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Chineses já podem exercer totalidade dos direitos de voto na EDP

20 de Fevereiro, 2012
A China Three Gorges, que adquiriu 21,35 por cento da EDP, já pode exercer a totalidade dos seus direitos de voto, com a alteração de estatutos aprovada hoje por 89,65 por cento do capital representado na assembleia-geral da eléctrica nacional.

Os accionistas da EDP acabam de aprovar uma alteração aos estatutos da eléctrica que permite o exercício dos direitos de voto a accionistas que detenham participações até 25 por cento do capital contra os 20 por cento até agora permitidos.

De acordo com a proposta de deliberação da Parpública, gestora da participação do Estado, «nas actuais circunstâncias de mercado e em face da perspectiva de evolução da estrutura accionista da EDP, considera-se justificado rever o referido limite, permitindo o exercício dos direitos de voto a accionistas que detenham até 25 por cento do capital social da EDP».

Os accionistas da EDP também já aprovaram a entrada dos chineses da Three Gorges no conselho geral e de supervisão, o primeiro ponto da assembleia-geral extraordinária, que decorre hoje em Lisboa.

O ponto em questão refere uma alteração dos estatutos em que permite a uma empresa concorrente da EDP entrar no conselho geral e de supervisão caso esteja em causa uma parceria estratégica.

A proposta, aprovada por 89,7 por cento do capital representado, permite que possa ser eleito para membro do órgão de fiscalização da EDP «um parceiro industrial de longo prazo ou de pessoas com ele relacionadas».

Os accionistas da EDP deverão aprovar ainda hoje em assembleia-geral extraordinária a continuidade de António Mexia como presidente executivo, um novo conselho geral de supervisão liderado por Eduardo Catroga.

Esta assembleia-geral decorre da privatização da eléctrica, ganha pelos chineses da China Three Gorges (CTG), que pagaram por 21,35 por cento da EDP cerca de 2,7 mil milhões de euros, tornando-se o maior accionista da empresa.

O negócio, que ainda está dependente da aprovação das autoridades de regulação dos mercados onde a eléctrica está presente, como nos EUA, Espanha e Brasil, inclui, para além do preço pago pelas acções, o compromisso dos chineses em investir mais seis mil milhões de euros na expansão da empresa a nível mundial.

Lusa/SOL




1 Comentário
japenso
21.02.2012 - 00:10
"Chineses" vocês disseram-me que iam correr com o Mexia.O quê?! percebi mal?!!! Ah! Compreendi! Não foi ele que vos levou à Loja mas ele se tornou membro da Tríade!Ok está entendido!


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