
O secretário de Estado da Energia afirmou hoje que não existe qualquer conflito em o Governo atribuir a maioria do capital da REN e da EDP a empresas estatais chinesas porque o sector é altamente regulado.
Henrique Gomes, que falava aos jornalistas após a abertura do seminário sobre internacionalização das PME de energia, disse que, à semelhança da EDP, a REN «é uma empresa que tem toda a actividade regulada e muito controlada por contratos de concessão», em que «o Estado português terá sempre uma palavra a dizer».
Para o governante, apesar de a chinesa State Grid poder ficar com 25 por cento do capital da REN e tornar-se o maior accionista, não lhe dá a maioria dos votos.
Henrique Gomes adiantou ainda que «a falta de candidatos [à REN] deve-se muito à conjuntura excepcional no mundo e particularmente na Europa, mas as privatizações da REN e da EDP serão sempre um sucesso se compararmos com o que está a acontecer na Europa, onde a Grécia, por exemplo, não está a conseguir privatizar as suas empresas».
A três dias da data limite para a entrega das propostas vinculativas para a aquisição de até 40 por cento do capital da gestora da rede energética, estão na corrida à REN um fundo de Omã, o Oman Oil Company, e os chineses da State Grid, detida pelo Estado chinês, tal como a empresa vencedora da alienação da participação pública na EDP, a Three Gorges Corporation.
Pelo caminho no processo de privatização da REN ficaram os americanos da Brookfield Asset Management e a empresa britânica National Grid.
Lusa/SOL