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Oferta no arrendamento não acompanha procura

14 de Outubro, 2012por Fernanda Pedro
Apesar de todas as dificuldades do mercado imobiliário ainda existe espaço para a compra de apartamentos usados. Tudo porque a oferta para arrendamento ainda é escassa.

Numa altura em que o mercado imobiliário altera radicalmente as regras e em que o arrendamento vai conquistando terreno, a oferta ainda não acompanha a procura. Os apartamentos usados ainda são os que mais existem no mercado e os que têm mais procura. E apesar de todas as contrariedades económicas das famílias portuguesas, ainda se vendem casas em Portugal.

Segundo os números da CasaYes divulgados no Market Outlook - Agosto 2012, do Gabinete de Estudos da APEMIP (Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), em Junho deste ano os apartamentos ainda dominam a oferta no mercado imobiliário. Eles representaram 54,9%, contra 22% das moradias. Já os imóveis com negócio atingiram os 10,94%, enquanto os terrenos e lotes 8,50% e as quintas 2,2%. Grande parte dessa oferta é no arrendamento, tendo-se verificado um crescimento significativo a partir de 2011.

Os apartamentos usados são aqueles que ainda se mantêm em maior número na oferta imobiliária, com uma percentagem de 52,35%, quanto os novos se situam nos 33,89% e apenas 7,24% estão em construção.

T3 com valores entre 79,9 mil e 362,5 mil euros
Os valores de venda mínimos situaram-se em 50 mil euros para um T1, 79.900 euros para um T3 e 120.200 euros para um T5. Já os máximos atingiram 210 mil euros num T1, 362.500 euros para um T3 e 1.150.000 euros para um T5. Preços que têm vindo a baixar nos últimos anos. As moradias andaram pelos 30 mil euros de mínimo e de 230 mil euros de máximo para um T1. Uma vivenda T3 está entre 105 mil e os 499 mil euros, e uma T5 entre 170 mil e um milhão e quinhentos mil euros.

Principais compras entre os 75 mil e os 125 mil euros
No entanto, apesar da grande amplitude de valores pedidos pelas casas, as compras efectivas ficaram bastante mais abaixo: a maioria custou entre 75 mil e 175 mil euros (51,50% do total). Apenas 4,46% das compras de casa foram feitas por um valor superior a 500 mil euros.

Quanto aos valores de arrendamento, o mínimo para um T1 era de 250 euros e o máximo de 976 euros. Para um T3 o mínimo estava nos 300 euros e o máximo em 1.850 euros. Já o T5 situava-se entre 560 e 4.470 euros.

A Área Metropolitana de Lisboa apresenta valores ligeiramente superiores aos da generalidade do país. Em média, um T3 em Lisboa vale 207.930 euros, e na Área Metropolitana do Porto custa 203.649 euros. Curiosamente um T5 vale mais na Invicta, 556.285 euros, do que em Lisboa, 555.212.

Relativamente à procura, os apartamentos também são os mais procurados, com 59,04%. As moradias registaram 32,4% de buscas e os terrenos, lotes, quintas e imóveis com negócio andaram entre os 2% e 3%.

Também o arrendamento é cada vez mais uma opção para as famílias portuguesas e representa já 42,46%. Mas se compararmos a oferta neste campo, que é de apenas 4,75%, verifica-se uma grande discrepância entre a oferta e a procura.

Os apartamentos também ganham relativamente às moradias, 64,56% contra 35,44% em Junho deste ano. Quanto aos valores por casa, os mais procurados são T3 com valores entre 76.492 euros e 146.034 euros. Para arrendamento, um T3 é pesquisado principalmente entre 322 e 595 euros.

online@sol.pt




7 Comentários
LuaLuar1
15.10.2012 - 09:27
POrtugueses|||||||||| As Casas Não são dos Proprietarios ????????? As Casas São do Estado ????????????? Não São ainda Mas, Basta que o Novo Calculo do Imposto Pirata Chamado "IMI" ser Aplicado e o Estado Passara a Colossal Proprietario , sem fazer uma Unica Casa , Para que Por Confisco de Propriedade Possa então a poder Arrendar Todas as Casa a Preços Milionarios.
pontaesquerda
15.10.2012 - 02:00
o capitalismo é lixado!...para o que llhe havia de dar...agora que implodir!...
Zedk
14.10.2012 - 20:52
Perante o panorama do mercado de trabalho, fraco e com oferta miserável, primeiro tem de se pensar em manter o esqueleto de pé. Seguidamente há uma série de "luxos" a considerar: Água, luz, gaz, vestir, calçar, escola dos filhos, transportes e mais umas mexeruquices pouco importantes.
Se o Governo não providenciar na construção de mais pontes... este Inverno a situação será, sem dúvida, grave, dado que os lugares disponíveis na Av. Alm. Reis e Regueirão dos Anjos estão a ser disputados por estabelecimentos e ocupas.
ArrendaPT
14.10.2012 - 20:04
O arrendamento pode ter algumas vantagens, mas a maioria dos portuguêses ainda persegue o sonho de casa própria. No entanto, a tendência crescente de oferta (e de procura) de casa para arrendar mostra que cada vez mais vale a pena apostar nesse sector. Procurando, já se encontram óptimas casas para arrendar.
magico
14.10.2012 - 16:22
Os preços dos apartamentos são o dobro do que deveria ser realmente.Estão sobrevalorizados.
HuomemGrande
14.10.2012 - 14:29
vai tudo cair , os preços especulativos
0za
14.10.2012 - 14:05
SEGUNDO ESTE TÍTULO DE NOTÍCIA, é normal que assim seja !!!!

Existem cerca de 2.000.000 de casas devolutas em Portugal !!!
A lei e os mecanismo no terreno para eficiência da lei, são retalhos !!!!

A Banca está a perverter o mercado !!!
O governo, através da ministra/porquinha, deixam um GAP/vazio na lei e nos mecanismos !!!
Descrever, oralmente, uma lei, dizendo para que serve, é pouco comparado com o vazio que fica até à prática !!!
NUMA PALAVRA, CHAMA-SE INCOMPETÊNCIA !!!!!!!!!


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