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A Velha Senhora acordou, e o velho treinador celebrou [vídeo]

20 de Setembro, 2012por Diogo Pombo
Suspenso, mas não ausente. Antonio Conte esteve em Stamford Bridge, do alto das bancadas reservadas aos espectadores, longe do relvado, do banco, onde se decidem jogos. De lá assistiu à sua equipa, a Juventus, recuperar de uma desvantagem de dois golos e sair com um empate com tempero de vitória frente ao Chelsea. E tudo foi celebrado a rigor.

O treinador italiano, recorde-se, está a cumprir uma suspensão de 10 meses devido ao seu envolvimento no mais recente escândalo de corrupção do futebol transalpino, o ‘CalcioScommesse’.

Conte não informou as autoridades acerca de uma alegada combinação de um resultado, quando ainda orientava o Siena. Ontem, exultou quando viu a sua equipa arrancar um ponto de Londres.

Neste momento, a Juventus está a cargo do seu treinador adjunto, Massimo Carrera. Não se sabe se Conte ainda orienta a equipa nos treinos diários, mas, pelo menos, acompanha-a desde as bancadas.

Ontem começou por ver dois golos entrarem na baliza de Gianluigi Buffon, dois tiros imparáveis de Óscar, o menino que o Chelsea foi buscar ao Brasil e que se estreava a titular.

Ainda o guardião italiano estava a pensar no primeiro remate quando viu o segundo ultrapassá-lo, nem um par de minutos depois, e alojar-se nas redes junto ao canto superior direito da sua baliza. À meia hora, os londrinos chocavam os transalpinos.

Porém, a Velha Senhora, como é conhecida por Itália, acordaria. Uma senhora que faz da experiência um trunfo, mesmo que já não pisasse estes palcos há três anos, uma ausência anormal que não era suficiente para atenuar a surpresa nos olhares que viam os italianos a encaixarem dois golos em trinta minutos.

O chileno Arturo Vidal foi o primeiro a reagir. Reduziu a desvantagem. E na bancada, Conte reagia com entusiasmo. Afinal, foi ele quem guiou a equipa ao título de campeão italiano, sem derrotas, e lhe deu de bandeja um tão ansiado regresso à Liga dos Campeões. A dez minutos do fim, viria a alegria final.

Fabio Quagliarella, o eterno suplente na Juventus, o avançado dos golos bonitos, como pelo seu país o conhecem, desmarcou-se na área londrina, recebeu um passe de Marchisio e fez passar a bola entre as pernas do guarda-redes Petr Cech.

Estava feito o empate, uma igualdade com sabor a vitória para os italianos, que assim prosseguem a sua onda quase invicta – perderam apenas um dos seus últimos 48 jogos oficiais, a final da Taça de Itália da época passada, diante do Nápoles.

diogo.pombo@sol.pt




1 Comentário
quijote
20.09.2012 - 14:33
O Ps não está preocupado com o país, apenas quer chegar ao pote custe o que custar.


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