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BCP: Recurso ao Estado é desconfortável mas necessário

25 de Junho, 2012
O presidente do BCP disse hoje, no final da assembleia-geral do banco, que o recurso a um ‘empréstimo’ do Estado para recapitalizar o banco não é "confortável", mas que é essencial para o cumprimento das exigências dos reguladores.

O recurso ao Estado “nunca é confortável, mas é o melhor no atual enquadramento”, disse hoje Nuno Amado, à saída da assembleia-geral extraordinária em que os acionistas aprovaram o recurso a um ‘empréstimo’ de três mil milhões de euros ao Estado com o objetivo de reforçar capitais próprios.

A aprovação do plano de recapitalização na reunião magna “foi um passo importante no processo de recapitalização do BCP, essencial para o banco cumprir com excesso os rácios de capital” exigidos, acrescentou Nuno Amado.

O responsável disse que “o ideal era o Estado apenas regular”, não intervir de outra forma nas instituições financeiras, mas que na atual conjuntura se justifica a intervenção estatal.

Ainda assim, Nuno Amado não deixou de considerar que o défice de capital se deve sobretudo à exposição do banco à dívida soberana, assim como à degradação da economia.

A assembleia-geral extraordinária do BCP, realizada hoje em Oeiras, na zona da Grande Lisboa, aprovou o plano de recapitalização do banco que prevê o recurso a um 'empréstimo' de três mil milhões de euros do Estado (através da subscrição pelo Estado de obrigações de capital contingente) e um aumento de capital destinado a investidores privados de 500 milhões.

Os três pontos da ordem de trabalho foram aprovados por mais de 99,0 por cento do capital representado.

As operações de recapitalização são necessárias para o BCP cumprir as metas de capital 'core tier 1' (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9,0 por cento em junho, de acordo com os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês), e de 10 por cento até final do ano, segundo as regras do Banco de Portugal.

A reunião magna de hoje aconteceu no dia em que o banco comemora o 27.º aniversário. Para marcar esta data, o presidente do Conselho de administração, António Monteiro, comunicou aos acionistas que a partir de hoje o banco comemora a 25 de junho o 'Dia Millennium bcp'.

Lusa / SOL




2 Comentários
veritatis
25.06.2012 - 22:38
Na publicidade poderiam dizer: pagamos a maior reforma do mundo. Ficava mais barato do que as vedetas....
Podiam pedir ao Banco do Vaticano com cunha do opus dei. Se eles financiam a mafia também podem financiar um Banco....
Fersilva
25.06.2012 - 22:13
E se o Opus Jardim desse algum do que roubou e daquele que ainda anda a mamar,não seria má ideia.


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