Algo tem manchado até agora os Jogos Olímpicos, mais pelo que está a acontecer do lado de fora, de quem assiste. Ou neste caso, de quem não está lá. Em algumas das provas mais importantes tem-se notado dezenas de lugares vazios. A organização vai agora colocar à venda, diariamente, cerca de 3 mil bilhetes.
Os lugares vazios notam-se, tanto na televisão, por quem assiste desde casa, como por quem está lá, nas bancadas. E, acima de tudo, por quem compete.
As críticas têm chegado de todo o lado: vindas dos adeptos e dos próprios atletas, que por várias vezes não têm conseguido dar bilhetes a familiares seus, para que possam assistir e apoiar desde as bancadas, como o explica o Daily Telegraph.
Só ontem, domingo, terão sido registados mais de 12 mil lugares vazios entre os vários recintos que estão a ser utilizados nas olímpiadas. No total, o diário britânico avança que existirão mais de 120 mil bilhetes, destinados aos comités olímpicos estrangeiros, que ainda não foram utilizados ou devolvidos.
A Locog vai justificando os lugares vazios lembrando isso mesmo: que muitos dos assentos fazem parte de zonas para serem ocupadas por acreditações, ou seja, pela imprensa ou membros das federações e comités olímpicos nacionais. Como tal, esses lugares não podem ser vendidos ao público.
A Locog, empresa responsável pela organização dos Jogos, colocou já no domingo 3 mil bilhetes suplementares à venda para o público, e até já recorreu a crianças e soldados para preencher as molduras nas bancadas que teimam em continuar desprovidas de pessoas.
Quanto aos atletas, a empresa planeia disponibilizar mais bilhetes na própria aldeia olímpica, atendendo ao facto de que, muitas vezes, os próprios atletas dispõem de pouco tempo para tratar de bilhetes para os seus familiares, dado que, caso forem avançando na competição, as eliminatórias costumam concretizar-se com escassas horas de intervalo entre si.
SOL