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Despesa com subsídios de desemprego subiu 21%

22 de Março, 2013
O Estado gastou mais 21,1% em subsídios de desemprego até fevereiro de 2013 do que no mesmo período de 2012, num total de 497,2 milhões de euros, segundo números hoje divulgados pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Na síntese da execução orçamental de Fevereiro, a DGO indica que o Estado gastou 3.515,5 milhões de euros em prestações sociais nos dois primeiros meses do ano, mais 8,8% do que nos mesmos meses do ano passado.

Já em Janeiro, as despesas com subsídios de desemprego tinham disparado 33,2%, devido ao aumento do desemprego. O Governo estima que a taxa de desemprego possa chegar perto dos 19% no final deste ano, prevendo que a taxa anual média seja de 18,2%.

Entre as várias prestações sociais, a despesa com subsídios de desemprego é a que mais aumenta (21,1% até Janeiro, em termos homólogos), mas também a despesa com pensões cresceu 10,6% até Fevereiro, num montante global de 2.353,3 milhões de euros.

Olhando para toda a despesa efectiva da Segurança Social, esta registou um aumento de 7,7% até Fevereiro face ao período homólogo, o que se justifica, refere a DGO, com o crescimento da despesa com pensões e subsídios de desemprego, bem como com a reposição do subsídio de Natal, cujo pagamento relativo a dois duodécimos (Janeiro e Fevereiro) ocorreu no mês passado.

Quanto a receitas fiscais, o Estado arrecadou com impostos 5.810,7 milhões de euros até Fevereiro, mais 2,6% do que nos mesmos meses de 2012.

"Esta evolução é explicada quer pelo reforço da tendência de crescimento da receita mensal dos impostos directos iniciada no mês anterior (de 12,5% em Janeiro, para 15,3% em Fevereiro), quer pela recuperação observada na variação da receita mensal dos impostos indirectos (de -3,8% em Janeiro, para 3,5% em Fevereiro)", explica a DGO.

Nos impostos indirectos, que ascenderam aos 2.126,4 milhões até Fevereiro, o Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) aumentou 15%, para os 1.929,8 milhões de euros, e o Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) aumentou 17,3%, para os 194,8 milhões de euros.

Com impostos directos, o Estado arrecadou 3.684,4 milhões de euros nos dois primeiros meses do ano, uma queda de 3,5% face ao período homólogo de 2012.

Nesta categoria, o Imposto de Valor Acrescentado (IVA), que é o que tem mais expressão, permitiu até Fevereiro uma receita de 2.790,8 milhões de euros (-3,0% do que no período homólogo).

No entanto, o imposto indirecto que mais caiu foi o Imposto Sobre Veículos (ISV), que registou uma queda de -33,8% nos dois primeiros meses de 2013, em termos homólogos.

A Administração Central e a Segurança Social chegaram a Fevereiro com um défice conjunto de 246,9 milhões de euros, o que compara com um saldo positivo de 586 milhões de euros no período homólogo, ao passo que o saldo primário (excluindo encargos com a dívida) foi de 266,9 milhões, valor que ascendia aos 1.032,7 milhões no período homólogo de 2012.

O cenário macroeconómico traçado no Orçamento do Estado de 2013 previa uma recessão de 1%, uma estimativa que foi entretanto revista em baixa, antecipando agora o Governo uma contracção do produto de 2,3% para este ano.

Neste sentido, tendo em conta que foram alteradas as previsões de crescimento para 2013, os dados hoje conhecidos relativos à execução orçamental deixam de ser exactamente comparáveis com os objectivos fixados na lei orçamental.

Os números da DGO dizem respeito apenas a dados em contabilidade pública (fluxos de caixa, entradas e saídas), sendo que o défice em contabilidade nacional (o que conta para Bruxelas) só será conhecido no final deste mês quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) reportar o resultado para a Comissão Europeia.

Lusa / SOL




11 Comentários
Quetzal
23.03.2013 - 22:47
Novas máquinas ,pessoas idosas sem saber trabalhar com Internet ,enfim muitos negócios encerraram precisamente logo em Janeiro,menos impostos mais desemprego,menos dinheiro a entrar, mais dinheiro a sair(Óbvio) ,logo 2+2 = 4,que pretendiam?bastava ter a 4 classe mal feita para saber disso ,agora com doutores professores catedráticos em economia acha muitíssimo estranho não verem isso...Será que o Gaspar também tirou o curso ao Domingo por fax?->????
Quetzal
23.03.2013 - 22:46
Depois quantas menos empresas ficam no limiar sobrevivência eles logo aumentam os impostos para compensar as que faliram ,levando logo de seguida para a falências essas que ate ai tinham sobrevivido... rsssss ninguém consegue ver um palmo a frente do nariz ,mais vale ir todo mundo para o subs, do RSI e ficar a dormir todo dia!----
Quetzal
23.03.2013 - 22:45
Novas máquinas ,pessoas idosas sem saber trabalhar com Internet ,enfim muitos negócios encerraram precisamente logo em Janeiro,menos impostos mais desemprego,menos dinheiro a entrar, mais dinheiro a sair(Óbvio) ,logo 2+2 = 4,que pretendiam?bastava ter a 4 classe mal feita para saber disso ,agora com doutores professores catedráticos em economia acha muitíssimo estranho não verem isso...Será que o Gaspar também tirou o curso ao Domingo por fax?---
Quetzal
23.03.2013 - 22:43
Depois quantas menos empresas ficam no limiar sobrevivência eles logo aumentam os impostos para compensar as que faliram ,levando logo de seguida para a falências essas que ate ai tinham sobrevivido... rsssss ninguém consegue ver um palmo a frente do nariz ,mais vale ir todo mundo para o subs, do RSI e ficar a dormir todo dia!--
jmanu
23.03.2013 - 13:33
Efectivamente a simplicidade impôe-se na situação mais crítica. Há o caminho dificil e o caminho fácil. Uns acham que o caminho Seguro é o caminho fácil... O socrates agora está mais Seguro em termos académico-filosoficos, para nos comentar essa sua teoria do caminho fácil e Seguro, que nos levou a este caminho difícil...
jcesar
23.03.2013 - 11:58
Eu por vezes fico abismado como há pessoas que têm uma maneira tão simplista de analisar as situações.

««Eu não sou economista, mas com esta política que aumenta todos os dias as falências, o desemprego e a miséria»».

As despesa com subsídios de desemprego só podem subir, embora os montantes e condições para atribuição destes subsídios, e outros tenham sido reduzidas.
jmanu
23.03.2013 - 10:49
Estão a ver, eu não disse, olhem a despesa com o subsidio de desemprego a subir. Felizmente vai chegar o Socrates, mestre máximo em prometer criar milhares de empregos, para comentar este assunto em directo para todos os portugueses...
Freda
23.03.2013 - 02:24
É uma "emoção" ler o site da Segurança Social!
Vale a pena ler sobre:
"o Subsídio por interrupção da gravidez".

http://www4.seg-social.pt/subsidio-por-interrupcao-da-gravidez

Freda
23.03.2013 - 02:17
(...)"a DGO indica que o Estado gastou 3.515,5 milhões de euros em prestações sociais"(...)

Pudera!
É um fartote de subsídios!
Até aquelas que trabalham deitadas, recebem o subsídio por interrupção da gravidez, durante 14 a 30 dias, de acordo com indicação médica.
Isto, não é uma pouca vergonha?
Além do subsídio, o Estado ainda gasta dinheiro do SNS, nas clínicas para onde são encaminhadas.
SÓ VISTO!
E viva o xuxialismo!


jcesar
22.03.2013 - 21:35
Com estas políticas que aumentam a pobreza a miséria , o desemprego todos os dias, e que destroem a economia, não se podia esperar outra coisa,
TerraQueimada
22.03.2013 - 21:19
Nada que o "astrólogo" Gaspar não tivesse já previsto...


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