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Desemprego: os números da maior subida dos últimos 30 anos

16 de Fevereiro, 2012
O aumento da taxa de desemprego em 2011 foi o maior desde 1983, a data mais antiga para a qual o Instituto Nacional de Estatística (INE) disponibiliza registos.

A taxa de desemprego média anual de 2011 situou-se nos 12,7 por cento, segundo números hoje divulgados pelo INE - 1,9 pontos percentuais acima da taxa registada em 2010 (10,8 por cento).

Os números não são rigorosamente comparáveis, porque o INE fez mudanças de série em 1991 e 1998, e alterou a metodologia de cálculo no início de 2011.

Tendo esse dado em mente, o aumento de 2010 para 2011 é o maior das últimas três décadas, igualado apenas pela subida da taxa de 2008 para 2009.

Para além disso, a taxa de desemprego oficial no quarto trimestre de 2011 atingiu os 14 por cento - uma subida de 1,6 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior.

Também esta é a maior subida da taxa de um trimestre para outro na base de dados do INE desde 1983.

Eis alguns dos números mais significativos hoje publicados sobre o mercado de trabalho:

14 por cento: taxa de desemprego registada no último trimestre de 2011, segundo o INE, nível mais alto de sempre.

770 mil: número de desempregados a que equivale a taxa de 14 por cento.

50,7 mil: acréscimo no número de homens desempregados no último trimestre de 2011.

30,6 mil: acréscimo no número de mulheres desempregadas no último trimestre de 2011.

35,4 por cento: percentagem dos jovens entre 15 e 24 anos sem emprego no final de 2011, o equivalente a 156 mil jovens desempregados.

249 mil: número de desempregados à procura de emprego há mais de dois anos.

17,5 por cento: taxa de desemprego no Algarve no último trimestre de 2011. A taxa no Algarve subiu 4,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, e é a mais alta de todas as regiões do país.

12,6 por cento: taxa de desemprego na região Centro, a mais reduzida do país, que mesmo assim cresceu 3,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

108 mil: número de licenciados no desemprego no final de 2011, pela primeira vez acima dos 100 mil, equivalente a uma taxa de desemprego de 10,6 por cento entre pessoas com estudos no ensino superior.

15,4 por cento: taxa de desemprego entre pessoas com ensino secundário ou pós-secundário.

286 mil: número de inactivos disponíveis ou desencorajados (isto é, pessoas dispostas a trabalhar mas que não estão activamente a procurar emprego) no final de 2011.

187 mil: número de pessoas em situação de subemprego visível (mais 16,9 por cento que no trimestre anterior).

1,24 milhões: número total de pessoas sem emprego, obtido adicionando ao número de desempregados os inactivos disponíveis ou desencorajados e os subempregados. Este número corresponderia a uma taxa de desemprego ajustada de 22,6 por cento.

12,7 por cento: taxa de desemprego média anual para 2011.

3,9 por cento: taxa de desemprego média anual para o ano 2000.

1,9 pontos percentuais: subida da taxa de desemprego de 2010 para 2011, a maior subida alguma vez registada pelo INE de um ano para outro.

637.662: número de desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP em janeiro.

14,4 por cento: aumento no desemprego registado do IEFP de janeiro de 2011 para este ano.

13,7 por cento: taxa média anual prevista pelo Governo e pela 'troika' para o desemprego em 2012.

(notícia actualizada às 18h48.)

Lusa/SOL




5 Comentários
Padre
17.02.2012 - 17:04
O Capitalismo encontra-se numa fase aguda da sua crise, que a globalização apenas acelerou e internacionalizou de forma mais rápida e abrangente. O desafio para os Povos - todos e cada um - é o de, simultaneamente, serem capazes de combater o sistema no interior das suas fronteiras (acabando com troikas nacionais - PS/PSD/CDS - e estrangeiras) e garantirem pontos de equilíbrio internacional que evitem o deflagrar de um novo conflito, eventualmente até no espaço Europeu, que agora está em paz relativa desde 1945. Para isso, a resistência tem que ser firme, tenaz e consciente. De outro modo, seremos os novos escravos do séc. XXI.
Carrera
17.02.2012 - 07:43
Um dado que aqui não aparece é o disparar recorde de pessoas que se inscreveram agora como Trabalhadores Independentes, como solução ao desemprego. No entanto, mal imaginam eles que, com o novo código contributivo, o esforço é vão, pois quanto mais trabalharem mais terão que pagar no ano seguinte, mesmo que ganhem a ínfima parte desse valor. Os cálculos das contribuições são realizados sem ter em conta os valores pagos em impostos e não são dedutíveis em sede de IRS (como nos restantes trabalhadores) pagando impostos sobre as contribuições. Resumindo, quem passou a ser trabalhador independente ao invés de ficar em casa ou de andar na candonga, nunca mais poderá sair da "cepa torta" pois a ascensão social por força do trabalho está vedada por este código que, estranhamente, o PSD e o CDS teimam em manter, apesar de tanto o terem criticado.

O Trabalho Independente poderia ser uma solução para o desemprego, com vantagens para todas as partes, mas seria necessário alterar ou suspender este código da desgraça. Sem isso um trabalhador independente (e a sua família) passarão a ser uma espécie de sub-humanos, hipotecados para pagar impostos e contribuições ao Estado, quer ganhem, quer não.

Se alguém do PSD, do CDS (ou do FMI) ler isto, por favor medite um pouco nos prós e contras desta situação. A solução pode ser fácil: basta copiar o que se faz no resto da Europa para os Independentes.
Rufia
16.02.2012 - 22:09
Não percebo! Então isto está a ficar cada vez pior desde que o Sócrates se foi embora, apesar de finalmente (ufa!) termos, no mesmo cesto, um presidente e um governo como deve de ser?

Ele é a dívida a aumentar como nunca; ele é o desemprego a disparar que nem foguetes doidos; ele é cortes dos 13º e 14º meses; ele é aumento de impostos como nunca visto nem imaginado; ELE É NOVOS MOTORISTAS ACABADOS DE TIRAR A CARTA A GANHAR UMA PIPA DE MASSA; ELE É A NOMEAÇÃO DE ASSESSORES COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ; ELE É MAGISTRADOS(a) A FICAREM ISENTOS DOS CORTES DOS 13º e 14º MESES; ELE É O BANCO DE PORTUGAL EM IDEM IDEM ASPAS ASPAS; ELE É CARROS DE 80 E TAL MIL EUROS (NÃO, NÃO HÁ ENGANO, SÃO MESMO 80 E TAL MIL EUROS; ELE É CARTROGAS E COMPANHIA COM REFORMAS MILIONÁRIAS E AINDA A DISPUTAR O EMPREGO…, QUERIA DIZER TACHOS AOS DESEMPREGADOS COM DEZENAS DE MILHARES DE EUROS/MÊS – A SOMAR À OBESA REFORMA?!

Fogo à peça, kadalho!


(a) Por proposta de PCP (?!?!?!?) na AR e aprovado por unanimidade ?&%$%(/&%$??!)
beiramar
16.02.2012 - 18:35
Isto é o resultado de 36 (trinta e seis) anos de governação do PS, PSD e CDS.
parasol
16.02.2012 - 18:12
Se fosse o Aldrabaro diria que foi a maior dos ultimos 60 anos!
Continuamos a sair das ilusões e entramos em força nas desilusões!


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