O ministro da Economia afirmou hoje, questionado sobre a situação na Grécia e em Espanha, que o «plano de contingência» do Governo consiste em fazer com que Portugal ganhe credibilidade externa e sustentou que isso está a acontecer.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o ministro da Economia e Emprego foi questionado se o Governo tem preparado algum «plano de contingência» para o caso da saída da Grécia da zona euro e foi também interrogado sobre a subida dos juros da dívida soberana espanhola.
Na resposta, Álvaro Santos Pereira escusou-se a comentar directamente a situação nesses países, e afirmou: «O nosso plano de contingência é ganhar credibilidade. E é isso que estamos a fazer».
Segundo o ministro da Economia, «quando se fala do caso português na Europa e no mundo, vê-se muito concretamente que há uma crescente credibilidade, porque existe uma grande determinação dos portugueses, dos parceiros sociais, do Governo, das empresas, dos trabalhadores em ultrapassar esta situação».
«Estamos a mostrar uma coisa ao mundo que é muito importante: é que nós somos diferentes, porque em momentos de dificuldades sabemo-nos unir em prol do interesse nacional», acrescentou Álvaro Santos Pereira.
O ministro da Economia e Emprego usou também a expressão «plano de contingência para salvar a economia nacional» afirmando que este está a ser aplicado pelo executivo PSD/CDS-PP, com «grande parte das reformas já no terreno».
Álvaro Santos Pereira elogiou a actuação do Governo, alegando que este tem agido «de uma forma muito rápida, com uma determinação que não é muito comum» em Portugal, para resolver problemas ao nível da justiça, dos licenciamentos ou do mercado laboral que «há mais de duas, três décadas» afectam a economia portuguesa.
«Nós estamos finalmente a resolver estes problemas, e é assim que vamos começar a crescer e é assim que vamos eliminar este problema do desemprego», completou.
A propósito do combate ao desemprego, o ministro considerou que este depende fundamentalmente do crescimento sustentado da economia, mas que «é preciso acelerar muito e cada vez mais as políticas activas de emprego».
Em seguida, Álvaro Santos Pereira referiu que o programa «Vida Activa», do Instituto do Emprego e Formação Profissional, reencaminhou, nos últimos dois meses «mais de 50 mil pessoas para cursos e para estágios» e que o programa «Estímulo 2012», já ajudou «mais de três mil pessoas» a serem colocadas em empresas.
Por outro lado, o ministro assinalou que na sexta-feira o Governo vai começar a discutir com os parceiros sociais «uma medida muitíssimo importante, que é a acumulação do subsídio de desemprego para pessoas que recebem ofertas de emprego abaixo do seu subsídio de desemprego», com a qual espera «aumentar o incentivo às pessoas serem contratadas».
Lusa/SOL