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Investidores europeus defendem OPA da China Three Gorges sobre EDP

13 de Fevereiro, 2012
A associação que reúne os accionistas minoritários na União Europeia (Euroshareholders) defende que a China Three Gorges deveria ter lançado uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) quando comprou os 21,35 por cento ao Estado em Dezembro.

Em comunicado, a Euroshareholders refere que a China Three Gorges (CTG) «deveria proporcionar a todos os accionistas uma saída em iguais condições de preço à oferecida ao Estado português via lançamento de uma OPA», tendo em conta que a aquisição dos chineses configura uma posição de controlo.

Os investidores minoritários europeus consideram que «a venda da quase totalidade da participação do Estado português na EDP vai melhorar substancialmente o regime de governo societário da empresa, na medida em que diminui a inaceitável assimetria de poderes (...) que o Estado detinha na empresa, pois a dita participação gozava do direito 'exclusivo' de não estar sujeita a qualquer limitação estatutária de direitos de voto, o que inevitavelmente discriminava os demais accionistas, tornando a empresa menos atraente para os investidores».

Assim, «considerando os feixes relacionais e os efeitos multiplicativos das propostas de deliberação para a próxima assembleia-geral», adianta a Euroshareholders, nomeadamente a modificação dos estatutos para permitir a participação da CTG no conselho geral e de supervisão, elevar as limitações estatutárias aos direitos de voto e o prémio de controlo pago na operação, a associação frisa que «a participação da CGT na EDP tem influência efectiva no exercício dos direitos de voto e é por isso de controlo».

A Euroshareholders, que em Portugal é representada pela Associação de Investidores e Analistas Técnicos de Mercado de Capitais, diz que permanece «vigilante em relação às acções que os vários accionistas de referência da EDP venham a realizar, em particular para eventuais indícios de acções concertadas na sociedade acima de 33,33 por cento dos direitos de voto que levem à presunção de domínio, o que de acordo com a legislação portuguesa obrigaria ao lançamento de uma OPA».

O comunicado adianta que a associação europeia «deposita a máxima confiança na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na supervisão dos actos de gestão, governo e societários que se venham a desenvolver no seio da EDP e a exigir o cumprimento da lei na defesa de todos os accionistas e do mercado», revelando que, antes da tomada de posição, reuniu com o presidente da CMVM, Carlos Tavares.

Lusa/SOL




3 Comentários
tonycaldas
14.02.2012 - 21:25
Não se peocupem, a opa não foi lançada, mas pelo caminho que o mundo está seguir e em particular em Portugal, muito em breve será lançada uma opa sobre todo o país e passaremos, todos, ao estado de meros peões do feudalismo.
pontaesquerda
13.02.2012 - 12:38
ó catroga...quando e para onde vais de férias???!!!...


...és um granda macaco!!!...
plagacio
13.02.2012 - 12:28
O estado chinês não precisa de lançar OPAs. Negoceia directamente com os fantoches adequados a compra das empresas que lhe interessam por meia pataca e uns tachos para distribuirem pelos cúmplices mais famosos!


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