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Estado constrói e não paga

21 de Julho, 2012por Frederico Pinheiro
Um terço da dívida dos transportes deve-se a obras que não foram pagas. Metro diz que não consegue pagar dívida

O Estado investiu seis mil milhões de euros em infra-estruturas de transportes nos últimos anos, mas nunca chegou a devolver o dinheiro que pediu emprestado. Realizaram-se as festas de inauguração, cortaram-se as fitas, tiraram-se retratos para a posteridade. Mas as contas ficaram por pagar e foram ‘escondidas’ nas empresas públicas.

As contas são do Governo. Questionado pelo SOL, o secretário de Estado dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, referiu que «um terço da dívida de 18 mil milhões de euros das empresas de transportes públicos deve-se a investimentos em infra-estruturas», segundo os últimos estudos do Executivo. Em causa estão, sobretudo, investimentos nos metropolitanos de Lisboa e do Porto – construção das linhas, das estações e aquisição das composições, e ainda na ferrovia – novas linhas e comboios. E seis mil milhões de euros é o valor equivalente à construção de dois novos aeroportos em Alcochete.

Negociações com a troika

O secretário de Estado Sérgio Silva Monteiro confirmou «estar a conversar com a 'troika' para encontrar uma solução». Estas conversas com os credores externos estão a prolongar-se além do previsto, tendo o Governo prometido anunciar uma solução para o pagamento dos 18 mil milhões de euros até ao final de Maio.

Os diferentes governos dos últimos anos anunciaram os investimentos, pediram dinheiro emprestado ao sistema financeiro e nunca pagaram. Como tal, os juros não pararam de crescer, até acumularem um total de seis mil milhões de euros, garante o actual governante. Os restantes seis mil milhões de euros devem-se a prejuízos operacionais, isto é, ao facto de as empresas registarem menos receitas do que despesas para prestarem os serviços.

Toda esta dívida contraída devido a orientações políticas foi colocada no balanço das empresas públicas, de modo a não entrar na contabilização do défice orçamental. Agora as empresas não conseguem pagá-la, nem registar lucros devido ao peso dos juros. E o pagamento de juros da dívida aos credores já representa três quartos dos prejuízos apresentados pelas empresas de transportes.

Hora de pagar a conta

Como tal, diz questionado pelo SOL o presidente do Metropolitano de Lisboa, deve ser o Estado a assumir os pagamentos. «O Metro de Lisboa não tem condições para pagar a dívida. Em nenhuma parte do Mundo é possível ter encaixe para pagar uma dívida histórica de 3,9 mil milhões de euros», diz Cardoso dos Reis. «A dívida tem aval do Estado que a deve pagar».

A posição de Cardoso dos Reis, de saída da liderança da empresa pública, vai ao encontro à de José Benoliel, presidente da CP. O gestor da operadora ferroviária foi o primeiro a defender, em declarações ao SOL em Fevereiro deste ano, que deve ser o Estado a pagar a dívida histórica das empresas públicas.

Metro já chega ao aeroporto

Esta semana foi inaugurada a extensão da linha vermelha do metro de Lisboa entre o Oriente e o Aeroporto da Portela. Uma empreitada que compreende ainda as novas estações de Moscavide e Encarnação.

O investimento foi de 210 milhões de euros, dos quais 149 milhões foram pagos por fundos europeus. A ‘fatia’ que cabe ao Estado ainda está por pagar. Em protesto no dia da inauguração, segunda-feira, os trabalhadores pediram para não serem os seus sacrifícios a honrar a factura.

A estação do Aeroporto conta ainda com 49 ilustrações do cartonista António (ver fotoreportagem na revista Tabu).

frederico.pinheiro@sol.pt




43 Comentários
JA082MF
23.07.2012 - 11:37
Como PESSOA DE BEM que é , também aqui o ESTADO dá o exemplo EXPOLIANDO os Tugas e metendo CALOTES !
simancas
22.07.2012 - 20:20
O "esrado Chapeu" ACABOU, é licito DESPEDIR os que destroem a empresa fazendo GREVE politica e ao serviço do partido da propaganda sindical. Com os serviços prestados, dever-se-ia:
- DIMINUIR o COnselho de Admnistração para 3 elementos.Dspedimento puroe simples.
- Cortar nas direções de Serviço, passando-os a metade.REFORMA compulsiva para os excedentarios.
- Corte radical de 15% nos maquinistas e convida-los a reformarem-se.
- Corte radical + 50 % no pessoal de estação , reduzindo para 2 por cada Linha, obrigando-os a serem rotativos e proativos com o controle do serviço até agora efetuado por varios.
- REDUÇÂO dos motoristas da Administração passando a ser apenas 1 e reduzir o nºo de viaturas a apenas 2.
- Manutenção fiscalizada ( peças e horario reparações) e premios por objetivos e tempo reaparação - PENALIDADES que levariam a despedimento por serviços mal executados.
- Redução do Pessoal de Limpeza, obrigando os Maquinistas a envolverem-se na limpeza das composições e eleborar realtorios de como entregam as composições.
IRIAM VER como os custos baixavam. Ai se Baixavam.
As dividas seriam pagas sem juros e o ESTADO assumia-os , imputando-os à Banca ( já teve lucro suficiente).
Freda
22.07.2012 - 02:04
(...)"deve ser o Estado a pagar a dívida histórica das empresas públicas"(...)

Pois é!
Também acho que sim, pois o Estado deve ter o cofre a abarrotar de dinheiro!
Basta ler certas notícias:

Faz uns negócios sobre terrenos que pertencem ao próprio Estado, com a Câmara de Lisboa:

- 6 milhões por terrenos do CCB;
- assume 277 M€ de dívida de médio e longo prazo do Município de Lisboa, a que acresce um pagamento ao Município de Lisboa de 9M€, totalizando 286M€;
- Contribuição para a CPLP de 590 735,89 EUROS
E assim por diante...
Ainda deve haver mais despesas, que ainda não foram publicitadas.
O povo é que paga, com os seus impostos!

Só visto!
Antonyjunior
22.07.2012 - 01:30
parasol
21.07.2012 - 23:01 denunciar

Antonyjunior
21.07.2012 - 22:16 Calotes de Socrates? Quanto, Quando? Onde? Porquê?

---Ai parasol, parasol...por vezes causa-me pena!
Por que não se arranja e dá uma saída!?
parasol
22.07.2012 - 00:53
acd31gbs
22.07.2012 - 00:09 Quem votou em Salazar?

parasol
22.07.2012 - 00:52
lpvs
22.07.2012 - 00:01 Estás a concorrer ao comentário mais foleiro?
parasol
22.07.2012 - 00:51
mirodri
21.07.2012 - 23:13 Continuas a dusfarçar mal. Há novas barragens. As eolicas sãi incentivadas pela UE, o estado não pagava a produção da Nissan.
Gostas tanto de mentir! Nasceste assim?
acd31gbs
22.07.2012 - 00:09
O Dr. Salazar é que tinha razão ao mandá-los para
o forte de Caxias,Peniche e Tarrafal.O mal de Portugal foi a abrilada,os militares nunca deviam
de entregar o poder político aos ladrões e corruptos.O resultado está á vista.Também a culpa
foi de quem votou sempre nos mesmos.Farinha do
mesmo saco.
lpvs
22.07.2012 - 00:01
Pessoal O Parasol tem o financiador para babaridades está sentado em Paris a mandar no RATO
mirodri
21.07.2012 - 23:13
parasol
21.07.2012 - 23:00

as barragens já existiam e continuarão a existir. as renovaveis de que se fala são a eolica e solar o que querias dizer era que com os xuxas o estado pagava a fabrica toda à nissan e mais a produção de graça? lol só rir com a tua argumentação
parasol
21.07.2012 - 23:01
Antonyjunior
21.07.2012 - 22:16 Calotes de Socrates? Quanto, Quando? Onde? Porquê?
parasol
21.07.2012 - 23:00
mirodri
21.07.2012 - 22:34 Caro aldrabão: a Nissan cancelou porque este governo retirou os beneficios discais. As energias renovaveis são a boa aposta no mundo inteiro excepto para os mirodris que não sabem do que estão a falar (achas que as barragens dão prejuizo?).
mirodri
21.07.2012 - 22:34

juanita
21.07.2012 - 19:21

"Razão tem este (des)governo, que suspendeu tudo quanto dava lucro, emprego, como a fábrica dos automóveis e das baterias elétricas, as energias alternativas..."

grande mentirosa sem vergonha!!!

foi a nissan que cancelou a fábrica e as energias renovaveis não dão lucro, só dão prejuizo aos contribuintes devido às rendas escandalosas que o trafulha parisiense pagou
Antonyjunior
21.07.2012 - 22:16
Ai...não pode!
Ó sr. Procurador...está à espera de quê!?
Processo em cima já...ou só o Alberto da madeira é que escondeu(?) as contas!?

Não investiga os calotes do Sócrates; não investiga os calotes dos Presidentes de Câmara!

Pronto...vejam lá se me convencem...numa terra com tanto CALOTEIRO, só o caloteiro do Alberto...é que é caloteiro!

Ainda referente à noticia...é tomar nota que "esta descoberta" é mais um calote que a lesma do Passitos vai ter de pagar...mas sem contabilidade anterior!
Estranhem depois que ele carregue nos calos... ...desculpando sempre o causador.

nelito
21.07.2012 - 20:43
Aqui há uma grande confusão nesta notícia...o estado não constrói!Apenas não paga!Quem constrói são quem gosta muito de ganhar dinheiro com o estado!...sabem que é mau pagador e continuam lá!
juanita
21.07.2012 - 20:04
"MTB"-------
1º-Só que eu não tenho culpa, porque não votei neles, como fizeram muitos milhares que já ficaram e vão ficar sem emprego em consequência das novas leis do trabalho! Veja a propósito a posição da C.P., que vai rasgar os acordos de empresa com os trabalhadores e já fala em despedimentos coletivos! Trabalhei muitos anos durante o regime salazarista, que abomino, mas isto era impensável! Parece mentira, mas é verdade que os patrões tinham medo de despedir trabalhadores sem justa causa! Para encontramos paralelo a estas leis, temos que recuar a 1928/1930 na Alemanha!
E Atenção: isto não está no acordo da troica, como eles próprios se gabam! Querem ir mais longe, querem vingar-se do 25 de Abril!
(estou a ler outro seu comentário sobre "parvalhões e "espertos". Eu é que o estava a tratar como pessoa esperta mas enganei-me, porque não viu os pontos a separar as letras como sinal de que não me estavam a deixar entrar o texto com o palavra mais agressiva e tive que a trocar por outra).
Passe bem.
joseduarte
21.07.2012 - 20:00
MTB - 21.07.2012 - 19:14

Uma correcção: o mafioso pedófilo que colecciona gravadores não é da Madeira, é dos Açores.

Quanto ao resto, tudo 100% correcto.
MTB
21.07.2012 - 19:32
Juanita

Arrependeu-se trocou os "parvalhões" de um comentário por "espertos" noutro, tão depressa com essas mudanças de opiniões ninguém a levará a sério.
MTB
21.07.2012 - 19:25
Cara Juanita

Lamento imenso que tenha ficado sem o subsidio, mas felizmente ainda tem vencimento e é certo, mas certamente escapou-lhe por lapso não pensar naqueles que trabalham e não sabem se no fim do mês tem o ordenado.
A questão não é do endividamento ser realizado para se fazer obra ou não, a questão aqui é que gasta mais do que se produz, e o maior exemplo vem do seu patrão (estado) gasta muito e produz ZERO, lamento que tenha ficado sem o subsidio acredite, mas eu já não conheço a cor do meu vai á 3 anos, e ainda acha que se pode dar ao luxo de pedir quem comenta ou critica que lhe pague o subsidio, olhe tenha alguma razoabilidade e bom senso.
juanita
21.07.2012 - 19:21
Há notícias que, de tão est..úpidas, dão vontade de rir, e esta seria uma delas se não tivesse por trás dela demagogia barata, com interesses políticos. Mas parece que cola na mente de alguns p.a.r.v.o.s que só teem serrim na cabeça.
É que, se não houvese endividamento para fazer tudo o que existe de grandes empreendimentos, não teríamos estradas, hospitais, aeroportos, linhas de Metro, combóios rápidos entre o Norte e o Sul, não teríamos fábricas, a Sonae, a EDP, a PT, a TAP, etc, etc, etc,.
Razão tem este (des)governo, que suspendeu tudo quanto dava lucro, emprego, como a fábrica dos automóveis e das baterias elétricas, as energias alternativas, do combóio a partir do porto de Sines para Espanha e restante europa, tal como dizia Salazar: "orgulhosamente sós". Só que eu não tenho culpa e roubaram-me 700.00€ de subsídio de férias, que os espertos" que aqui criticam me deviam pagar.



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