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Ana Luísa Amaral: 'As palavras são dos instrumentos mais letais que a humanidade detém'

6 de Abril, 2013por Rita Silva Freire
Ao terceiro dia, o Festival Literário da Madeira cantou.
Foi boa a festa na Madeira. O dia foi longo mas acabou cheio de liberdade. E não há palavra melhor de se cantar. Primeiro foram as mulheres que subiram à mesa da Universidade da Madeira para conversar sobre poesia: Filipa Leal, Maria do Rosário Pedreira, Inês Fonseca Santos e Ana Luísa Amaral (quase todas haveriam de se voltar a reunir ao fim do dia, no Teatro Baltazar Dias, para discutir ‘A Arte de Lidar com As Mulheres’) falaram à volta da questão colocada em poema por Hélia Correia: ‘Para quê, perguntou ele, para que servem/Os poetas em tempo de indigência?’. Muitas poderiam ser as respostas mas uma se sobrepõe: os poetas servem, acima de tudo, para ser lidos.

Depois foi a vez de os homens tomarem lugar para discutir a Europa. A Zygmund Bauman juntaram-se Rui Tavares, Antonio Scurati, Tabish Khair, sob o mote dos versos do poema de T.S Eliot, Ash Wednesday: ‘Because I know that time is always time/And place is always and only place (...)/Because I cannot hope to turn again/Consequently I rejoice, having to construct something/Upon with rejoice’. Uma visão polaca, uma portuguesa, uma italiana e uma indiana sobre a Europa, onde não faltou uma lição de história dada por Zygmund Bauman e completada por Rui Tavares.

Bauman traçou um breve resumo da história do Velho Continente e, olhando o presente através do passado, alertou para o actual divórcio entre política e poder e para a necessidade de a Europa se reinventar, criando novos instrumentos que permitam segundas núpcias para duas entidade que nunca deveriam estar desavindas. E Rui Tavares, o eurodeputado historiador, não deixou, também ele, de olhar a história europeia dos últimos cem anos não só traçando paralelos entre o que se viveu antes da I Guerra Mundial e os dias hoje como ressalvando que os políticos envolvidos nos prelúdios da I Guerra, bem como os decisores sobre os seus despojos, não eram homens estúpidos. Pelo contrário: eram os melhores políticos, pensadores, filósofos do seu tempo que, no entanto, tomaram decisões erradas que haveriam de conduzir ao totalitarismo, ao genocídio e a uma nova guerra mundial. E, por isso, alertou, não podemos hoje ter a pretensão de os julgar como se fossem estúpidos mas ter em mente que os erros que eles cometeram são os mesmos erros que nós podemos cometer.

Quando a conversa terminou foi tempo de correr para o Teatro Baltazar Dias. João Paulo Cotrim, Inês Fonseca Santos, Filipa Leal, Waldir Araújo e Ana Luísa Amaral, moderados por Paula Moura Pinheiro, tinham como mote o título da obra de Schopenhauer ‘A Arte de Lidar Com As Mulheres’. Com belíssimas intervenções finalizadas pela de Ana Luísa Amaral, reflectiu-se não só sobre as diferenças entre homens e mulheres mas, sobretudo, sobre a enorme misoginia do texto proposto e do da própria tradição literária. Porque, como disse Ana Luísa Amaral, as palavras são armas poderosas. “As palavras têm poder. São dos instrumentos mais letais que a humanidade detém e utiliza. As palavras, por si só, podem ser inócuas. Mas quando organizadas podem ferir, matar. Por isso as palavras de Schopenhauer ofendem-me”.

A noite acabou em festa com Sérgio Godinho, que arrebatou o teatro com um concerto onde não faltaram êxitos como ‘Com Um Brilhozinho nos Olhos’, ‘O Primeiro Dia’ ou ‘Liberdade’. Paz, pão, habitação, saúde, educação foram as palavras de ordem entoadas por todos em coro no teatro. Como disse o cantor, houve um tempo que, exilado em Paris, não podia voltar a Portugal. E por isso a liberdade, tão duramente conquistada, deve ser preservada.

rita.s.freire@sol.pt




1 Comentário
clarificador
07.04.2013 - 16:39
Ele,o clarificador virtual,"pelo sim pelo não",decidiu comentar esta notícia..
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Bom,em lugar primeiro,|A Arte de lidar com As Mulheres|,não será ou não se tratará da mesma,da |arte de lidar com as mulheres|,que por sua vez,não será igual à |arte de lidar com as mulherzinhas|,que não será igual à,|arte de lidar com as raparigas adolescentes||,que não é igual à ,|arte de lidar com as gajas|,que PODE não ser igual em pontos muitos,à,|arte de lidar com as prostitutas| ou à |arte de lidar com as lésbias|,etc..é que tantos de vós indivíduos reais,NÃO DISCRIMINAM as fêmeas humanas,nomeadamente,pelas suas caracteristicas comportamentais e para muitos de vós,em situações e circunstâncias muitas que virtualmente não deveriam ser,colocam-nas a todas no "saco" mesmo das |Mulheres|,quer por uma questão de conveniência NEGATIVA(matreira..),como de ignorância ou falta de sensibilidade cognitiva para a importância fortíssima da discriminação inteligente,no tratamento mais adequado de matéria cada,neste caso,de |Mulheres|.Assim,quanto muito,"A arte de lidar com As Mulheres",virtualmente deveria adquirir este formato :|AS ArteS diferenteS de lidar com aS Mulheres distintaS,CONSOANTE,designadamente,oS seuS PerfiS comportamentaiS respectivoS e particulareS|.Sim,por que no meu((clarificador virtual))Mundo,o Mundo Virtual da Discriminação Inteligente,Razoável e Equilibrada((MVDIRE)),além da Arte de lidar com uma Senhora que TAMBÉM é uma Mulher,ser distinta da arte de lidar com uma gaja que TAMBÉM é uma mulher((repare-se potencialmente na realidade,como ele,o clarificador virtual,discrimina com M Maiúsculo e minúsculo as imagens conceptuais diferentes duas|,as suas DISCRIMINAÇÕES SOCIAIS NÃO SÃO,claro DEVERIA estar na realidade,as MESMAS!Pelo menos,aqui nesta Sociedade Virtual do meu Mundo,onde a parte maior dos cidadãos virtuais é cônscia da importância na aplicação da discriminação ADEQUADA;INteligente,RAzoável e EQUIlibradamente adequada a cidadão cada ou no caso,a fêmea humana CADA.Pois precisamente um dos erros que susceptivelmente cometeis ai no concreto vosso,é o de TRATAR INVIDÍDUOS/PROBLEMAS/CIRCUNSTÂNCIAS/OCORRÊNCIAS/COISAS/.. DIFERENTES,de MODO IGUAL/Com a "arte" mesma..Eu,clarificador virtual,acredito PIAMENTE que a INdiscriminação recorrente real,é o PANTANAL CARRASCO IMENSO em que Países e sistemas concretos muitos se AFUNDAM IMpiedosamente,mas,galopante e celeremente de DIA-PARA-DIA.Livra!É que chegam ao ponto virtualmente absurdo de tratarem ou terem a "arte" mesma com lésbicas,daquela que têm com |Mulheres|!!Definitivamente,principalmente a actualidade real vossa,perdeu muita,DEMAIS,da discriminação NEGATIVA MAS INTELIGENTE,POSITIVAMENTE REGULADORA e SAUDÁVEL AMPLAMENTE que existiu num passado REAL.
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Para que servem os poetas em tempo de indigência?Clarifique-se a resposta expontânea e coadunável mais:à partida,para revelarem as suas expressões particulares,nomeadamente,sob a forma escrita.Para que servem os poetas em tempos de NÃO indigência?Clarifique-se a resposta expontânea e coadunável mais :à partida,para revelarem as suas expressões particulares,nomeadamente,sob a forma escrita.Para que serviram,servem e servirãos os Poetas,em tempos QUAISQUER?Clarifique-se a resposta expontânea e coadunável mais : à partida,para revelarem as suas expressões particulares,nomeadamente,sob a forma escrita.A resposta é virtualmente uma a questões três semelhantes,mas existe uma que em VERDADE,pelo menos NEM SEMPRE se poderá constatar e que é esta :"os poetas servem,acima de tudo,para ser lidos.".Eis a forma correspondente virtualmente correcta :|Os poetas,em medida certa e determinada servem,acima de coisas outras consideravelmente secundárias NESTE CONTEXTO,para ESCREVER OBRAS que SERÃO LIDAS|.
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O paralelo tirado entre politica e poder actuais e o |Divórcio| por zygmund bauman((iniciais minúsculas :o clarificador virtual discriminou negativa e imediatamente este cidadão real,pelo DESpropósito vincadamente aviltante,de ter utilizado DEScontextualizada e INoportunamente esta palavra cujos conceitos trágico,doloroso e traumático,se encontram visceralmente intrínsecos)),é infeliz extremamente para o clarificador virtual,pois no seu sistema discriminativo,a palavra com o seu conceito profunda e únicamente pejorativo associado de |Divórcio|,só deverá ser utilizado em |AMBIENTES de DESmantelamento de EMBUSTES de Casamento entre,óbviamente,casais humanos|.De modo que,o cidadão merecedor de discriminação POSITIVA no meu MVDIRE,pronunciaria-se potencialmente assim e ao invés da última : |Alerto para a SEPARAÇÃO/o DISTANCIAMENTO/o FOSSO/o MURO/ entre a politica e o poder actuais e para a necessidade da Europa se inovar,criando ferramentas novas que permitam entendimentos novos para entidades duas que não deveriam estar,muito menos permanecer desavindas|.De facto e quanto mais não fosse,as opções a |Divórcio| e "segundas núpcias" são em número considerável e têm um efeito muito mais proporcional e sóbrio na expressão real proferida por zygmund bauman.
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Será bom mas INconveniente para muitas((cidadãs,principalmente cidadãs..e principalmente FEMINISTAS..))recordar ou ter presente DOLOROSAMENTE,que assim como existe a misóginia existe a MISÂNDRIA..ah poissssss éééééé...´que "esquecidinhas" que estas "meninas" são,eheh..
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A Liberdade não só pode,como DEVE ser preservada,mas com esta,TAMBÉM e POR CONSEQUÊNCIA a |R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E| e atenção sistema real...com a liberdade,NÃO ACABA a VERTENTE DISCRIMINATIVA!Lá por haver liberdade,não quer dizer necessáriamente que se PERCA a CAPACIDADE de VER e NOTAR as DIFERENÇAS ou por palavras outras que nomeadamente as,"estas meninas" não gostam,de |Ter uma D-I-S-C-R-I-M-I-N-A-Ç-Ã-O Inteligente,Razoável e Equilibrada|,pois ESTA,quer queiram quer não,está UMBILICALMENTE LIGADA ao VALOR APRECIÁVEL da LIBERDADE e não só,mais,muito mais...da PRÓPRIA EXISTÊNCIA!


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