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Soares dos Santos critica limites salariais de gestores públicos

21 de Março, 2012
O presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins criticou na quarta-feira os limites impostos aos salários de gestores públicos e disse não compreender a razão de o primeiro-ministro ter de viajar em classe económica.

«Veja-se como estão a legislar nalguns aspectos, como, por exemplo, os ordenados das pessoas que pertencem a determinadas empresas. Porque é que não podem ganhar mais do que um primeiro-ministro?», afirmou Alexandre Soares dos Santos, durante a sua participação no Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia.

Soares dos Santos referia-se à regra imposta pelo Governo de, com a excepção de empresas como a Caixa Geral de Depósitos, TAP, EMPORDEF, CTT, RTP e do Serviço Nacional de Saúde, os gestores públicos terem como teto salarial o vencimento mensal ilíquido do primeiro-ministro, limitação que entrou em vigor este mês.

«Porque é que um primeiro-ministro tem que viajar em classe económica? Um homem que praticamente não tem uma hora de descanso no dia, porque é que não pode ir mais confortável? E tem que ir ao lado de um tipo que vai de calção, todo suado. Eu não entendo, mas acham todos muito bonito. Isso é que é importante», afirmou.

Para Soares dos Santos, quando viaja, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, devia era pensar «para onde é que vai e preparar-se para a reunião», algo que só poderá fazer confortável.

Lusa/SOL




4 Comentários
Marafarrico
21.03.2012 - 16:49
Pensamento típico de um ditador africano.
pontaesquerda
21.03.2012 - 10:41
...se calhar o tipo "todo suado" é um estagiario altamente qualificado que trabalhou de "borla" (sugado na sua massa cinzenta...)na jeronimo martins...

...ou um licenciado que não lhe renovaram o contrato para passar codigos de barra nas caixas em prol da rotatividade (precariedade...)...

...então vai emigrar a todo o vapor!...
Marocassemares
21.03.2012 - 10:00
fmvale

Assino por baixo.

Só me admira que este brejeço ainda tenha o descaramento de zurrar, com bom burro que é.

fmvale
21.03.2012 - 09:52
Não se deve confundir a remuneração dum empresário que gere a empresa na qual investiu o seu dinheiro, com a remuneração dum gestor público que nada investiu na empresa que gere.
O que um gestor privado ganha numa empresa só os accionistas devem controlar, o que um gestor público ganha é pago por todos nós contribuintes, e deve obedecer a princípios de equidade. Acresce que se olharmos para muitas empresas públicas, vemos remunerações milionárias com performances más ou modestas, o que invalida o argumento de o dinheiro ter seleccionado os melhores. Os mercenários não são os melhores.


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