A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, apelou hoje ao sentido de responsabilidade dos sindicatos para que as greves no sector da aviação não sejam levadas a cabo devido aos elevados impactos sobre o turismo.
Em declarações à Lusa, Cecília Meireles disse estar muito preocupada com a situação na aviação e alertou que «esta greve já está a ter consequências e pode ter consequências ainda mais graves», quer pela «imagem que passa do país», quer pelo prejuízo causado ao sector do turismo, que classificou como uma área de «esperança».
O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) entregou um pré-aviso para uma greve entre 5 e 8 de Julho e 1 e 5 de Agosto, enquanto os trabalhadores da NAV, empresa responsável pela gestão do espaço aéreo, vão parar nos dias 29 e 30 de Junho e 1, 2 e 3 de Julho.
«Levando em conta estes sacrifícios que todos os portugueses estão a fazer, levando em conta que esta greve põe directamente em causa postos de trabalho, fazia um apelo ao sentido de responsabilidade e até de equidade destes sindicatos para que estas greves não fossem levadas adiante», disse a secretária de Estado do Turismo.
Na segunda-feira, o presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) disse que ia solicitar ao Governo que «tudo seja feito», desde a requisição civil a uma intervenção militar, para evitar as consequências das greves na aviação.
Em relação a este pedido das agências de viagem, a secretária de Estado não se quis pronunciar, salientando que o Governo está em conversações com os sindicatos.
«Não podia deixar de lançar este apelo ao sentido de responsabilidade e equidade que é aquilo que me parece fazer sentido neste momento, chamando a atenção de que a greve já está a ter consequências quer para a economia quer para a imagem do país e que pode ter consequências bastante mais graves, pondo em causa postos de trabalho», acrescentou Cecília Meireles.
Por seu lado, o secretário de Estado dos Transportes afirmou na segunda-feira ter «esperança» de que os trabalhadores da NAV e os pilotos da TAP não avancem para a greve, referindo que tem havido um diálogo «franco e aberto» entre as partes.
Lusa/SOL