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BCP, BPI e Caixa recebem 6600 milhões do Estado

4 de Junho, 2012
O BCP, BPI e Caixa anunciaram hoje que irão pedir empréstimos ao Estado no valor de 6.600 milhões de euros, dos quais 5000 milhões virão do programa de ajuda externa a Portugal.

Por saber fica ainda se o Banif irá ou não concretizar o recurso ao plano de recapitalização que, recorde-se, tem 12000 milhões de euros disponíveis no âmbito do acordo de ajuda externa que Portugal assinou com a 'troika' constituída pelo Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia.

Os empréstimos hoje comunicados ao mercado irão permitir a estas instituições financeiras cumprir os rácios de solvabilidade 'core tier 1' de 9 por cento até final do mês, uma exigência da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês) e do Banco de Portugal.

Em comunicado, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, referiu que, após estas operações, «cada um dos bancos irá ultrapassar os requisitos de capital exigidos pelo EBA», acrescentando que as instituições financeiras participantes «irão estar entre os bancos mais bem capitalizados da Europa».

O BCP anunciou hoje ter pedido um empréstimo ao Estado de 3500 milhões de euros, o BPI de 1500 milhões e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) de 1650 milhões de euros.

Num comunicado também divulgado hoje, as Finanças referem que, para o Governo emprestar o dinheiro, o BCP e o BPI «acordaram condições com vista a assegurar a protecção dos contribuintes, titulares últimos dos dinheiros públicos aplicados nas recapitalizações destes bancos, e apoiar a economia portuguesa, em particular no que se refere a continuar a assegurar o financiamento das famílias e das empresas».

E dá o exemplo de os bancos em causa se comprometerem «cada um a consignar pelo menos 30 milhões de euros por ano para investimento no capital de pequenas e médias empresas portuguesas».

O BCP vai pedir um empréstimo de 3500 milhões de euros ao Estado, dos quais 500 milhões serão através de um aumento de capital «destinado à subscrição pelos seus accionistas» com direito de preferência, a que se juntam mais 3000 milhões de euros subscritos pelo Estado em obrigações de conversão contingente (chamadas 'coco bonds') a pagar pelo banco a cinco anos.

As obrigações de conversão contingente são instrumentos totalmente reembolsáveis pelos bancos que aderem ao plano de recapitalização ao longo de um período de cinco anos e que só em certos casos, designadamente de incumprimento ou falta de pagamento, são susceptíveis de conversão em acções.

O aumento de capital será concretizado «no terceiro trimestre de 2012, para o que foi acordada desde já uma tomada firme pelo Estado a um preço de 4 cêntimos por acção».

Inserido ainda dentro deste plano, o BCP vai constituir «uma provisão adicional de cerca de 450 milhões de euros para riscos associados à degradação da situação económico-financeira da Grécia».

O Banco BPI realizará um empréstimo de 1500 milhões de euros ao Estado, sendo que compreende a emissão de obrigações de conversão contingente ('coco bonds') no valor de 1300 milhões, mais um aumento de capital de 200 milhões de euros.

Já a CGD vai reforçar os seus fundos próprios em 1650 milhões de euros de forma a cumprir os rácios de solvabilidade exigidos pelo Banco de Portugal até 30 de Junho deste mês.

O banco estatal comunicou que os fundos próprios da CGD «serão reforçados em 1650 milhões de euros até ao final do corrente mês de Junho de 2012», sendo que a repartição daquele montante entre acções e obrigações de conversão contingente «será definida oportunamente».

Tanto o Banco Espírito Santo (BES) como o Santander Totta não deverão necessitar da ajuda estatal.

O banco liderado por Ricardo Salgado realizou recentemente um aumento de capital superior a mil milhões de euros para evitar a intervenção pública na instituição.

O presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, disse recentemente que o banco já atingiu em Dezembro todos os requisitos pedidos pela ‘troika’ até 30 de Junho.

Lusa/SOL




10 Comentários
Viriato Pedrada
05.06.2012 - 10:08
Para todos os energúmenos que andaram por aí a vociferar baboseiras contra Sócrates e Teixeira dos Santos, por terem nacionalizado o BPN bem podem ficar com este guardanapo para se limpar e ainda se tivessem um pingo de vergonha, embora saiba que não é o caso, além de pedirem desculpa devem, fechar a boca de uma vez por todas, a não ser que seja para pedir desculpa e reconheceram que não passam de uns ignorantes. Podemos não gostar dos bancos, mas são eles que através do crédito fazem andar a economia, além de guardarem as economias de quem as tem é claro. Por isso quando a banca está com falta de liquidez ser necessário a intervenção Estatal. Já muitos hoje em dia culpam o prolongar desta crise, ao facto de o banco Lehman Brothers ter ido à falência e teria saído mais barato aos EUA, à Europa e ao Mundo se não o tivessem deixado falir.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/bpn-maior-burla-de-sempre-em-portugal.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/05/bpn-falencia-provocava-queda-de-4-na.html?utm_s ource=BP_recent

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/resgate-portugal-nao-era-necessario.html?utm_so urce=BP_recent
Manuel Rocha Rocha
04.06.2012 - 20:52
Portugalix
04.06.2012 - 14:32
Peçam ao fugitivo de Paris os 90,000 milhões de euros que aumentou na dívida pública entre 2005 e 2010.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1819480

Engraçado

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=51120
Manuel Rocha Rocha
04.06.2012 - 20:45
QuimZe1
04.06.2012 - 15:24
É Crédito não é oferta.


Claro que é crédito!Crédito para se pagar a 1 ou 2% de juros e para se receber 6 ou 16% de lucro!
vendap
04.06.2012 - 17:00
Para o BCP pedir 3,5 mil milhões imaginem como estará. Há meses que o próprio banco compra a si próprio acções para não as deixar cair abaixo dos 10 cêntimos.
Nem 10 mil milhões darão para tapar o buraco do BCP. O tal que tinha uma boa gestão!!!
QuimZe1
04.06.2012 - 15:24
É Crédito não é oferta.
AJPC
04.06.2012 - 15:06
Os Troikanos entregaram 4 mil milhões, os bancos corruptos precisam de 6600 milhões.

Quer dizer que o dinheiro está a ser gasto com sucesso! Ide-vos embora cab-rões, deixem de enganar os portugueses bando de xulos. Com a conivência do (dês)governo Troika os Passos, vamos ficar pior do que a Grécia.
Portugalix
04.06.2012 - 14:32
Peçam ao fugitivo de Paris os 90,000 milhões de euros que aumentou na dívida pública entre 2005 e 2010.
Peçam ao fugitivo de Paris, que decidiu nacionalizar o BPN, colocando-o às costas do contribuinte, aumentando o seu buraco em 4300 milhões em 2 anos, e fornecendo ainda mais 4000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro.
Peçam ao fugitivo de Paris os 695 milhões de derrapagens nas PPPs só em 2011.

Peçam ao fugitivo de Paris, que graças à sua brilhante PPP fez aumentar o custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões.

Peçam ao fugitivo de Paris os 300 milhões que um banco público emprestou a um amigo do partido para comprar acções de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero. Quem paga? O contribuinte.

Peçam ao fugitivo de Paris os 450 milhões injectados no BPP para pagar os salários dos administradores.

Peçam ao fugitivo de Paris os 587 milhões que gastou no OE de 2011 em atrasos e erros de projecto nas SCUTs Norte.

Peçam ao fugitivo de Paris os 200 milhões de euros que “desapareceram” entre a proposta e o contrato da Autoestrada do Douro Interior.

Peçam ao fugitivo de Paris os 5800 milhões em impostos que anulou ou deixou prescrever.

Peçam ao fugitivo de Paris os 7200 milhões de fundos europeus que perdemos pela incapacidade do governo de programar o seu uso.

Peçam ao fugitivo de Paris os 360 milhões que enterrou em empresas que prometeu extinguir.

Peçam ao fugitivo de Paris para cancelar os 60,000 milhões que contratou de PPPs até 2040.

Peçam ao fugitivo de Paris, que usou as vossas reformas para financiar a dívida de SCUTs e PPPs.

Peçam ao fugitivo de Paris para devolver os 14000 milhões que deu de mão beijada aos concessionários das SCUTs na última renegociação.

Peçam ao fugitivo de Paris os 400 milhões de euros de agravamento do passivo da Estradas de Portugal em 2009.

Peçam ao fugitivo de Paris os 270 milhões que deu às fundações em apenas dois anos.

Peçam ao fugitivo de Paris os 3900 milhões que pagou em rendas excessivas à EDP tirados à força da vossa factura da electricidade.
pontaesquerda
04.06.2012 - 13:41
para quem anda distraido...

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=51111
Banze
04.06.2012 - 12:50
A mim ninguémajuda...
uomem
04.06.2012 - 12:27
uns roubaram vivem agora a Grande os pobres continuam a pagar os vícios dos ricos ...


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