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Ratings podem cair de novo

16 de Julho, 2011por Luís Gonçalves
Cumprir e até ir mais além das medidas e metas acordadas com a troika – Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional – não vi travar a queda da notação financeira (rating) de países como Portugal e Irlanda.

O sinal foi dado esta semana pela agência norte-americana Moody's que baixou a notação da Irlanda em um nível para a categoria ‘lixo’, como já tinha feito com Portugal na semana passada e com a Grécia em 2010.

A segunda maior agência de rating mundial reconhece que, nove meses após o resgate, a Irlanda está a aplicar o seu plano com «sucesso» e a superar as metas fiscais e de redução de despesa acordadas com a União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), ao mesmo tempo que mantém a competitividade da economia e o seu atractivo sistema fiscal. Mas ainda assim, apesar de a Irlanda ter sido, até agora, um ‘aluno exemplar’ no cumprimento das metas não evitou a descida do seu rating.

A Moody's e as restantes agências (Standard&Poor's e Fitch) salientam que mais importante do que o desempenho dos países é a resolução da crise na Grécia e, sobretudo, a participação de privados em futuros resgates – algo que as agências dizem que, se acontecer, levará a cortes imediatos dos ratings. Esta foi a justificação da Moody's para reduzir o rating de Portugal na semana passada e da Fitch para cortar quarta-feira o da Grécia para um nível apenas acima da bancarrota. A justificação? «Ausência de um novo e credível plano» da troika para a Grécia, argumentou a Fitch.

O caso irlandês poderá assim ser o destino de Portugal dentro de meses. A promessa do primeiro-ministro Passos Coelho de ir mais além nas metas da troika não irá evitar novos cortes no rating se a Europa não encontrar uma solução para a crise (ver texto ao lado).

O problema são as consequências: a redução das notações torna mais oneroso o financiamento do Estado e das empresas, barra a entrada de investidores tradicionais de dívida pública – como fundos de pensões ou seguradoras – que não podem investir em países com rating abaixo de certo nível e torna mais difícil o regresso aos mercados, condição essencial para um país não necessitar de um novo pacote financeiro.

O poder das agências

A polémica sobre as acções das três grandes agências de rating tem estado ao rubro desde o corte a Portugal, tendo subido de tom agora que a crise está a chegar a Espanha e Itália. A Comissão Europeia, por exemplo, diz que estas avaliações são «incompreensíveis».

Para João Ferreira Marques, director-geral da White Star e ex-quadro da Fitch, os recentes cortes nos ratings «não foram surpresa». As agências «já tinham sinalizado a sua intenção há meses e a sua metodologia é muito simples: qualquer alteração nas condições dos contratos é motivo para cortes (downgrades)».

O alargamento dos prazos para pagamento dos empréstimos ou participação de privados nos resgates são motivos para downgrades, independentemente de o país estar a cumprir as metas porque representam perdas para os investidores, diz Ferreira Marques. Também José Poças Esteves, presidente da SaeR, não acredita nas teorias de conspiração sobre as agências. O que existe, diz o economista, é uma metodologia de avaliação desenhada para mercados muito liberalizados como o anglo-saxónico que, quando aplicado a mercados como o europeu onde a presença do Estado na economia é superior, fica desajustado e pode resultar em avaliações erróneas.

O grande poder das três agências de rating deriva da falta de alternativa aos ratings por partes dos investidores, diz Pedro Braga da Cruz, director da Companhia Portuguesa de Rating (CPR), a única agência de notação financeira portuguesa e a mais antiga da Europa. «Temos de viver com elas», adianta. O responsável acrescenta que o grande problema com as três grandes agências é «a falta de concorrência e a falta de capacidade de análise local».

Para Ferreira Marques, as soluções apresentadas pelos líderes europeus estão a ser vistos pelas agências como «mãos cheias de nada» porque resolvem apenas a liquidez mas não a solvência dos países. David Scammel, analista da Schroeders, salienta que os políticos europeus não têm consciência dos efeitos de contágio que uma reestruturação da dívida grega com a participação dos privados poderá ter no resto da Europa. «Portugal e Irlanda estão destinados a anos de ajuda financeira», escreve o analista.

luis.goncalves@sol.pt z




49 Comentários
parasol
17.07.2011 - 11:12
GALAICOLUSITANO
16.07.2011 - 23:12 Quando o governo anunciar mais medidas o rating vai cair mais...
É uma chatice.
produt
17.07.2011 - 09:56
Junta-te a um país virtual, usa o link: bitly.com/nT5Qp0
pamaga
17.07.2011 - 09:15
Provavelmente o Sócrates não foi para França estudar filosofia, parece que foi assessorar para a Moddy's e é ele que anda a classificar-nos como "lixo". ;-))
GALAICOLUSITANO
17.07.2011 - 00:54
SUGIRO QUE PASSEMOS A EXPORTAR CONTENTORES E PENICOS PARA OS ESTADOS UNIDOS.
EHEHEHEH... O RATING É MESMO UMA SONORA GARGALHADA........... PALHAÇOS TRAVESTIDOS DE GENTE.
Allentejo
16.07.2011 - 23:42
AO MENOS, RESTA-NOS A GLÓRIA DE

NO "LIXO" SERMOS *****

MAIS DE TRINTA E CINCO ANOS DE "CENTRÃO"

DEU NISTO-

LIXO ***** !!!
Allentejo
16.07.2011 - 23:39
EUREKA !!!

OS ILUMINADOS DESTE PAÍS "DESCOBRIRAM"

QUE,AFINAL,OS TAIS "MERCADOS" SÃO ... A ALEMANHA.
Bitsy
16.07.2011 - 23:31
Mas há mais escala abaixo de lixo!? Deve ser tipo: +lixo, ++lixo, +++lixo...
GALAICOLUSITANO
16.07.2011 - 23:12
CAIR DE NOVO COMO? QUAL É A ESCADA ABAIXO DE LIXO? SÓ SE FOR A CABEÇA DOS AMERICANOS.



AGALAICOLUSITANO-COMBATENTE DA BACTÉRIA ENCORNADA
Allentejo
16.07.2011 - 22:46
OS "RAITINGS" FAZ PARTE DO DIVERTIMENTO,TÁ ???

E,JÁ AGORA,VIRAM COMO OS NOSSOS BANQUEIROS (OU BANQUISTAS ???) FICARAM EUFÓRICOS COM O FACTO DE OS SEUS BANCOS(SEUS DELES,CLARO!!!) TEREM SUPERADO OS TESTES DE "STRESS" ???

AS AGÊNCIAS "FAMOSAS" ESTRAGARAM LOGO A FESTA...
BIAFRA
16.07.2011 - 22:37
Não vale apena vender os nossos orgãos para diminuírmos o peso e assim enganar a balança.
Precisamos de cortar no apetite e ter um emagrecimento normal.....
Allentejo
16.07.2011 - 22:35
QUEREM DIVERTIR-SE ???

RELEIAM AS DECLARAÇÕES DOS "ILUSTRES" ECONOMISTAS,COMENTADORES,ANALISTAS E AFINS

QUE NOS "CONVENCERAM" QUE OS PECS,RAITINGS DAS ABALIZADAS AGÊNCIAS DE NOTAÇÃO,MEMORANDOS TROIKISTAS, ETC E TAL,ERAM PARA SEGUIR CEGAMENTE, PARA TRANQUILIZAR OS MERCADOS,

E NOS DIZIAM,DO ALTO DA SUA SAPIÊNCIA, QUE A AUSTERIDADE ERA A CHAVE MÁGICA PARA O FUTURO...

E,SE QUER DIVERTIR-SE AINDA MAIS,COMPARARE O QUE HOJE OS MESMOS "SÁBIOS" DIZEM SOBRE A MESMA MATÉRIA...
BIAFRA
16.07.2011 - 22:22
A U.E. tem andado a dizer o seguinte aos Portugueses:
Emagreçam 50 kilos que nós depois disso vamos vos ajudar.
Será que nós temos força de vontade suficiente para fazêr esta dieta radical??.
Até agora ainda só cortamos nas tostas mistas......
grunlion
16.07.2011 - 21:51
kemal
16.07.2011 - 21:13

Revelas uma ignorância extrema, não conheces nada da História da Europa, a Alemanha não está a fazer nenhum favor, em ajudar Portugal.
A Alemanha usufruiu de um plano Marshal a seguir à WWII, o que permitiu a sua reconstrução.

Pareces o anormal do Sócrates que por ignorar a História, achava que se podia continuar a endividar até ao infinito ignorando as consequências dos seua actos. Se ele tivesse estudado Portugal no fim do século XIX, saberia que se passo algo exactamente igual.
grunlion
16.07.2011 - 21:48
BIAFRA
16.07.2011 - 21:13

A situação actual é insustentável. Juros mais altos, mais recessão, mais impostos, mais desemprego, maior défice, que leva a descida nos ratings, e juros mais altos, mais recessão , etc, etc....

Não faz sentido.
É preciso coragem para enfrentar o problema.
Definir prioridades.
1º Cortar na despesa. Para reduzir o défice consistentemente.
2º Vender activos para reduzir a dívida.
3º Eurobonds, para que os juros não nos afundem.
4º Implementar concorrência na energia, telecomunicações, etc, ... promover as empresas, e não aumentar os impostos, para dinamizar a economia. E restantes medidas de otimização , na educação justiça, etc...
5º A União europeia, deve dizer claramente que os países que cumprirem os acordos, e atingirem as metas, vão ser ajudados pelos outros, independentemente das agências de rating.
6º Os que não o fizerem devem ser convidados a sair do Euro, ou em alternativa passarem a protectorado da UE, até que cumpram.
7º Os impostos, TSU, etc, devem ser reduzidos o mais cedo possível, pelo menos não aumentados.
Deve ficar claro, que quem promover as reformas adequadas, vai ser apoiado, para que a sua ecomnomia não seja esmagada pelos impostos.
Os impostos deviam ser iguais em toda a UE, isto para evitar concorrência fiscal.
kemal
16.07.2011 - 21:13
Já está na hora da Engª Merkel fazer um manguito a estes caloteiros.
BIAFRA
16.07.2011 - 21:13
grunlion.
De que eé que nos vale oferecerem-nos (por soliariedade) juros mais baratos se nós não for-mos capazes de diminuír a despesa?.
Apenas servirá para adiar o problema e tornarem-nos subsidió -dependentes.
kemal
16.07.2011 - 21:12
Daqui se tira que os portugueses não só não querem pagar o que devem como contam com a Alemanha para continuar a pagar o seu estado social sob o capcioso argumento da solidariedade.
AJPC
16.07.2011 - 20:30
Querem dizer, com este governo de lixo, o risco é ainda maior.
grunlion
16.07.2011 - 20:14
BIAFRA
16.07.2011 - 17:19

A solidariedade não é só para catástrofes.
Apenas é possível sustentar uma moeda comum, com mecanismos de transferência entre os diferentes estados.
A moeda forte interessa à Alemanha, mas não interessa a Portugal. Toda a política monetária é feita a pensar na Alemanha, é por isso justo que aqueles que têm que suportar uma política monetária altamente desfavorável sejam compensados.

Esta política de esmagar povos com políticas altamente recessivas já foram experimentadas na Europa com péssimos resultados.

Lembro a República de Weimar, que deu origem à WWII. A Alemanha ficou a suportar dívidas de guerra insoportáveis, no fim da WWI.
No fim da WWII, a política seguida foi a oposta o plano Marshall, com excelentes resultados. A PAZ, que gozamos à 70 anos, um record na Europa.
Portugalix
16.07.2011 - 19:20
O problema de Portugal é ter os cofres vazios, raparam os fundos da PT, CGD, BP, SCM. E quem fez isto o vigarista do Sócrates e apenas em 6 anos e meio…..XUXAS REÇABIADOS…..continuem a ganir porque a verdade não se apaga……ele devia ser preso e obrigado a responder pela sua péssima governação e ter engordado e aos seus amigos….



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