Lionel Messi e Royston Drenthe, aqui frente-a-frente ao serviço das suas selecções, em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China.
Royston Drenthe vestiu a camisola do Real Madrid durante três épocas, mais uma ao serviço do Hércules. No total, são quatro anos a pisar os relvados em Espanha, e outras tantas oportunidades de partilhar o campo com Lionel Messi. O holandês disse hoje que a estrela argentina do Barcelona o abordava em campo chamando-lhe de «negro».
Hoje em dia, o extremo está Liverpool, a jogador no Everton, por empréstimo dos ‘merengues’, e concedeu uma entrevista ao diário holandês NuSport, onde falou dos problemas que enfrentou por terras espanholas.
Conhecido pelo seu comportamento propenso a polémicas, Drenthe recordou que, sempre que se encontrava com Messi em campo, o argentino dirigia-se a ele sempre com as palavras «negro, negro».
«Joguei muito contra Messi nos últimos anos e sempre tivemos problemas. Sabes o que mais me chateava? A forma como me falava, [pois] sempre me tratava por ‘negro, negro’», apontou, antes de lembrar um episódio em particular. «Quando o Hércules jogou em Camp Nou [estádio do Barcelona] a época passada, tive um pequeno incidente com ele. Antes do jogo veio cumprimentar-me e disse ‘olá negro», revelou.
O holandês garantiu que compreendia que, na América do Sul, este comportamento «seja habitual». Em Novembro, na Premier League inglesa, o uruguaio Luis Suárez já evocara esta justificação para se defender das acusações de racismo que Patrice Evra lhe dirigira. Até Gustavo Poyet, antigo internacional uruguaio, defendeu o seu compatriota ao recorrer ao mesmo argumento.
Por último, Royston Drenthe ainda recordou um episódio semelhante dos seus tempos passados no balneário do Real Madrid: «Mahamadou Diarra, que era meu colega de equipa, chateava-se quando Higuaín e Heinze o chamava dessa maneira».
SOL