O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse hoje que é importante para Portugal que Espanha tome as medidas certas para criar confiança nos mercados financeiros.
«Esperamos que o Governo espanhol tome as medidas adequadas e crie confiança nos mercados, porque as economias portuguesa e espanhola são economias de integração significativa. É para nós importante que Espanha ultrapasse hoje as dificuldades com que hoje está confrontada», salientou o governante.
Um ano após o pedido de ajuda externa, o ministro sublinhou que «os portugueses sabem que hoje a Europa e os mercados olham para Portugal como um país que foi capaz de se afastar da Grécia, que tem uma estratégia, que está a consolidar as suas contas públicas e vai conseguir atingir as metas do défice».
Miguel Relvas referiu que «os portugueses sabem que Portugal há um ano atrás estava à beira da bancarrota» e que desde então o Governo «nunca fez um discurso de ilusão», ao contrário do que sucedia no passado.
«Este Governo fala para as pessoas e não para os políticos» e também aí «quebrámos uma maneira de estar na vida pública», argumentou o ministro, destacando que «Portugal tem um rumo» reconhecido pelos portugueses e a nível internacional.
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares falava momentos antes da cerimónia de inauguração do pavilhão desportivo de Alvaiázere, concelho do interior do distrito de Leiria.
O equipamento, com 30 anos, foi alvo de uma requalificação que custou 934.500 euros comparticipada em 70% pelo Programa Operacional Valorização do Território.
O responsável destacou também a importância de combater a desertificação: «É fundamental para Portugal que regressem as políticas que não permitam a desertificação do interior», afirmou, lembrando que, de acordo com os Censos 2011, 199 dos 308 municípios portugueses perderam população.
Questionado pela Lusa sobre a articulação da política de coesão nacional e o fecho de escolas, extensões de saúde e tribunais, Miguel Relvas salientou a importância da criação de um grupo de trabalho que coordena com secretário de Estado da Administração Local e que «vai olhar com muita atenção para as políticas de planeamento e coesão do território, como também para a articulação da oferta de equipamentos públicos».
Só assim, argumentou, será possível garantir «maior coesão, maior equilíbrio e maior harmonia» no território português.
Miguel Relvas explicou que os pequenos e médios municípios do interior «que viram chegar vias de acesso e equipamentos precisam agora de criar com planeamento e com visão as políticas adequadas para assegurar a instalação de empresas e combater a desertificação».
O governante mostrou-se ainda preocupado com os índices do desemprego. «É esta a nossa maior preocupação: combater esta praga que vivemos hoje em toda a Europa, que é o crescimento muito significativo do desemprego, que é preocupante», disse.
Lusa/SOL