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Função Pública arrisca nova penalização

23 de Outubro, 2011
Os funcionários públicos serão novamente penalizados no próximo ano, por via dos impostos, caso o Governo não altere as tabelas de retenção de IRS, segundo fiscalistas ouvidos pela Lusa.

A ser aprovada a proposta do Governo, no Orçamento do Estado de 2012, que prevê a suspensão do 13º e 14º mês em 2012 e 2013, os funcionários públicos apenas irão receber 12 salários.

E sem tabelas de retenção na fonte específicas para estes contribuintes, dois trabalhadores com o mesmo salário - um do sector público e outro do privado - vão ter a mesma taxa de retenção mensal de IRS, mesmo sabendo-se que o funcionário público terá um rendimento anual inferior.

A penalização ocorrerá mesmo sendo o funcionário público sujeito apenas a 12 retenções mensais contra as 14 do funcionário do sector privado. Isto porque haverá casos em que a taxa de retenção cobrada a mais ao funcionário público ultrapassa o valor a menos que lhe é cobrado por só fazer 12 retenções de imposto.

Ainda assim, o funcionário público irá receber em 2013, por via do reembolso do IRS, o imposto que lhe foi retido a mais, mas sem juros. Ou seja, o Estado será financiado sem ter de pagar uma remuneração.

Esta situação poderá não afectar da mesma forma os contribuintes e, em princípio, por força da progressividade do imposto, a penalização deverá ser tanto maior quanto mais elevado for o rendimento.

A maioria dos fiscalistas ouvidos pela Lusa acredita, no entanto, que os funcionários públicos serão penalizados.

Se nada for feito, explica Jaime Esteves da PricewaterhouseCoopers, haverá, por parte dos funcionários públicos, “um empréstimo forçado de magnitude muito superior ao normal”.

Isto porque “a retenção partirá do pressuposto que a remuneração anual corresponde a 14 vezes a remuneração mensal” e neste caso irá “corresponder apenas a 12 vezes a dita remuneração mensal”.

Também o fiscalista Pedro Amorim defende que haverá uma penalização dos funcionários públicos.

E defende que não só é possível criar uma tabela específica para estes contribuintes como é a própria lei que o obriga.

“Não só é possível, como é imposto pela lei”, salienta referindo-se “ao disposto no Decreto-Lei 42/91, de 22 de Janeiro, que consagra os princípios a que, ‘de forma imperativa’, devem obedecer as tabelas de retenção na fonte”.

Opinião contrária tem a fiscalista da PLMJ, Mónica Respicio Gonçalves. “O argumento de que os funcionários públicos terão um rendimento anual mais baixo do que os demais trabalhadores dependentes não parece ser suficiente para justificar a existência de uma tabela de retenção na fonte específica para esta categoria”.

Para esta fiscalista, conforme resulta da lei, “a retenção de IRS é efectuada sobre as remunerações mensalmente pagas, não tendo, por isso, em conta o rendimento anual pago ou colocado à disposição do trabalhador dependente em causa.”

Acresce o facto de que, segundo a mesma fiscalista, “em virtude de os funcionários públicos não receberem o 13.º e o 14.º mês, também estas importâncias não estarão sujeitas a retenção na fonte, pelo que, rigorosamente, os funcionários públicos só vão suportar a retenção na fonte correspondente às importâncias que lhes sejam efectivamente pagas.”

Já Manuel Anselmo Torres, da firma Galhardo Vilão, Torres, partilha a opinião de Jaime Esteves e Pedro Amorim e lembra que as tabelas de retenção de IRS “estão vocacionadas para aproximar o IRS devido no fim do ano sobre um total de 14 prestações de salário”.

Assim, “passando um trabalhador a auferir apenas 12 dessas 14 prestações por ano, a essa redução de 14,3 por cento no seu rendimento anual corresponderá uma igual redução no valor do IRS retido ao longo do ano. Porém, uma vez que o IRS é progressivo, a redução no IRS devido no fim do ano deverá ser (ligeiramente) superior à redução da remuneração. Por isso, é provável que ao aplicar o actual modelo de taxas de retenção a trabalhadores com apenas 12 prestações, estes sejam ligeiramente penalizados ao lhes ser retido imposto a mais que terá de ser reembolsado no ano seguinte”.

A Agência Lusa perguntou ao Ministério das Finanças se iria publicar tabelas de retenção específicas para os funcionários públicos, mas não obteve resposta.

Lusa / SOL




65 Comentários
JoaquimVaz1234
03.12.2011 - 22:53
O nível desta conversa é igualzinho ao dos debates Sporting/Benfica!
esteves
24.10.2011 - 20:33
Tal como Sócrates Paços saca aos funcionários públicos em triplo do que sacaria se todos os portugueses fossem chamados a partilhar sacrifícios... O interesse do PSD está à frente do interesse nacional, pois assim ~poderá contar com os votos dos privados nas próximas eleições, assim apenas terá na rua marchando contra o governo os funcionários públicos...Enfim não interessa se arruína a vida dos funcionários se isso não prejudicar os interesses do partido, São o monstro que convém abater...Paços surge como o cavaleiro salvador da pátria que ataca o monstro da função publica...Já não fala das gorduras, dos boys nem fala das parcerias, esses devem ser os anjos bons...Voltamos a uma versão reciclado do governo de Sócrates...A mediocridade e a falta de rigor intelectual voltaram ao governo de Portugal...Explica que não convém aumentar os impostos no privado, e assim aumenta três vezes mais no publico, como se não fossem portugueses que trabalham uns e outros. Como se o Estado fosse apenas a manjedoura de boys ao serviço dos interesses privados e partidários...Assim vai Portugal, de mal a pior. Ao mesmo tempo não inocentemente os patrões, começam a falar em comer os subsídios aos do privado, “ou isso ou o desemprego”, assim Paços vai restaurar o velhinho Portugal do antes do 25 de abril sem que tal pareça intencional…
jooliveira
24.10.2011 - 20:00
Era tão fácil cortar as gorduras do Estado, não era?

O problema é que muitos cairam, agora aguentem!
Mabeco
24.10.2011 - 18:18
Isto já lá não vai! Nem esquerda volver,nem direita volver! Só em frente marche, sob o comando dos homens de Espada á Cinta!
Rui Abreu Silva Abreu
24.10.2011 - 17:58
Novesfora
Não sei se conhece ou não o Projecto de Autonomia das Escolas. Tal sempre foi uma ambição de muitos milhares de professores, já que os Projectos Educativos devidamente construídos e indo ao encontro do meio, sendo projectos dinâmicos, podem ajudar a (re)construir esse meio e dar nova esperança às populações locais naquilo que respeita ao desenvolvimento e criação de emprego.
Agora, como parece suceder, os Projectos Educativos são um “faz-de-conta”, tal como o são os projectos políticos apresentados à população pelos “senhores” da política, especialmente logo que chegam ao poder. Ao que sei, embora existam muitas escolas competentes (não esqueçamos que tal como na política, muitas escolas continuam a ser “governadas” por professores que nos últimos dez a vinte anos pouco mais fizeram que isso, tendo-se habituado ao poder sem que se preocupassem com a evolução real do meio e suas necessidades não se preocupando concomitantemente com o papel da escola) também os seus directores se habituaram ao poder, tal como os grupos de amigos que o vão usando entre si e em proveito próprio, desde os horários até aos muitos “mimos” que passam despercebidos à maioria dos professores nessas escolas.
Repare que não estou a afirmar que os professores não trabalham. Trabalham e muito desde o trabalho na escola até ao trabalho que produzem em suas casas sem qualquer reconhecimento por isso. Mas a questão central aqui colocada pelos “novesfora” tem a ver com aquilo a que poderemos chamar de “amiguismo” ou compadrio no que respeita à distribuição de horários. Não podemos estranhar que tal suceda, apesar de ser lamentável, embora tal só aconteça por falta de uma supervisão competente, ou por laxismo do sistema, que se “borrifa” para a honestidade ou falta dela nos casos sucedidos.
Quanto a mim, e nos casos comprovadamente de favorecimento aos amigos e conhecidos, os directores dessas escolas deverão ser imediatamente demitidos de funções e pode crer que a Lei assim o determina devido ao dolo causado a outrem no exercício de funções de direcção, configurando até caso de corrupção. Claro que casos existem de falta de competência por parte dos elementos encarregues do processo de concurso, mas que deveriam também ser sancionados. Escusado será dizer que, o sistema, comprometido que está com o gigantesco problema da educação e atento aos seus militantes no exercício de funções de direcção, nada faz e nada quererá fazer, “borrifando-se” para os prejuízos dos prejudicados. Ficará, como sempre, tudo na redoma do silêncio. É o costume…
Shora Ora
24.10.2011 - 17:14
isto não passa de um aviso que o governo quer dar ao povo. não estejam todos a espera para vir trabalhar para o estado. não há dinheiro ..
Palmeirinha
24.10.2011 - 16:17
A culpa é deste governo que tem feito um trabalho "exemplar" na discriminação e mentiras contra os funcionários publicos, o cancro não está aí, as gorduras afamadas também não, o buraco está nas parcerias publico privadas, autenticas sangrias de recursos do país, sendo que o governo em vez de aproveitar a prata da casa, pessoas qualificadas, preferem das aos privados, tudo muito mais caro, leia-se dar aos amigalhotes.

O exemplo dado abaixo também é paradigmático, com o fim das DREs acabou a ordem que havia e agora vai reinar o caos e a sangria de recursos consignada na autonomia das escolas
Helle Matos
24.10.2011 - 15:42
Vamos ser sérios, o PSD antes de chegar ao governo disse que sabia onde cortar, todos os portugueses que pagam impostos também sabem e os FP se tivessem espinha dorsal há muito que tinham colocado nos jornais onde se está a gastar o dinheiro. Aqui vai o meu contributo para os cortes:
- Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos em 50%.
- Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.
- Ter direito a uma SÓ REFORMA mas só dispor dela quando atingir o limite de idade como qualquer cidadão;
- ACABAR COM TODAS AS REGALIAS EXTRAS E ABUSIVAS AO EXERCÍCIO DIGNO DAS RESPECTIVAS FUNÇÕES;
- LIMITAR O VALOR DAS REFORMAS (TODAS) AO VALOR DE 3.000,00 POR PESSOA;
- REDUZIR NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA O NUMERO DE DEPUTADOS ;
- REDUZIR NÚMERO DE CÂMARAS MUNICIPAIS, JUNTAS DE FREGUESIA E EMPRESAS MUNICIPALIZADAS;
- ACABAR COM OS INSTITUTOS PÚBLICOS E FUNDAÇÕES; (os que servem para dar taxo aos boys)

novesfora
24.10.2011 - 15:29
O candidato 5919689218 foi colocado nas escolas:


Escolas do Mindelo num Horário de 15 horas

Nas Escolas Dr. Vieira de Carvalho em dois horários ao mesmo tempo; num de 14 horas e noutro de 15.


É a autonomia das Escolas a funcionar.

Possivelmente nem habilitações tem, digo eu.


novesfora
24.10.2011 - 15:23
VEJAM BEM


>
>
> 15+14=29... excelente horário!! Na mesma escola colocaram a
> mesma pessoa em dois horários. Ora, muito bem. Sim senhor! Não importa
> que o número de horas ultrapasse o limite previsto para
> acumulação...! Não, isso não importa nada, desde que a pessoa
> escolhida fique contente, não importa que centenas de candidatos
> fiquem tristes e revoltados.
>
> Mas não fica por aqui, a mesma pessoa ainda teve um brinde
> noutra escola vizinha. Era giro ficar com 3 horarios...! 15+15+14=44.
> Lindo horário. Uns tudo. Outros nada.
>
>
> Vejam em anexo. E divulguem bem alto. Só para que se saiba o
> prato do dia nas OFERTAS DE ESCOLA.... publicas....
>
>
> ATÉ QUANDO TEREMOS DE ATURAR ISTO...???
>
>
> Mais autonomia nas Escolas???????????????????????????..... melhor nem pensar...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
amensageira
24.10.2011 - 14:54
Mas o povo é assim........ IGNORANTE....e desde que veio as novas tecnologias julgam-se os maiores.....Acordem, leiam o JCHATO.
JChato
24.10.2011 - 14:37
A "nova vaga" quer lançar uma "guerra" entre os FP's e quem trabalha no sector privado!
Esta ideia peregrina é do mais obtuso que se pode imaginar!
E ainda há quem alinhe nisto. . . hehehehehehe
Faz-me lembrar os CRETINOS que, após o 25/Abril, andavam pelas ruas feitos CARNEIROS a gritar as palavras de ordem que mais não eram que gritos e histeria de PALHAÇOS FRUSTRADOS! A mesma falta de capacidade para pensar que levava os PATETAS sem miolos a "odiar" os pobres dos retornados leva a que, agora, meia-duzia de IMBECIS (dum lado e do outro) se desunhem numa "guerra de palavras" em que os dois lados (FP's e privados) são PATETAS!
Sem mais. . . triste demais!!!
josefstalin
24.10.2011 - 11:46
Riachense
24.10.2011 - 11:40

Essa é a realidade nua e crua.
Riachense
24.10.2011 - 11:40
Os cortes vão continuar até que o verdadeiro problema, o excesso de funcionários públicos, seja resolvido. Por mim, ser quiserem continuar assim, tudo bem, poupa-se na mesma. Mas a verdadeira solução é, obviamente, despedir milhares de FP. Como acontece nas empresas. O resto é conversa...
lillyrose
24.10.2011 - 10:53

ESCANDALOSO.ESCANDALOSO.ESCANDALOSO.ESCANDALOSO.

ACABAR JÁ IMEDIATAMENTE COM TODAS AS SUBVENÇÕES VITALÍCIAS DOS GATUNOS QUE ROUBARAM E ROUBAM PORTUGAL=92 MILHÕES DE EUROS POR ANO!!!estes gatunos continuam a ocupar altos cargos e a acumular estas subvenções com reformas chorudos!!!!
O POVO TEM POR OBRIGAÇÃO DE FAZER COM QUE ESTA GATUNAGEM ACABE JÁ!!!!MORTE AOS VAMPIROS QUE METARAM PORTUGAL NA ME.R.DA. Há crianças e velhos a passar fome e miséria neste País de porcaria.

PORTUGUESES ACORDEM. ISTO SÓ LÁ VAI COM UMA REVOLUÇÃO.
A escravatura do povo está activa em Portugal em prol dos gatunos dos dirigentes....vá lá Portugueses trabalhem mais meia hora por dia para pagarem as subvenções vitalícias dos

ex-políticos!!!!= GATUNOS INTOCÀVEIS
AJPC
24.10.2011 - 10:52
Os privados são todos Ernestos mafiosos.
Antiesquerdalha0004
24.10.2011 - 10:51
Marocassemares, tu queres é continuar a mamar, chuleco porque, como os outros parasitas, nem consegues estabelecer uma relação entre o teu vencimento e quem te mantêm, seu burro. Mas vai acabar-se breve e ainda bem. O burro do 1º ministro será obrigado a colocar 20000 de vós parasitas ,no desemprego. Prepara-te que eu já fujo aos impostos para não manter parasitas!!!
Antiesquerdalha0004
24.10.2011 - 10:48
ChicletePapaia, funcionário público e de direita? Se sim, que dilema! Entretanto, o Sarko e a Merkel vão acertar o passo (sem ironia) da parasitagem e ainda bem!
Antiesquerdalha0004
24.10.2011 - 10:48
ChicletePapaia, funcionário público e de direita? Se sim, que dilema! Entretanto, o Sarko e a Merkel vão acertar no passo (sem ironia) da parasitagem e ainda bem!
Rui Abreu Silva Abreu
24.10.2011 - 10:32
Marocassemares
Já agora, mais uma dica. E se fosse efectuado um inquérito(feito por gente séria e independente)aos materiais e equipamentos dos hospitais públicos a servirem o sector privado?



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