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Cópias ilegais dão prejuízo de 67,7 ME ao sector livreiro

11 de Maio, 2012
Os editores e livreiros exigem a revisão da legislação para combater a cópia ilegal, face aos resultados de um estudo que atribuem ao mercado das fotocópias um prejuízo de 67,5 milhões de euros para o sector.

O estudo, encomendado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), é apresentado hoje, às 16h00, na Feira do Livro de Lisboa, na presença do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

Segundo as conclusões desse estudo, a que a Lusa teve acesso, o prejuízo causado pela cópia legal é na ordem dos 67,57 milhões de euros, quase o dobro do volume de negócios da edição e da venda a retalho, que é contabilizado em 35,50 milhões de euros.

A cópia ilegal reflecte uma perda de 11,35 milhões de euros para o Estado, em receitas fiscais, nomeadamente em IVA e IRC, conclui o mesmo estudo.

Neste contexto, os editores e livreiros exigem a «revisão da legislação existente», a «criação de novas leis» e um «tribunal especializado» para julgar casos de usurpação do direito de autor e da propriedade intelectual, lê-se no documento que será hoje divulgado.

Os métodos mais utilizados para fazer fotocópias são: «deixar de um dia para o outro num estabelecimento», o livro já se encontrar digitalizado na loja, e «existir em formato digital, sendo transferido entre amigos», revela o documento.

De acordo com o estudo, 94 por cento dos alunos recorrem a fotocópias que são disponibilizadas pelo estabelecimento escolar, pelas lojas e centros de fotocópias, e através da Internet.

As fotocópias, conclui o inquérito, constituem 45 por cento das fontes de estudo dos alunos.

O ‘Estudo do Sector de Edição e Livrarias e Dimensão do Mercado da Cópia Ilegal’ foi realizado pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), coordenado por Pedro Dionísio, professor associado daquele instituto e director do Departamento de Marketing, Operações e Geral deste instituto.

Os resultados preliminares deste estudo foram apresentados em Outubro de 2011, no I Congresso do Livro, que se realizou na Praia da Vitória, na Ilha Terceira, Açores, tendo na altura o catedrático Pedro Dionísio admitido que os prejuízos da fotocópia de livros deveriam ultrapassar os 40 milhões de euros.

Lusa/SOL




1 Comentário
AntonioSaraiva
11.05.2012 - 12:37
Cada fotocópia (fosse do que fosse) deveria pagar uma pequena taxa - p. ex. de um ou dois centavos.
(E dizemos todas as fotocópias pois é impossível saber as que são de simples documentos e as que são de livros).
Outa possibilidade é taxar o papel de fotocópias.

Dados os milhões de fotocópias que se fazem essas migalhas, todas juntas representariam milhões.

Esse milhões seriam distribuídos pelos editores, proporcionalmente ao número de livros editados.


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