
O presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins criticou na quarta-feira os limites impostos aos salários de gestores públicos e disse não compreender a razão de o primeiro-ministro ter de viajar em classe económica.
«Veja-se como estão a legislar nalguns aspectos, como, por exemplo, os ordenados das pessoas que pertencem a determinadas empresas. Porque é que não podem ganhar mais do que um primeiro-ministro?», afirmou Alexandre Soares dos Santos, durante a sua participação no Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia.
Soares dos Santos referia-se à regra imposta pelo Governo de, com a excepção de empresas como a Caixa Geral de Depósitos, TAP, EMPORDEF, CTT, RTP e do Serviço Nacional de Saúde, os gestores públicos terem como teto salarial o vencimento mensal ilíquido do primeiro-ministro, limitação que entrou em vigor este mês.
«Porque é que um primeiro-ministro tem que viajar em classe económica? Um homem que praticamente não tem uma hora de descanso no dia, porque é que não pode ir mais confortável? E tem que ir ao lado de um tipo que vai de calção, todo suado. Eu não entendo, mas acham todos muito bonito. Isso é que é importante», afirmou.
Para Soares dos Santos, quando viaja, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, devia era pensar «para onde é que vai e preparar-se para a reunião», algo que só poderá fazer confortável.
Lusa/SOL