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Portugal corre risco de apagão eléctrico

9 de Fevereiro, 2012
O presidente da Endesa Portugal alerta que, se o Governo retirar os apoios às centrais térmicas, Portugal corre o risco de um apagão eléctrico e de um aumento de 30 por cento na tarifa de gás natural em 2013.

Nuno Ribeiro da Silva, em declarações à Lusa, afirmou que, perante a intenção de o Governo retirar a remuneração da garantia de potência - renda anual que o sistema eléctrico paga aos produtores para compensar os dias em que as centrais térmicas estão paradas e de sobreaviso -, «tanto a Endesa como a EDP serão obrigadas a 'congelar' as centrais térmicas», isto porque deixa de ser economicamente viável estarem a produzir sem saber se a electricidade vai ser comprada pelos consumidores.

O presidente da Endesa alerta que, se tal acontecer, «existe um risco efectivo de apagão no país, de uma subida de 30 por cento na tarifa do gás e haverá, de certeza, uma subida dos custos de electricidade».

As centrais térmicas de ciclo combinado - que produzem electricidade a partir de gás natural, representam cerca de 40 por cento do consumo de gás natural em Portugal e, se forem 'hibernadas' «o sistema de gás natural perde, só em receitas referentes a custos fixos da rede de transporte de gás natural 45 milhões de euros, cerca de 34 por cento das receitas totais do sistema», referiu Ribeiro da Silva.

«Este cenário significa que os clientes industriais e domésticos teriam de suportar uma subida de mais de 30 por cento dos custos com a tarifa de acesso de gás natural», acrescentou.

Como as centrais de ciclo combinado deixariam de produzir electricidade, o presidente da Endesa Portugal indica que também o sector eléctrico seria afectado, já que as centrais «representam cerca de 2800 'megawatts' de potência firme», e a sua «hibernação faria que a cobertura do sistema eléctrico português baixasse do valor de 1,19 previsto para este ano para um valor de 0,91».

A consequência, observou Nuno Ribeiro da Silva, seria «o risco de um apagão eléctrico que subiria exponencialmente, em particular num ano seco como o que estamos a viver», acrescentando que, nesse cenário, «um apagão de 12 horas em Portugal implicaria perdas na casa das centenas de milhões de euros».

O presidente da Endesa considera preocupante a atitude do Governo, principalmente porque o que está em causa nesta matéria «são cerca de 60 milhões de euros» de um valor total de 2,3 mil milhões de euros, o montante referente aos custos de política energética, ambiental ou de interesse económico geral (CIEG), os chamados custos políticos das tarifas de electricidade.

O Governo comprometeu-se com a 'troika' a aliviar esses custos para que as tarifas de electricidade aos consumidores não tenham uma subida exponencial no futuro. Entre outras medidas que o Executivo está a negociar com os operadores do sistema, a pedido da 'troika', está a possibilidade de revisão das tarifas nas energias renováveis e co-geração, a revisão em baixa dos custos regulados com os Contratos de Aquisição de Energia (CAE) e dos custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC) e ainda a eliminação do mecanismo de garantia de potência.

A energia eólica e a co-geração contribuem com cerca de mil milhões de euros para o montante total de 2,3 mil milhões de euros dos custos políticos (CIEG), enquanto que a garantia de potência contribui com 60 milhões de euros.

Lusa/SOL




9 Comentários
redbarbarian
10.02.2012 - 10:13
Pois, grande parte das pessoas contratam Potencia Eléctrica e depois não a usam. Isso custa dinheiro ao Estado e a todos nós.
O problema é o seguinte: Quando vamos requisitar um contador, o fornecedor pergunta qual a Potencia que queremos instalar. Nós dizemos quanto queremos. A partir deste momento o nosso fornecedor tem de garantir na rede essa Potencia Eléctrica existe na rede. Por outras palavras, se todos os consumidores resolverem utilizar toda a potencia contratada ao mesmo tempo ninguém vai ter falta de electricidade.
Penso que é possível fazer algo nisto e poupar muito dinheiro.
amvc
10.02.2012 - 08:12
BOA. Seria porreiro. Os burros dos portugueses não merecem outra coisa pois já estão na escuridão desde há muito tempo.
ASS1719
09.02.2012 - 23:55
SEM ELECTRICIDADE....FAZIAM-SE COISAS TÃO BONITAS EM LISBOA...FAZIAM-SE...FAZIAM-SE.
pedescalco
09.02.2012 - 23:12
...
já não percebo nada! então não houve um lucro de muitos milhões que possibilitou estes "Génios da gestão" embolsar uma fortuna em "prémios de produção", e afinal é à custa de subsídios do governo sem os quais as centrais deixam de funcionar?

veritatis
09.02.2012 - 22:21
Ja e tempo de termos os olhos em bico...
petala73
09.02.2012 - 20:05
Lá vamos todos à vela ou estamos a entrar em paranóia colectiva ?acho que ninguém se quer ver pendurado num candeeiro .
petala73
09.02.2012 - 20:03
Lá vamos todos à vela ou estamos a entrar em paranóia colectiva ?
parasol
09.02.2012 - 14:26
O grande Aldrabaro irá conseguir fazer o maior apagão dos ultimos 50 anos?
Zedk
09.02.2012 - 14:05
E agora ???
Já que estão com as calças nas mãos, o melhor é procurar o sítio apropriado para arrear.

Tão espertos que nós semos ! Ou samos ?

Estas situações vão-se suceder em todos os casos em que se abdicar de posições estratégicas dominantes.

AHHHHH !!! OOOOOHHHHHHH !!! Não sabia ... ... ...


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