Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, durante a reunião de segunda-feira com o plantel da União de Leiria ©Paulo Cunha/Lusa
A situação de incumprimento salarial continua a agravar-se na União de Leiria. O Sindicato dos Jogadores (SJPF) alertou de novo que o plantel leiriense tem «três e quatro meses de salários em atraso», e os jogadores poderão mesmo ‘boicotar’ o encontro da próxima semana, diante do Feirense, caso o problema não seja resolvido pela direcção do clube.
Na segunda-feira, o SJPF, que representa os jogadores junto da direcção leiriense, divulgou um comunicado onde informava que iria conceder 1000 euros a seis futebolistas «que atingiram uma situação especialmente dramática».
Na sua edição de hoje, terça-feira, o Público dá conta de casos em que jogadores já não conseguem pagar as rendas das suas casas, e até alguns que lutam para conseguirem comer.
Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, condenou a situação e apontou críticas a João Bartolomeu, presidente da União de Leiria, a quem exigiu «tento na língua antes de falar com os jogadores da forma como fala», antes de sublinhar que «há dirigentes que não acrescentam nada ao futebol português».
Na base das suas críticas estiveram igualmente as palavras que o presidente do clube leiriense proferira dias antes, quando afirmou que «os jogadores só pensam em dinheiro», ao reagir às reivindicações dos futebolistas contra os ordenados em atraso.
Feirense em risco
No rescaldo da reunião de ontem, Marco Soares, capitão de equipa da União de Leiria, afirmou que a equipa vai «lutar pelos três pontos» no próximo encontro da liga, frente ao Vitória de Guimarães, a 21 de Abril.
Mas tal poderá não se verificar na semana seguinte. Na próxima segunda-feira, o plantel leiriense voltará a reunir com o SJPF, onde «aí será tomada uma decisão definitiva» quanto à presença no encontro de 29 de Abril, dia para o qual está agendada a recepção ao Feirense, a contar para a 29.ª jornada da liga.
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