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'É importante para Portugal que Espanha tome as medidas certas'

11 de Abril, 2012
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse hoje que é importante para Portugal que Espanha tome as medidas certas para criar confiança nos mercados financeiros.

«Esperamos que o Governo espanhol tome as medidas adequadas e crie confiança nos mercados, porque as economias portuguesa e espanhola são economias de integração significativa. É para nós importante que Espanha ultrapasse hoje as dificuldades com que hoje está confrontada», salientou o governante.

Um ano após o pedido de ajuda externa, o ministro sublinhou que «os portugueses sabem que hoje a Europa e os mercados olham para Portugal como um país que foi capaz de se afastar da Grécia, que tem uma estratégia, que está a consolidar as suas contas públicas e vai conseguir atingir as metas do défice».

Miguel Relvas referiu que «os portugueses sabem que Portugal há um ano atrás estava à beira da bancarrota» e que desde então o Governo «nunca fez um discurso de ilusão», ao contrário do que sucedia no passado.

«Este Governo fala para as pessoas e não para os políticos» e também aí «quebrámos uma maneira de estar na vida pública», argumentou o ministro, destacando que «Portugal tem um rumo» reconhecido pelos portugueses e a nível internacional.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares falava momentos antes da cerimónia de inauguração do pavilhão desportivo de Alvaiázere, concelho do interior do distrito de Leiria.

O equipamento, com 30 anos, foi alvo de uma requalificação que custou 934.500 euros comparticipada em 70% pelo Programa Operacional Valorização do Território.

O responsável destacou também a importância de combater a desertificação: «É fundamental para Portugal que regressem as políticas que não permitam a desertificação do interior», afirmou, lembrando que, de acordo com os Censos 2011, 199 dos 308 municípios portugueses perderam população.

Questionado pela Lusa sobre a articulação da política de coesão nacional e o fecho de escolas, extensões de saúde e tribunais, Miguel Relvas salientou a importância da criação de um grupo de trabalho que coordena com secretário de Estado da Administração Local e que «vai olhar com muita atenção para as políticas de planeamento e coesão do território, como também para a articulação da oferta de equipamentos públicos».

Só assim, argumentou, será possível garantir «maior coesão, maior equilíbrio e maior harmonia» no território português.

Miguel Relvas explicou que os pequenos e médios municípios do interior «que viram chegar vias de acesso e equipamentos precisam agora de criar com planeamento e com visão as políticas adequadas para assegurar a instalação de empresas e combater a desertificação».

O governante mostrou-se ainda preocupado com os índices do desemprego. «É esta a nossa maior preocupação: combater esta praga que vivemos hoje em toda a Europa, que é o crescimento muito significativo do desemprego, que é preocupante», disse.

Lusa/SOL




10 Comentários
kikaskikas
13.04.2012 - 13:12
claro que não há volta a dar mesmo saindo da UE....
Silva50
12.04.2012 - 17:30
O País, só tem estes gatuhos e incompetentes a governar Portugal, porque temos um POVO burrinho e iludido, até dizer chega.
MPortugal
11.04.2012 - 22:52
Um país que permite ser governado por imbecis como Passos COelho e Relvas, não é um país, é realmente uma choldra, como já dizia El-Rei o Senhor D. Carlos.
vendap
11.04.2012 - 18:00
viriatoluso
11.04.2012 - 17:36
Claro qua faz. Está a ver se arranja uma desculpa em caso de falhanço. Ai não que não faz!
viriatoluso
11.04.2012 - 17:36
Este tipo não faz ideia do que está a dizer.
Orstac
11.04.2012 - 16:40
Caro Miguel,

Caso não tenha percebido e antecipado o que vai acontecer eu explico em letras grandes e telegraficamente:

NÃO HÁ VOLTA A DAR.

ESPANHA É A SEGUIR.

PREPARAR DESDE JÁ A SAÍDA DO EURO

Sabe, caro MIguel sei que estamos cansados de chico espertos como você e a si eu vejo-o com uma bolinha vermelha no nariz e com um realejo e um macaquinho. A sério...é uma figura de imaginário.

Tenho pena que você e este governo como outros que se lhe antecederam ainda não tenham percebido que correm num universo paralelo desde há décadas e os caminhos entre o NÓS, maioria silenciosa e o VOCÊS que se agarram ao poder, estão não a convergir como pretendem mas a divergir. E isto não passa apenas por uma mudança de posição da lente.

Inúteis e chico-espertos.

Ditosa Pátria minha amada...que foste caíndo nas mãos de gente desta.

Justus
11.04.2012 - 15:49
A este Relvas só lhe falta dizer: nós não somos como a Espanha!

Depois de terem lançado Portugal na pobreza e na miséria querem dar orientações aos espanhós!!

Estes "regentes" da Troika além de ignorantes são ridículos!!!
Viriato Pedrada
11.04.2012 - 15:45
Ainda há um ano a culpa era toda de Sócrates e não havia crise Internacional. http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/um-ano-depois-da-troika-economico.html?utm_source=BP_recent
nsgoncalo
11.04.2012 - 15:24
Para quem gosta muito de rir http://esorirmaisnada.blogspot.pt/
gipsyking
11.04.2012 - 14:57
E eu a pensar que o que se passava lá fora não interessava, que o problema era única e exclusivamente o Sócrates.
Já agora, eu não percebo "zurrês".


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