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Restauração não quer ser 'o bode expiatório da consciência fiscal dos portugueses'

20 de Julho, 2012
As associações de hotelaria e turismo compreendem a obrigatoriedade de emissão de factura no sector, mas alertam que a restauração «não pode ser o bode expiatório da consciência fiscal dos portugueses».

«A APHORT [Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo] e a AIHSA [Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve] consideram que a restauração não pode ser o bode expiatório da consciência fiscal dos portugueses, pelo que, mais do que uma medida de policiamento ao sector, a dedução do IVA deveria ser encarada pelo Governo como um instrumento de incentivo ao consumo, à semelhança do que acontece em muitos países da União Europeia», afirmam em comunicado.

Para o sector, as recentes medidas anunciadas pelo Governo de obrigatoriedade de emissão de factura em actividades como a restauração «vão ao encontro da necessidade de combate à economia paralela», mas «a extensão dessa dedução às empresas nas suas despesas em alojamento e em alimentação iria contribuir para a solicitação de facturas por parte do consumidor, penalizando os estabelecimentos que optassem por operar de forma desleal».

«Não representando qualquer encargo para as contas públicas, este tipo de medidas iria traduzir-se em mais IVA liquidado, mais receitas e mais IRC», sustentam.

Para a APHORT e AIHSA, impõem-se também «mais esclarecimentos sobre como esta obrigatoriedade de emissão de factura será operacionalizada pelos estabelecimentos, de forma a que não se transforme numa fonte de burocracia monstruosa para as empresas e em mais um empecilho para o desenvolvimento da economia».

O Governo aprovou na quarta-feira a dedução de cinco por cento do imposto sobre o consumo IVA incluída em facturas que titulam prestações de serviços dos estores de manutenção e reparação de veículos, alojamento, restauração, cabeleireiros e similares.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, esta medida «cria um incentivo de natureza fiscal à exigência daqueles documentos por adquirentes pessoas singulares».

Lusa/SOL




4 Comentários
Quetzal
23.07.2012 - 16:42
Vendap estou abismado,pela segunda vez em 5 anos estou de acordo consigo!namiha zona as falencias e a pobreza dos donos de restaurantes é o prato do dia alguns com dividas que os arruinaram somente quem nao esta por dentro pode fazer comentarios estupidos como o de cucalaurajulia....

O pedrox chegou-lhe e chegou-lhe muito bem!
vendap
23.07.2012 - 01:17
cucalaurajulia
21.07.2012 - 12:28
Olhe que não é bem assim! A maioria dos restaurantes e similares está à beira da falência.
pedrox
22.07.2012 - 01:02

cucalaurajulia
Vc quer mesmo um preceso em tribunal por difamaçao ?É nojenta a sua actitude!Cobardolas de m**** ,monta um estabelecimento de restauração sua besta porca e depois verás como é a realidade ...a estupidez e a ignorancia nao tem limites para gente rasca e ordinaria!
cucalaurajulia
21.07.2012 - 12:28
Já se esperava que estes senhores iriam aparecer, a defender quem vai mercados buscar legumes de todo o género, que vão ás bancas do peixe,carnes aos talhos, isto tudo ao preço que eles querem senão vão comprar ao vizinho da banca do lado, quantos pedem factura destes produtos que depois são vendidos nas mais com mais de 300% de lucro, quem vais aos hipermercados buscar por ex.paks de cervejas que ficam a 0,15 € e as vendem a 1 €, 50% das garrafas de águas são oferecidas pelos fornecedores e depois as vendem na mesas 0,80, meus senhores vão mas é para o terreno e falem a realidade, todos os estabelecimentos de restauração e bebidas que forem bem inspeccionados pelos serviços de finanças tenho a plena certeza que existe todos serão multados por fraude fiscal, em muitos casos basta estar alguém atento perto das maquinas registadoras principalmente em café e bar a parti das 20 hora que é quando há a certeza que não aparece ninguém para o efeito mais de 80% não é registado vou dar um exemplo basta ir alguém da secção de finanças de Leiria ir ao café Miguel Torga em Leiria e tenho a certeza e fazer um inspecção há contabilidade da empresa ou ir ao próprio estabelecimento posso garantir que haverá sucesso e grande por parte das finanças, estou a escrever isto mas sei plenamente que ninguém lá vai sei bem o que se passa ao longo dos anos estou a falar em diferenças de centenas de milhares de euros com conhecimento de causa e documentes


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