Europa pensa ainda que em Portugal se fala uma espécie de espanhol, muitos não sabem que sem os Portugueses, a chamada língua “Brasileira ou Português do Brasil” seria simplesmente inexistente!
DEIXALA
04.05.2012 - 08:33
Também quem me manda falar de coisas que nada sei?
Mas se vamos começar a ler nos jornais escrevendo português do género,dirigir o caminhão dando fechadas em quem trafega com as bicicletas= camião que empurrou a bicicleta para a berma,cateira de habilitações=carta de condução,goleiro=guarda redes,gramado=relvado etc numca mais chegava ao fim...se é desta forma que futuramente chegaremos a falar então peço desculpa mas vou-me matar!
DEIXALA
04.05.2012 - 08:22
Quem me manda a mim meter-me em coisas de que nada sei?
Mas na minha pequena cabeça entendo que se a lingua portuguesa foi de Portugal para o Brasil por alma de quem agora é Portugal que tem de fazer arranjos na sua lingua importados do Brasil!?
Seria mais correcto o contrário!
pixafeita
04.05.2012 - 01:06
Em termos de declaração de interesses terei que dizer que nunca fui à bola com Graça Moura. Mais do que o considerar um escritor medíocre, um ensaísta sem grande interesse ou relevo, acima de tudo sempre vi nele um indivíduo pedante, intelectualmente desinteressante e rotineiro. Mais, considero as suas concepções políticas, no mínimo, contraditórias anacrónicas, desfasadas e muitas delas, apenas verbos de encher.
Dito isto, não posso estar mais de acordo com a sua decisão em, por todos os meios ao seu alcance, combater este indigno ataque à nossa soberania e independência.
Pouco me importa se os meios são ou não são legítimos, se Graça Moura é ou não a pessoa indicada para porta-bandeira de tamanha luta. Quando é a nossa pátria que está em causa, bons ou maus, são todos necessários!
Este “incordo” não é, mais do que uma vil e indigna colonização bastarda mascarada de bacoca modernização!
Nada há de moderno na perda de identidade de todo um povo!
Nada há de moderno no rol de atentados aos mais básicos direitos de todo um povo!
Aliás é a própria palavra “acordo” que é revista. Afinal nada há “acordado” neste acordo. O que há é homogeneizações artificiais forçadas à revelia dos utilizadores da língua em causa. Ou seja, a palavra “acordo”, a partir deste acordo passa a significar imposição sem apelo nem agravo.
Bem vistas as coisas, acabamos por merecer tamanha humilhação, afinal tanto ambicionámos e ambicionamos ser submissos que já nada deveríamos estranhar!
almaviva
04.05.2012 - 00:25
Deixem de se armar em eruditos. (tive 19,8 na última prova de português e não me armo aos cucos). Aqui, em Portugal, dantes escrevia-se pharmácia e agora é farmácia.O Camões, se a deusa o permitisse, não conseguia sequer entender aquilo que escreveu. Ler os Lusíadas para ele seria como ler chinês...Há apenas uma questão que quero por: Dantes era um povo pequenino que falava português, agora são centenas de milhões que falam português. Maningue é português. Cocoana, também. Quando em vez de dizer que já não tenho pernas, disser que estou fraquinho das milengas, também é portugês. É preciso ter respeito pelo mundo que fala português. Chamar empregado/a doméstico ou mainato quer dizer a mesma coisa. Numa língua universal tem de haver dialectos, não é, senhor analfabeto Vasco da desgraça Moura? O que o senhor sabe fazer são hotéis onde eles nunca deveriam existir.
Raffael
04.05.2012 - 00:15
Lá vem esse zé mané canseira, samba de uma nota só, não tem outro assunto e arranjou mais uma bela boquinha graças ao seu partido
Rufia
03.05.2012 - 22:59
Se calhar o melhor seria mesmo implementar o latim, ou será que o sr Graça Moura não sabe latim? Sempre era mais erudito..., e assim como assim, futuramente, sempre poderia falar com os mortos!

Simplesmente patético!


PS: num país a sério este indivíduo (que está a ser alimentado, fartamente, com o dinheiro do erário público) era exonerado na hora, sem mais mas!
almaviva
03.05.2012 - 22:48
Se o Camões, graças à nova tecnologia, tivesse a obra e a arte de voltar a este paraíso à beira mar plantado o que diria se lesse os jornais de Portugal? Não sabem mas eu digo-vos. Luís Vaz de Camões diria: Porra para esta merkel de escarafunchadores que nem português sabem escrever!!
dadi
03.05.2012 - 22:39
Bem haja Graça Moura por não deixar esmorecer este tema. Este acordo é uma humilhação para a lingua portuguesa falada e escrita em Portugal, afinal de contas, o seu berço.
almaviva
03.05.2012 - 22:36
Desgraça para Portugal foi a mãe de Graça Moura tê-lo dado à luz.
Fandum
03.05.2012 - 22:15






É certo e sabido que as línguas vivas evoluem, mas evoluem dentro do país que as criou e devem ser adaptadas à evolução, mas alterar um idioma nacional com vocábulos de importação não é evolução linguística é subserviência a quem alterou o idioma a seu contento.

Quanto a basearem-se em motivos culturais é só de quem quer deturpar a essência da cultura porque a diferença de linguagem de um povo para outro é exactamente a afirmação da cultura local, agora fazerem uma unificação determos é deturpar as próprias raízes culturais.

No meu entender o acordo não passa de uma monstruosidade sem precedentes em qualquer país e de uma caturrice de meninos sem princípios patrióticos no mínimo.

Jamais o usarei.








quijote
03.05.2012 - 21:46
Pretuguês não é português, é um crioulo.



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