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TGV: negociações entre Mota-Engil e Governo 'vão chegar a bom porto'

17 de Abril, 2012
A Mota-Engil considera que deve ser ressarcida pelos gastos no concurso para a construção da ligação de alta velocidade Lisboa-Poceirão e acredita que as negociações com o Executivo chegarão a «bom porto», disse o presidente executivo.

O concurso para a construção do troço de alta velocidade ferroviária Lisboa-Poceirão, que incluiria a terceira travessia sobre o rio Tejo, «foi anulado» ainda pelo anterior Executivo e estão a «decorrer negociações com o Governo», afirmou, em entrevista à Lusa, Jorge Coelho.

«É óbvio que temos direito, não é a ser indemnizados, mas a que sejam repostos os custos efectuados nesse consórcio. Estão a decorrer negociações, vão com certeza chegar a bom porto», disse o presidente da Mota-Engil, que liderava um dos agrupamentos concorrentes.

«O Estado anulou o concurso, está na lei que tem de haver uma reposição», insistiu, referindo que está a decorrer «uma fase de verificação de documentos», para aferir se o grupo tem direito a ser ressarcido pelos custos em que incorreu.

Jorge Coelho escusou-se a avançar valores, alegando que «quando se está numa conversa com o Estado é um erro» divulgá-los.

No Orçamento Rectificativo, o Governo inscreveu uma verba de 30 milhões de euros para «indemnizar os concorrentes cujas propostas não tenham sido excluídas, pelos encargos em que, comprovadamente, incorreram com a elaboração das mesmas».

Questionado sobre a decisão do Governo de abandonar definitivamente o projecto de alta velocidade ferroviária, o presidente da Mota-Engil escusou-se a comentar, afirmando ser uma «decisão política».

Sobre a renegociação dos contratos das concessões rodoviárias, afirmou ser uma matéria da competência da Ascendi, detida pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo.

«Como accionista, digo-lhe o que é a minha perspectiva: procuraremos sempre ajudar a encontrar soluções para os problemas e é nessa lógica que trabalhamos, com discrição, com profissionalismo», disse.

No que respeita à Liscont, detida pela Mota-Engil, Jorge Coelho disse que o grupo «aguarda com serenidade» uma decisão.

«Estamos à espera. O tribunal arbitral, por unanimidade, decidiu o que decidiu e aguardamos o desenvolvimento dessa questão», afirmou, considerando que a morosidade do processo «prejudica a competitividade da região de Lisboa».

Jorge Coelho escusou-se também a fazer comentários sobre a polémica em torno dos pagamentos feitos à Lusoponte, detida maioritariamente pela Mota-Engil, remetendo para o presidente da concessionária esclarecimentos sobre este tema.

«Ligue ao engenheiro Ferreira do Amaral [presidente da Lusoponte] que tem a confiança de todos os accionistas e foi indicado pela Mota-Engil. Fui eu, pessoalmente, que o convidei há uns três anos para ser reconduzido no cargo», disse.

A Mota-Engil realiza hoje a sua «assembleia-geral anual de accionistas no Porto onde os accionistas deverão aprovar as contas de 2011 e conhecer as principais perspectivas para 2012.

Lusa/SOL




8 Comentários
Platao
19.04.2012 - 03:13
socrates anulou o concurso porque a alarve Mota Engil apesentou uma proposta demasiado cara e iria perder para os consorcios espanhol ou italiano. E o que diz quem conhece o processo. La se iam as comissoes, as luvas, os favores. Neste cenario, o melhor e receber a indemnizacao e calar. Decisao politica? Certamente, que a politica e exactamente um monte de esterco tao claro e tao obvio como o fedor que exala.

Sim, vai chegar a bom porto...
lillyrose
17.04.2012 - 21:54


JORGE COELHONE mais um granda xulo a quem a dita "crise" só veio beneficiar!!!!!mais um verme um gatuno um vampiro que enche os bolsos, se torna milionário e phode uma Nação!!!!sem ESCRUPULO NEM PUNIçÃO nada acontece a este kabrão do JORGE COELHONE nem aos que são como ele-
OTELO SARAIVA DE CARVALHO TEM RAZÃo, acabar de vez com esta manada, esta escumalha de assassinos criminosos JÀAAA!
lillyrose
17.04.2012 - 21:51
Ó JOSEDUARTE você diz TUDO!faço minhas as suas palavras:
joseduarte
17.04.2012 - 19:15

Um porto já razoável, seria o cancelamento imediato de todos os contratos ruinosos, e apuramento imediato de responsabilidades.

Um bom porto, seria a prisão preventiva, congelamento das contas bancárias, e investigação de cada contrato e de cada OFFSHORE até ao último cêntimo.

Um óptimo porto, seria a condenação a penas efectivas, penhora de contas e acções, e indemnizações ao Estado tão ou mais milionárias do que as pedidas.

Tendo isto em conta, vejamos em que porto vão estes bandalhos atracar.
parasol
17.04.2012 - 20:42
parasol
17.04.2012 - 20:42
joseAldrabarte
17.04.2012 - 19:15 Aldrabão.
ABA
17.04.2012 - 19:54
O Governo tramou o agente socrático das obras públicas. Calhava tão bem mais uns milhões mesmo com o país de tanga.....Afinal o 'polvo' por vezes tem falhas!
zeparolo
17.04.2012 - 19:42
joseduarte
17.04.2012 - 19:15

Subscrevo, na íntegra, todo o comentário!
joseduarte
17.04.2012 - 19:15
Um porto já razoável, seria o cancelamento imediato de todos os contratos ruinosos, e apuramento imediato de responsabilidades.

Um bom porto, seria a prisão preventiva, congelamento das contas bancárias, e investigação de cada contrato e de cada OFFSHORE até ao último cêntimo.

Um óptimo porto, seria a condenação a penas efectivas, penhora de contas e acções, e indemnizações ao Estado tão ou mais milionárias do que as pedidas.

Tendo isto em conta, vejamos em que porto vão estes bandalhos atracar.


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