A compensação total a pagar pela EDP Distribuição aos 105.869 clientes afectados por erros nos contadores é de 4,1 milhões de euros, segundo a decisão da entidade reguladora ERSE hoje divulgada.
Em comunicado, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou as decisões sobre as compensações aos consumidores com tarifa bi-horária afectados por anomalias de contagem.
Segundo o regulador, todos os clientes com contadores incorrectamente reparametrizados (83.369) e com contadores cujos relógios apresentem insuficiente precisão (22.500) serão compensados financeiramente pelo operador da rede de distribuição, sendo incluído, como crédito, na facturação aos comercializadores dos clientes afectados.
A ERSE publica uma tabela onde estabelece o valor da compensação financeira a atribuir a cada consumidor, sendo que o valor total é de 4,1 milhões de euros.
No caso dos erros de reparametrização do contador, o montante ascende a 2,102 milhões de euros, enquanto na situação de relógio com precisão inadequada o valor é de 2,010 milhões de euros.
«Entretanto, e para apurar de forma exaustiva a situação do parque de contadores de multi-tarifa, a ERSE decidiu desencadear uma auditoria a realizar por uma entidade externa e independente para análise aprofundada das potenciais anomalias de todos os contadores multi-tarifa», refere a entidade reguladora, acrescentando que «os resultados desta auditoria poderão vir a impor medidas adicionais».
O pagamento das compensações, segundo o regulador, deve ser efectuado na primeira factura a emitir após terem decorrido 30 dias sobre a data da publicação da directiva da ERSE sobre a compensação aos consumidores potencialmente afectados por anomalias de contagem de energia eléctrica.
Este pagamento é realizado de forma automática através de crédito na factura de electricidade, sem necessidade de reclamação dos consumidores afectados.
«Os relógios dos contadores devem passar a ser verificados de forma sistemática em todas as leituras reais efectuadas pelos operadores das redes de distribuição», adianta o regulador.
Lusa/SOL