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Revisão 'não vai ajudar' países em dificuldades

8 de Dezembro, 2011
O presidente do grupo socialista do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, defendeu hoje que uma alteração dos tratados da União Europeia «não vai ajudar» os países da zona euro em dificuldades.

«Um debate sobre a revisão dos tratados não vai ajudar os países em dificuldade a recuperar a confiança dos mercados financeiros», disse Martin Schulz, antes de uma cimeira dos chefes de Estado e de Governo da UE em Bruxelas.

«Sou céptico quanto a uma alteração do Tratado de Lisboa. Os cidadãos europeus não estão interessados em anos de debate sobre as estruturas e as instituições da União Europeia. Eles querem hoje acções decisivas para estabilizar o euro», afirmou o eurodeputado social-democrata, criticando a chanceler alemã, Angela Merkel, que insiste numa alteração do tratado.

«A chanceler Merkel fala de uma democracia alinhada com os mercados e nós, nós queremos um mercado que respeite as regras da democracia», sublinhou Schulz, que assumirá a presidência do Parlamento Europeu em Janeiro próximo.

O eurodeputado alemão admitiu compreender «aqueles que rejeitam as negociações intermináveis com os países exteriores à zona euro», embora acrescentando: «Mas não podemos permitir uma divisão da Europa a 17 países (os da zona euro) contra 10».

A Alemanha e a França são a favor de uma alteração do tratado para nele consagrar um reforço da disciplina orçamental comum, com o objectivo de não se repetirem as derivas do passado, que contribuíram para a crise da dívida.

Qualquer alteração ao tratado da UE necessita da aprovação por unanimidade dos 27 Estados-membros, mesmo que as modificações apenas digam respeito aos 17 que integram a União Monetária.

Caso essa unanimidade dos 27 seja demasiado complicada de obter, Paris e Berlim ameaçaram já que recorrerão a um acordo limitado apenas aos países da zona euro, o que está a preocupar os restantes Estados-membros.

Lusa/SOL




4 Comentários
00SEVEN
10.12.2011 - 12:26
Até agora tem sido a dança das cimeiras decisivas!

E tudo fica sempre adiado!

Quero vêr é o que vai acontecer e quem se vai "chegar à frente" quando fôr a altura de provisionar os fundos de estabilidade criados no papel!
Norberto Sousa
09.12.2011 - 10:44
Vai é salvaguardar as grandes economias, tais como a Alemanha, França e até Itália, face aos demandos das lideranças medíocres, que entretanto caíram, de países como a Grécia e Portugal.
mundonovo50
08.12.2011 - 22:19
a única solução que resta para o euro passa pela mutualização das dividas e a criação de eurobonds exigindo ao mesmo tempo aos estados grande disciplina orçamental, tudo o que for diferente disto só serve para prolongar a crise e acabar a praso com o euro e com ele a união europeia.
quijote
08.12.2011 - 20:52
Os piigs têm de pagar o que devem e deixar de ser caloteiros e calaceiros.


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