O presidente da TAP, Fernando Pinto, negou hoje que exista um valor para a privatização da companhia aérea detida na totalidade pelo Estado, acrescentando que são várias as empresas interessadas na sua aquisição além das já referidas pela imprensa.
O Diário Económico avança hoje que a privatização da TAP pode valer 1200 milhões de euros, caso o Estado decida privatizar 100 por cento da empresa, como é intenção do Governo.
Questionado hoje sobre este valor, à entrada para um almoço-debate, em Lisboa, o presidente da companhia aérea portuguesa disse que não pode «de modo nenhum assinar por baixo esse valor», uma vez que são «complexos» os cálculos a ser feitos.
«Não posso dizer se é para cima ou para baixo, esse valor não existe», sublinhou Fernando Pinto.
Sobre os operadores interessados na privatização da TAP, Fernando Pinto disse que «existem mais interessados» além dos que têm sido referidas na imprensa, como o grupo IAG, que junta a British Airways e a Ibéria, ou a colombiana Avianca. No entanto, escusou-se a adiantar nomes.
Para o responsável, o «domínio do Atlântico Sul» pela TAP é o grande atractivo da companhia aérea, em especial nas ligações à África e ao Brasil, mercados em que considerou existir potencial para «crescer».
O Governo pretende ter concluída a selecção de investidores preferenciais para a TAP entre e Junho e Julho deste ano.
Para já, disse Fernando Pinto, o processo de privatização decorre «internamente», com a preparação da alienação da TAP dentro da própria companhia aérea, pelo que ainda «não se chegou ao ponto de contactos formais com interessados».
A necessidade de recapitalização da TAP é uma das razões para esta privatização, já que «não recebe qualquer capital do Estado há 15 anos», disse Fernando Pinto, que considerou, por outro lado, que a companhia aérea «está muito bem» em outros aspectos, como o operacional e o endividamento.
Fernando Pinto recusou pronunciar-se sobre o acordo com os pilotos da TAP para ficarem com uma tranche de entre 10 e 20 por cento no capital social da companhia aérea aquando da privatização.
Lusa/SOL