quinta-feira, 23 de Maio de 2013, 21:29
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
Passos: 'alguma condição excepcional' na ajuda a Espanha será partilhada com outros países sob resgate

10 de Junho, 2012
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje ter a certeza de que, se houver «alguma condição excepcional» na ajuda a Espanha, ela será partilhada com os outros países da União Europeia sob assistência financeira.

Em declarações aos jornalistas, à saída da sessão solene comemorativa do Dia de Portugal, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Passos Coelho considerou que «não há nenhuma razão para pedir novas condições para Portugal», na sequência da ajuda a Espanha para recapitalização da banca espanhola.

O primeiro-ministro disse que desconhece qualquer iniciativa da Irlanda nesse sentido e considerou que as situações destes países «não são comparáveis», mas acrescentou: «Estaremos atentos para ver como é que depois o programa específico para a banca espanhola se vai processar e, se houver alguma condição excepcional que deva ser partilhada com os outros países que estão sob assistência, não tenho dúvida de que isso acontecerá».

Segundo o primeiro-ministro, a ajuda de cerca de 100 mil milhões de euros para recapitalizar a banca espanhola «é um passo importante» para estabilizar financeiramente a União Europeia.

«As consequências para Portugal e para a Europa, esperamos, devem ser de estabilização», disse, lembrando que «há muitos países que têm uma elevada exposição a bancos espanhóis».

Passos Coelho referiu que o Eurogrupo analisou, no sábado, «um eventual pedido da Espanha para proceder à recapitalização da banca em Espanha» e que nessa reunião o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, transmitiu a opinião do Governo português.

«O Governo português está disponível para ajudar uma solução europeia para a recapitalização da banca espanhola. Achamos que ela é necessária, até para estabilizar a financeira situação bancária na Europa», afirmou.

Segundo Passos Coelho, «a pior coisa que se pode fazer é fazer de conta que os problemas não existem» e «se a banca espanhola precisa de ser recapitalizada num montante superior àquele que estava inicialmente previsto, e se a Espanha não tem condições sozinha para proceder a essa recapitalização», o problema seria não haver um mecanismo de ajuda.

«Felizmente, ao contrário do que aconteceu há dois ou três anos, estamos dentro da normalidade, esses mecanismos existem, e existem para ser aplicados em circunstâncias desta natureza», completou.

De acordo com o primeiro-ministro, na reunião do Eurogrupo «o senhor ministro das Finanças irlandês não colocou nenhuma questão», relativa a uma eventual renegociação do programa de ajuda externa à Irlanda.

«Mas quero também dizer que são questões diferentes», acrescentou Passos Coelho, assinalando que «a Irlanda teve um problema com a banca que ocasionou um défice orçamental de quase 30 por cento» e que «em Espanha não chega a dez por cento».

Quanto a Portugal, o primeiro-ministro considerou que o sistema bancário «nesta altura evidencia um bom desempenho» e que «não existe um problema de confiança com a banca portuguesa».

Lusa/SOL




6 Comentários
GALAICOLUSITANO
11.06.2012 - 13:04
NADA DE PREOCUPAÇÕES. ALEGRAI-VOS Ó ALMAS DO OUTRO MUNDO:

COM 6 MILHÕES DE BENFIQUISTAS A TRABALHAR RECUPERAMOS RÁPIDO.
VIVA PORTUGAL.
TOQUE-SE O HINO
DESFRALDE-SE A BANDEIRA
O SLBOSTA VAI TRABALHAR.
pontaesquerda
11.06.2012 - 01:52
agora encaixem....

...com...

..."a espanha não é portugal!"...
ABA
10.06.2012 - 20:06
Há meses que sugeri ao PM para tomar medidas em ordem a evitar este cutelo em cima da cabeça da pobreza nacional, mas estes governantes estão bem instalados e entendem que o fado e os milagres de fátima devem resolver os problemas.....salazar faria o mesmo!
apereirabe
10.06.2012 - 17:49
Os "Boches", como diz, fizeram com Schroeder (Social-Democrata !!) os sacrifícios que trazem progresso hoje. Os "Boches" baixaram salários, reformaram reformas, concertaram empresários e sindicatos, e trouxeram para a Alemanha empresas que se deslocalizavam para o Leste...
Mas "os Boches" depois de discutir calam-se e executam e não passam a vida a insultar os governantes eleitos até às eleições onde podem mudar. E pena que nós, "os Zés" não tenhamos mais um pouco de "Boch" até porque os portugueses que trabalham na Europa são muitas vezes reconhecidos como sérios "como um Boch".
Mas os mal educados agressivos não estam realmente "em pé de igualdade" com eles.
Portugal precisa de ajuda para relançar a economia agora, mas os sacrifícios que fizemos são reconhecidos em toda a imprensa política europeia.
O PM tem razão de sa exprimir com moderaçãoe educação pois só assim pode aceder facilmente ao pequeno grupo que "dicide e que paga" (Min. das Finanças Alemão, Junker, Pres. BCE,...) e acredite que com invectivas você não passaria do Secretariado deles).
andp
10.06.2012 - 16:05
Caro (a) TerraQueimada,oV. Ex.ª vê o problema como o Passos Coelho, é visão curta, é complexo de inferioridade e sempre pronto à submissão dos mais fortes, já pensou que se os Países que refere se juntarem valem maais do que Espanha? E se todos se juntarem valem muito mais, o ponto é esse, nenhum País por si tem força contra os BOCHES, mas juntos falam em pé de igualdade, e é isso que tem faltado, solidariedade entre Países.
TerraQueimada
10.06.2012 - 14:59
A Espanha sendo um "peso pesado" tem um poder negocial que as economias frágeis como a Grega, Portuguesa e Irlandesa, nunca terão...


PUB
PUB
Siga-nos
Marrocos Portugal
Passatempo SOL & ZOO: Ganhe bilhetes duplos para o Jardim Zoológico de Lisboa.
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt