O norte-americano Jim Yong Kim, de origem sul-coreana, foi hoje nomeado presidente do Banco Mundial, anunciou a instituição em comunicado.
A decisão foi divulgada após uma reunião do conselho de administração do organismo.
«Os administradores escolheram Jim Yong Kim como presidente para um mandato de cinco anos que irá começar no dia 1 de Julho», indicou a nota informativa do organismo.
Jim Yong Kim, de 52 anos, médico originário da Coreia do Sul e presidente da Universidade de Dartmouth (New Hampshire), tinha sido indicado em Março passado pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, para ser o candidato dos Estados Unidos à liderança do Banco Mundial, que tem sido sempre ocupada por um norte-americano.
A ministra das Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, era a outra potencial candidata ao cargo.
Jim Young Kim irá ser o 12.º norte-americano a presidir esta instituição multilateral de ajuda ao desenvolvimento, substituindo no cargo Robert Zoellick.
A nomeação de Kim, que era o grande favorito, perpetua assim a tradição dos Estados Unidos e a Europa partilharem a presidência do Banco Mundial e a direcção-geral da instituição 'irmã', o Fundo Monetário Internacional (FMI), respectivamente. Esta situação decorre de um acordo tácito firmado entre os EUA e a Europa, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial.
Este ano, o cargo foi disputado, pela primeira vez, por diversos candidatos.
«Os candidatos finalistas receberam apoio de diferentes países-membros, que é um indicador do calibre destes candidatos», referiu a instituição, com sede em Washington.
«Nós, os administradores, desejamos afirmar a nossa profunda gratidão para com todos os candidatos: Jim Yong Kim, José Antonio Ocampo e Ngozi Okonjo-Iweala. As suas candidaturas enriqueceram a discussão sobre o papel do presidente e da futura direcção do Banco Mundial», sublinhou ainda o comunicado.
José Antonio Ocampo, um economista colombiano de 59 anos, retirou a candidatura na passada sexta-feira, por falta de apoios suficientes.
A ministra das Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala, que disputou até ao fim o cargo, afirmou hoje, horas antes do anúncio em Washington, que o candidato norte-americano ia vencer, referindo ainda que a atribuição do cargo não era baseada no mérito.
«Vocês sabem, esta escolha não é verdadeiramente baseada no mérito. É um voto em função da influência política (...) e por essa razão, os Estados Unidos vão vencer», declarou, em Abuja, Ngozi Okonjo-Iweala, antiga directora-geral do Banco Mundial (2007-2011).
Em outra ocasião, Okonjo-Iweala, que contava com o apoio do Brasil, afirmou que os norte-americanos e os europeus tinham «a responsabilidade de não perpetuar um sistema que está ultrapassado em 60 anos».
Lusa/SOL
(actualizada às 19h37)