Com o título entregue em Espanha, a luta bipolar que Real e Barça disputavam passou para outro duelo de gigantes: Lionel Messi versus Cristiano Ronaldo. No sábado, o português viu o argentino fugir-lhe no topo da lista dos melhores marcadores, face aos quatro golos que a ‘Pulga’ apontou contra o tento solitário que a estrela dos ‘merengues’ anotou.
Já com a montra à espera da taça de campeão, o Real Madrid entrou no campo do Granada sabedor de que, momentos antes, Messi tinha feito um ‘póker’ de golos no dérbi catalão, em Camp Nou, diante do Espanyol.
O argentino atingia assim os 50 golos no campeonato, e deixava Ronaldo a seis de distância. Por isso, além da vitória sobre a equipa de Carlos Martins – em campo até aos 74 minutos -, o Real quereria ajudar Ronaldo a marcar o maior número de golos para conseguir ultrapassar o seu rival argentino na luta pelo Pichichi, o prémio atribuído ao maior goleador em Espanha.
Mas, no final, ficaria registado apenas um golo, de grande penalidade, e se o capitão da selecção nacional quiser terminar como o jogador que mais tentos marcou por terras espanholas, terá que apontar pelo menos seis golos na derradeira partida, frente ao Maiorca.
O mais difícil é que, em Sevilha, frente ao Bétis, Lionel Messi não poderá marcar nenhum. Algo que só aconteceu em 12 das 37 jornadas que já se disputaram na liga espanhola.
Outros portugueses lá fora:
Espanha
Ricardo Carvalho (Real Madrid): regressou à titularidade meses depois, e cumpriu todos os minutos do jogo. Fábio Coentrão e Pepe ficaram fora dos convocados.
Ricardo Costa (Valência): esteve em campo durante toda a partida que terminou na vitória que garantiu o terceiro lugar e o subsequente acesso automático à Liga dos Campeões na próxima época.
Tiago (Atlético de Madrid): actuou os 90 minutos da vitória forasteira em Málaga, que mantém vivas as hipóteses dos ‘colchoneros’ ainda se apurarem para a pré-eliminatória da ‘Champions’, embora não dependam apenas de si. Pizzi e Sílvio ficaram fora dos convocados.
Eliseu (Málaga): marcou o único golo da sua equipa, que não evitou a derrota dos andaluzes. Saiu aos 81 minutos para dar lugar a Duda.
Hélder Postiga (Saragoça): marcou um golo e fez uma assistência que contribuiram para a vitória final sobre o Racing de Santander, e fez com que a equipa dependa apenas de si própria para garantir a permanência na primeira divisão espanhola. Ruben Micael esteve em campo até aos 61 minutos.
Rui Fonte (Espanyol): jogou os últimos 13 minutos em Camp Nou, na partida onde Messi marcou quatro golos e Pep Guardiola se despediu dos adeptos ‘culés’.
Inglaterra
José Bosingwa (Chelsea): esteve em campo durante toda a partida que culminou na conquista da Taça de Inglaterra, após a vitória dos ‘blues’ por 2-1 sobre o Liverpool. Raul Meireles entrou aos 61 minutos, e Paulo Ferreira não saiu do banco de suplentes.
Nani (Manchester United): os ‘red devils’ precisam de vencer pela maior margem de golos possível para encurtar a diferença de tentos para o Manchester City, mas o internacional português não entrou nesse objectivou, e assistiu no banco, ao lado de Alex Ferguson, à vitória caseira por dois golos sobre o Swansea.
Itália
Danilo Pereira (Parma): o jovem vice-campeão mundial de sub-20 entrou aos 76 minutos da partida que deu a quinta vitória consecutiva à sua equipa na Série A.
Alemanha
Sérgio Pinto (Hannover 96): jogou os 90 minutos do último encontro da Bundesliga, que acabou na vitória da sua equipa sobre o Kaiserslautern.
Vieirinha (Wolfsburgo): saiu aos 48 minutos na derrota forasteira em Estugarda.
Turquia
Ricardo Quaresma (Besiktas): completou os 90 minutos de jogo no empate a duas bolas com o Besiktas. Manuel Fernandes foi substituído aos 46 minutos, assim como Simão Sabrosa, enquanto que Hugo Almeida foi autor de um auto-golo.
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