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OCDE: Portugal deve evitar excessos na austeridade

27 de Novembro, 2012
Portugal vai continuar em recessão até ao final de 2013 e deve evitar excesso de austeridade embora mantendo "uma implementação rigorosa" do plano da 'troika, defende a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) num relatório publicado hoje.

O documento contém previsões macroeconómicas e recomendações políticas para os 34 membros da organização. Eis os principais pontos relativos a Portugal:

+++ A economia portuguesa deverá encolher 1,8% no próximo ano e recuperar 0,9% em 2014. A previsão para o próximo ano é mais pessimista que a da 'troika' (1%); a de 2014 é mais pessimista que a anunciada hoje no parlamento pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar (0,8%).

+++ A OCDE espera que a economia portuguesa (em contracção desde o último trimestre de 2010) volte ao crescimento "no final de 2013". Esta previsão é também mais pessimista que a da 'troika', que vê a luz ao fundo do túnel já para o segundo trimestre do próximo ano, mas igual à de Gaspar, que hoje passou a retoma para "o segundo semestre de 2013".

+++ Também no desemprego o cenário da OCDE é mais negro: uma taxa recorde de 16,9% em 2013, caindo apenas ligeiramente para 16,6% em 2014.

+++ Para além de uma economia ainda mais fraca, a OCDE acredita que só será possível cumprir as metas para o défice orçamental (4,5% do PIB em 2013, 2,5% em 2014) com recurso a medidas adicionais.

+++ A OCDE considera contudo desaconselhável impor ainda mais austeridade para cumprir as metas nominais, porque isso só iria "agravar a recessão".

+++ O cenário para Portugal está ainda ameaçado pelos riscos ligados ao prolongamento da crise financeira da zona euro; para os evitar, a OCDE recomenda uma redução dos desequilíbrios comerciais e financeiros entre os países do Norte e do Sul da zona euro.

+++ “Se for preciso desacelerar o ritmo da consolidação orçamental, isso deve ser feito em conjunto na zona euro, para que os mercados entendam que é uma decisão de todos", afirmou o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan

+++ Em declarações na Assembleia da República, o secretário-geral do PS, António José Seguro, opinou que as previsões da OCDE mostram que "a política de austeridade custe o que custar tem um efeito bastante recessivo na economia".

Lusa/SOL

Tags: OCDE, Economia



2 Comentários
shalomm
27.11.2012 - 19:09
Portugal não impõe grande austeridade para:
-igreja católica;
-políticos;
-gestores de empresas públicas;
-banqueiros;
-banqueiros reformados do opus dei;
-políticos que acumulam reformas com ordenados;
-generais;
-almirantes;
-gestores de várias empresas em simultâneo;
-obrigatoriedade da IC pagar IMI;
-futebolistas;
-etc.
-etc.
-etc.
EsplendorDePortugal
27.11.2012 - 17:40
Se pensa votar branco nas próximas eleições, precisa de estar alertado para isto:

Só os votos EM PARTIDOS são válidos, nada mais entra nas contagens. O parlamento enche-se com 230 deputados, não importa quantos votem. O voto branco não penaliza os partidos e não serve como forma de pressão.
Quem se abstém ou vota branco está a deixar que a decisão se concentre nos que votam - e que inclui sempre os "indefectíveis" de cada partido. É por isso que votar branco arrisca-se a fazer o jogo dos partidos que têm desgovernado Portugal.

Se pretende votar branco, lembre-se de que há mais partidos além dos que têm tido lugares no parlamento, com ideologias e programas para todos os gostos. E votos nesses partidos entram nas contagens.

É o esquecimento dos outros partidos que mantém as "eleições" sem mérito nesta dança infernal entre o PS e o PSD. Para romper este ciclo, que cada cidadão escolha um dos outros partidos.
Ao contrário dos brancos, esses votos entram nas contagens.

HÁ MAIS PARTIDOS POR ONDE ESCOLHER


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