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Gulbenkian tem 10 empresas em offshores

5 de Setembro, 2011por Frederico Pinheiro
A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) tem dez empresas ligadas ao sector da exploração petrolífera e gasífera sedeadas em offshores (paraísos fiscais), segundo o seu relatório e contas de 2010.

Panamá e Ilhas Caimão são os destinos fiscais preferidos pela Fundação. A Partex é o 'braço' empresarial da FCG para o petróleo, fundada por Calouste Gulbenkian, em 1938, com o nome Participations and Explorations Corporation, no Panamá.

Desde então, o grupo foi crescendo e ganhando negócios em várias partes do Globo, ao mesmo tempo que sedeava as suas companhias em paraísos fiscais. A Partex tem agora, no Panamá, a Partex Oman, da Partex Gas e da Partex Services.

Já as Ilhas Caimão foram escolhidas como destino fiscal da casa-mãe, a holding Partex Oil and Gas Corporation. É nesta empresa que se congregam as participações do Grupo. Também os negócios da Fundação no Cazaquistão, no Brasil, na Argélia e em Angola estão sedeados no arquipélago britânico próximo de Cuba. Outra das empresas, a PMO Services, está sedeada no paraíso fiscal europeu do Liechtenstein.

A FCG invoca «razões históricas» para justificar a escolha de offshores para sede destas dez empresas. «Foram decisões do próprio Calouste Gulbenkian, que respeitamos», diz ao SOL fonte oficial da FCG. «São razões históricas que levaram a Fundação a manter estas participações sedeadas nesses países».

As únicas empresas da Partex que não estão sedeadas em paraísos fiscais são duas das três empresas da FCG no Brasil – a outra está sedeada nas Ilhas Caimão –, a Partex Iberia, a Partex Services Portugal e a uma empresa que se encontra sem actividade, sedeada em Inglaterra.

Lucros de 126,4 milhões

Os lucros da FCG dispararam 384,2% em 2010 em relação ao ano anterior, para os 126,4 milhões de euros. A 'fatia de leão' do resultado líquido teve origem precisamente nos negócios do Grupo Partex, cujo «lucro consolidado atingiu os 57,7 milhões, devido à subida do preço do petróleo e aos menores custos de imparidades».

frederico.pinheiro@sol.pt

 

Tags: Economia



16 Comentários
Platao
07.09.2011 - 16:56
Os impostos poupam as principais fontes de riqueza. Porque os Estados precisam de atrair investimento, muita da riqueza nao pode ser tributada sob pena do investimento e a actividade economica se reduzir. Por outro lado, lobbies como o da banca, invocando argumentos na mesma linha, sao tributados numa proporcao relativamente baixa dos lucros que geram e face a outros sectores.

Os impostos sobre o trabalho e sobre as transaccoes sao os unicos que sendo esticados ao limite menos comprometem a economia e o seu crescimento.

Neste momento os paises mais desenvolvidos tem cada vez mais dificuldades em conseguir receitas fiscais. O investimento e atraido para outras paragens e o aumento dos impostos sobre o capital so acentuaria essa tendencia, levando essas economias a falencia.

O resultado: os mais ricos nao sao taxados. A classe media e aquela que paga a factura, nos impostos sobre o trabalho, produtos transaccionaveis,...

Os Estados ja nao contam para a economia. O que conta e o dinheiro que pode estar em qualquer off-shore e ser investido onde o retorno e maior - onde os impostos sao menores. Os Estados sao submissos ao dinheiro, sobretudo aquele que pode destrui-los ou desenvolve-los.

As poupancas do Ocidente foram investidas na China e noutros paises emergentes, que assim se desenvolveram, porque ai o retorno e maior. As saidas de capital vao levar o ocidente a falencia, incapaz de gerar suficiente riqueza. Nao todos, mas a classe media. Os ricos esses serao cada vez mais ricos aqui como na China ou nas Caimao...
Platao
06.09.2011 - 15:59
Os impostos poupam as principais fontes de riqueza. Porque os Estados precisam de atrair investimento, muita da riqueza nao pode ser tributada sob pena do investimento e a actividade economica se reduzir. Por outro lado, lobbies como o da banca, invocando argumentos na mesma linha, sao tributados numa proporcao relativamente baixa dos lucros que geram e face a outros sectores.

Os impostos sobre o trabalho e sobre as transaccoes sao os unicos que sendo esticados ao limite menos comprometem a economia e o seu crescimento.

Neste momento os paises mais desenvolvidos tem cada vez mais dificuldades em conseguir receitas fiscais. O investimento e atraido para outras paragens e o aumento dos impostos sobre o capital so acentuaria essa tendencia, levando essas economias a falencia.

O resultado: os mais ricos nao sao taxados. A classe media e aquela que paga a factura, nos impostos sobre o trabalho, produtos transaccionaveis,...

Os Estados ja nao contam para a economia. O que conta e o dinheiro que pode estar em qualquer off-shore e ser investido onde o retorno e maior - onde os impostos sao menores. Os Estados sao submissos ao dinheiro, sobretudo aquele que pode destrui-los ou desenvolve-los.

As poupancas do Ocidente foram investidas na China e noutros paises emergentes, que assim se desenvolveram, porque ai o retorno e maior. As saidas de capital vao levar o ocidente a falencia, incapaz de gerar suficiente riqueza. Nao todos, mas a classe media. Os ricos esses serao cada vez mais ricos aqui como na China ou nas Caimao...
mundonovo50
06.09.2011 - 12:18
a fundação Gulbenkian como qualquer outra grande organização também funciona muito à base de cunh@s e sem isso nada feito. PS;: Kemal há 30 anos o que te faltou foi uma grande cunha, mas agora é bem pior.
Bastu
06.09.2011 - 09:53
"dadi"...
Segue o meu conselho - Quando se trata de imenso dinheiro, nunca confies em ninguém...
dadi
06.09.2011 - 09:38
Mas ao menos a Fundação Calouste Gulbenkian pode facilmente justificar a proveniência de todo esse dinheiro, que muito jeitinho tem feito à cultura portuguesa. Ao contrário, uma tal família Pinto parece que tem mais de 300 milhões em offshore e ninguém consegue sequer opinar de onde terá vindo tanto dinheiro. Mas isto sou eu que gosto de desestabilizar... É apenas mais uma cabala (pobre Calimero).
Bastu
06.09.2011 - 08:38
A Fundação Calouste Gulbenkian, faz-me lembrar a Fundação IKEA do Ingvar Kamprad...

Quando se tratar de imensos dinheiro, nunca confies em ninguém…
acd31gbs
05.09.2011 - 23:49
Se o Estado português não roubasse tantos impostos
já não depositavam nas offshores.Só os trbalhado-
res,reformados,pensionistas,não o podem fazer porque o Estado os controla e "gama-lhes"tudo.Só
falta a camisa e as calças,mas vamos a caminho.
GGS
05.09.2011 - 23:17
Não há bela sem senão...
kemal
05.09.2011 - 21:19
A Gulbenkian é uma instituição que merece todo o respeito dos portugueses. Mesmo apesar de me terem recusado um favorzinho há mais de 30 anos.
Freda
05.09.2011 - 20:38
"A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) tem dez empresas ligadas ao sector da exploração petrolífera e gasífera sedeadas em offshores (paraísos fiscais), segundo o seu relatório e contas de 2010."(...)

E daí?
Esta é a única Fundação que merece respeito!
Criada por disposição testamentária de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Português a 18 de Julho de 1956
Fundação que se dedica à Educação, Ciência, Beneficiência e Artes e desenvolve uma vasta actividade em Portugal e no estrangeiro no quadro dos seus fins estatutários, através de actividades directas, subsídios e bolsas.
Para quem nada sabe sobre esta Fundação, aqui deixo o link:

http://www.gulbenkian.pt/media/files/fundacao/historia_e_missao/PDF/TESTAMENTO_DE_CALOUSTE_SARKIS_GULBENKIAN.pdf
Manuel Rocha Rocha
05.09.2011 - 20:17
O maior paraíso fiscal anteriormente foram as benesses de alguns políticos da nossa praça pública bem conhecidos usufruiam de alguns amigos com ações financeiras em alguns bancos como o BPN/BPP..........porque afinal não se consegue saber para onde foi tanto dinheiro que anda em paraísos né?O Amorim deve estar todo contente por usufruir dessas mesmas benesses,afinal foram só mil e seiscentos milhões para o bolso dele e andamos a pagar para o manter de bem com a vida,afinal não vale a pena taxar estes ricos porque têm lá muitos amigos que nós não conseguimos ter!E como somos um povo pacato,vamos andando e rindo passando mal.......agora com alguma fome!
kemal
05.09.2011 - 20:03
Julgava que eram só os tansos que não sabem português que pagavam impostos.
mundonovo50
05.09.2011 - 19:33
esta e porventura outras fundações para alem de manterem os seus negócios em paraisos fiscais ainda ficam isentos de impostos no nosso país. PS: em Portugal só os tanços pagam impostos, eu sou um dos tanços.
Ruben Samoel Barros Rocha
05.09.2011 - 19:16
Espera aí!!!! Alguem sabe para se criaram as "Fundaçoes"??? alguem leu os estatutos de uma fundaçao e a respectiva (proteçao fiscal) que estas usufruem???? Se as fundaçoes pagassem impostos... sim PAGAR!!!! porque nao pagam... nao estariamos como estavamos...

Agora fazer noticias de Offshores!!!! As Fundaçoes nao precisam disso... Elas já sao paraisos fiscais... Jornalismo Sério e Informaçao seria """""As Fundaçoes em Portugal.... Verdadeiros Paraisos Fiscais"""""
Antigamente
05.09.2011 - 18:50
ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah
kemal
05.09.2011 - 18:40
Os altos impostos portugueses obrigam as empresas e as pessoas a procurar refúgio no estrangeiro.
Mais impostos farão fugir ainda mais.


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