No primeiro semestre deste ano, 478 empresas recorreram ao despedimento colectivo, eliminando 4.191 postos de trabalho, um aumento de 92,3 por cento face ao período homólogo, segundo dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT).
O número de trabalhadores despedidos entre Janeiro e Junho de 2011 quase duplicou face ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2011 foram 261 as empresas que recorreram a este processo de despedimento e o número de postos de trabalho extintos fixou-se nos 2.179.
Os números divulgados na quarta-feira pela DGERT revelam também que o número de empresas que apresentou junto do Ministério da Economia e Emprego um pedido para realizar despedimentos colectivos (e já concluído) subiu 83,1 por cento entre Janeiro e Junho deste ano, passando das 261 (no primeiro semestre de 2011) para 478 até Junho.
Só no mês de Junho, foram despedidos 918 trabalhadores e recorreram a este processo de despedimento mais de 90 empresas.
Numa análise por regiões, o Norte do país é aquela que regista um maior número de empresas que recorrer a esta modalidade (204), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (190) e o Centro (58).
Ainda de acordo com a DGERT, entre Janeiro e Junho, 568 empresas iniciaram o processo para despedimento colectivo de 5.912 trabalhadores, num universo de 39.296, um processo que está ainda por concluir.
No processo de despedimento colectivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela acção.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efectivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento colectivo um total de 641 empresas, tendo sido despedidos 6.526 trabalhadores.
Lusa/SOL