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Portugal teve segundo maior aumento da diferença salarial entre homens e mulheres

20 de Junho, 2012
A diferença salarial entre homens e mulheres aumentou 3,6% em Portugal entre 2008 e 2010, o segundo maior aumento nos 27 países da União Europeia, revela o relatório anual da Agência da UE para os Direitos Fundamentais (FRA).

O documento, que é hoje apresentado ao Parlamento Europeu, revela que a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu um por cento na União Europeia entre 2008 e 2010, mas as mulheres ainda recebem em média menos 16,4% do que os homens.

As menores diferenças encontram-se na Eslovénia (4,4%), Itália (5,5%) e Malta (6,1%), enquanto as maiores disparidades estão na Áustria (25,5%), República Checa (25,5%) e na Alemanha (23,1%).

Em Portugal, a diferença ronda os 13%, o que coloca o país em oitavo lugar dos mais igualitários, mas a evolução entre 2008 e 2010 não foi para melhor.

Entre os 27 Estados-membros, apenas sete registaram aumentos da diferença salarial e os piores foram a Letónia (4,2%), Portugal (3,6%), a Roménia (3,5%) e a Bulgária (2,1%).

Dos 15 países que registaram reduções da diferença salarial, os melhores foram a Lituânia (-7%), a Eslovénia (-4,1%), Malta (-2,5%) e o Reino Unido.

Segundo o relatório anual da FRA, que analisa a situação dos direitos fundamentais na União Europeia a quatro níveis - liberdades, igualdade, direitos dos cidadãos e justiça -, Portugal foi, em 2011, o oitavo país com mais violações do direito de acesso à justiça, registando 27 julgamentos em que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) identificou pelo menos uma dessas violações.

Quase metade (13) desses 27 casos tem a ver com a duração excessiva do processo, um problema que, segundo disse à Lusa o director da FRA, afecta muitos outros países europeus.

«Mas também sei, depois de visitar Portugal [na semana passada], que a ministra da Justiça tomou medidas sérias para lidar com este assunto», disse Morten Kjaerum.

Outra área em que Portugal surge mal classificado pelo relatório é o da recolha de dados sobre crimes racistas, já que o país está entre os 10 países com «informação limitada», ou seja, onde a recolha de dados é limitada a poucos incidentes e não é geralmente publicada.

Nos países mais bem classificados - Finlândia, Holanda, Suécia e Reino Unido - as autoridades registam as motivações dos crimes racistas, as características das vítimas e dos agressores, que tipo de crime foi cometido, além de que os dados são divulgados publicamente.

Mas Portugal não surge apenas como mau exemplo no relatório anual da FRA, que cita, como exemplo de boas práticas, o IV Plano Nacional contra a Violência Doméstica por considerar que os cidadãos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) merecem «especial atenção» e requerem «uma intervenção específica e inovadora».

Também o IV Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e não Discriminação é elogiado por identificar a «orientação sexual e a identidade de género» como um domínio estratégico, definindo medidas de sensibilização dirigidas para o público em geral e também para profissionais como os políticos, funcionários públicos, profissionais de saúde, educação e assistentes sociais, entre outros.

O relatório recorda ainda a legislação adoptada no ano passado pelas autoridades portuguesas para facilitar o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil.

Outro exemplo português destacado como boas práticas no relatório da FRA é a campanha ‘May I Help You’, da Associação de Apoio à Vítima, que visa informar e apoiar turistas vítimas de crime ou violência no país.

Lusa/SOL




1 Comentário
Antonyjunior
20.06.2012 - 19:18
Não interessa como ela é!
Pode ser gorda, magra, baixa, alta, morena, loura…
São todas lindas!

Quando se vê uma mulher, enxerga-se um ser que trabalha o dobro dos homens mas que recebe menos!
A sua estrutura é franzina. Suporta muito mais!
Emocionalmente, é mais débil. Resiste muito mais!
A procriação retira-lhe predicados. Vive mais tempo!

O homem é educado pela mulher.
Em várias circunstâncias as mulheres provam ser mais inteligentes que os homens.

Ganham menos que nós!
É caso para pensar que nós, OS HOMENS, temos medo das mulheres.
Sabemos que a inteligência vence a força e capitulando…perdemos o machismo e até o tesão para as f.uder!

Da idiotice e estupidez faz parte, saber que temos uma irmã a ganhar menos, a Mãe a ser explorada!
É assim que provamos ser machos!
Por vezes sinto vergonha de ser homem…


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