sexta-feira, 24 de Maio de 2013, 9:50
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
Cadilhe: Banco de Portugal teve 'falha grave' ao não detectar o que se passou no BPN

15 de Maio, 2012
O presidente do BPN ao tempo da nacionalização considerou hoje que o Banco de Portugal teve uma «falha grave» ao não detectar o que se passou no BPN e que a Procuradoria-Geral da República deveria ter investigado o caso.

«O BdP teve uma falha de tal modo grave e demorada que deveríamos ter apurado responsabilidades institucionais. E depois a instituição devia chamar pessoas singulares à responsabilidade», disse Miguel Cadilhe na comissão de inquérito parlamentar à nacionalização e reprivatização do BPN, em reposta a questões do deputado comunista Honório Novo.

«Eu não sou jurista, mas penso que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha poder de averiguar porque é que a instituição falhou tal flagrantemente e com consequências tão sérias para as finanças públicas e para a credibilidade do sistema financeiro», acrescentou o ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva.

Cadilhe disse que não sabe se o actual Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, terá ainda possibilidade de apurar essas responsabilidades no seio da instituição que lidera.

«Quando coisas tão graves não têm consequências, há qualquer coisa que não está bem na República em Portugal», concluiu.

Miguel Cadilhe foi eleito presidente do grupo SLN/BPN em Junho de 2008 e logo em Outubro do mesmo ano a sua administração denunciou vários crimes financeiros que, alegadamente, teriam ocorrido ao nível da gestão do banco, envolvendo três quadros superiores.

Em Novembro daquele ano, o Governo revelou que ia propor ao Parlamento a nacionalização do BPN. Miguel Cadilhe considerou a nacionalização «desproporcionada» e motivada por razões «políticas» e anunciou a sua saída assim que o processo de nacionalização do banco estivesse concluído.

Na intervenção inicial na audição de hoje na comissão de inquérito, Cadilhe centrou-se na sua intervenção no BPN em 2008, quando foi presidente, quase cinco meses, tendo feito várias críticas à actuação do Banco de Portugal, de que Vítor Constâncio era então Governador, assim como à opção do Governo pela nacionalização em detrimento do plano apresentado pela sua administração (de capitais mistos, públicos e privados).

Lusa/SOL




5 Comentários
parasol
01.06.2012 - 09:06
Este aldrabão levou meses dentro do banco a encontrar a fraude e mesmo assim nem sequer percebeu a sua dimensão e quer culpar quem estava de fora?
parasol
16.05.2012 - 14:23
fmvale
15.05.2012 - 22:17 Caro aldrabão: o efeito dominó nos Estados Unidos foi uma realidade que obrigou o FED a uma intervenção de emergência de 900 mil milhões de dólares só na primeira tranche. Foi muito criticado por ter deixado cair o Lehman Brothers e não ter previsto o efeito sistémico.
Por cá a entidade reguladora foi fiscalizada por aldrabões como tu que nada encontraram de errado.
Está na altura de começar a levar a tribunal os traidores à Pátria que andam a destruir a nossa economia e a vender histórias da carochinha, que estão a empobrecer os portugueses.


gipsyking
16.05.2012 - 09:39
É só fumaça. Uma bonita cortina de fumo laranja para encobrir a máfia que então geria os destinos da SLN/BPN...
jcesar
15.05.2012 - 22:21
O facto é que estes iluminados nunca falam de quem roubou, nem dos vários esquema que esses vigaristas engendraram para esconder e levar a cabo o maior roubo alguma vez realizado em Portugal.
fmvale
15.05.2012 - 22:17
O governo Sócrates nacionalizou o BPN, por causa do papão do efeito dominó, perigo que nos USA já se tinha visto não existir mesmo com um banco gigantesco.
O chefe da entidade reguladora bancária não actuou quando devia, o que sugere que no mínimo estava a dormir em serviço.
Como consequência destes erros crassos estamos agora a pagar impostos.


PUB
PUB
Siga-nos
Marrocos Portugal
Passatempo SOL & ZOO: Ganhe bilhetes duplos para o Jardim Zoológico de Lisboa.
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt