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Educação e cultura determinantes para o futuro, avisa Vasco Graça Moura

19 de Junho, 2012
Vasco Graça Moura vai retomar hoje a defesa da «educação e da cultura» como saídas da crise, num novo jantar do ciclo promovido pelo Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, em Lisboa.

O escritor, actual presidente do Centro Cultural de Belém, vai «abordar a questão das problemáticas da educação e da cultura», que entende como vias essenciais para Portugal «ultrapassar a crise», disse em antecipação à agência Lusa.

Vasco Graça Moura insiste na necessidade de reabilitar o prestígio dos professores, de rever modelos de avaliação de alunos e docentes, assim como de recuperar a importância da «matriz cultural», para que «a crise europeia e a crise de valores» sejam efectivamente superadas.

Para o escritor, autor de A furiosa paixão pelo tangível, que acabou de celebrar os 50 anos de vida literária, o «presente tem futuro», mas este passa necessariamente pela «cultura e [pelo] sistema educativo», insiste.

Vasco Graça Moura prossegue o ciclo de jantares-debate Portugal: o presente tem futuro?, sucedendo a Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura (CNC), que inaugurou a iniciativa, no passado dia 8 de Maio.

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor de clássicos, como Dante, Racine ou François Villon, Vasco Graça Moura foi homenageado no Porto, na passada sexta-feira, numa sessão que assinalou os seus 50 anos de vida literária e contou com o Presidente da República.

Para os organizadores dos jantares-debate Portugal: o presente tem futuro? - o CNC, o Clube Português de Imprensa e o Grémio Literário -, este ciclo constitui «uma proposta de reflexão, contando à partida com personalidades de relevo da sociedade portuguesa, oriundas de diferentes sectores e com uma visão multidisciplinar sobre os problemas que se colocam».

O jantar tem início às 20h, na Biblioteca do Grémio Literário de Lisboa.

Lusa/SOL




2 Comentários
icebreaker
24.06.2012 - 05:07
se conseguir chutar com o ABORTO ORTOGRÀFICO, já mereceu o lugar só por esse trabalho de preservar a língua portuguesa não só na sua originalidade como na sua universalidade..

o portugês de Portugal, o português do Brasil ou o português de Africa.. sempre se entenderam e perceberam mútuamente sem necessitar de traduções ou correctores ortográficos..

seria insólito que de repente, por decreto e sem referendo, todos os cidadãos luso-descendentes espalhados pelo mundo deixassem de saber falar e escrever a sua própria língua.. a ponto de terem de andar com um corrector ortográfico atrás..

como poderemos progredir culturalmente se de repente nos puseram uma crise de ortografia à porta.. criando a dúvida de não saber português!!
mundonovo50
20.06.2012 - 00:11
estes pseudo homens de cultura devem ser os mesmos que mandaram porta fora Maria João Pires uma pianista de excelência, uma das melhores do mundo, eventualmente Portugal nunca mais vai ter alguem a esse nível


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