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Salários das câmaras são 40% mais baixos

29 de Janeiro, 2014por João Madeira
As câmaras municipais são responsáveis por 18% dos empregos na administração pública do país, com cerca de 100 mil funcionários. Mas os trabalhadores das autarquias e das freguesias têm salários quase 40% mais baixos do que no Estado central, por haver uma maior preponderância de carreiras técnicas e operacionais, com baixas qualificações.

Segundo a DGAEP, existiam em Setembro do ano passado 559 mil trabalhadores com vínculos a organismos do Estado. Este total exclui as empresas públicas, que empregam outros 157 mil trabalhadores, sobretudo médicos e enfermeiros (a maioria dos hospitais são entidades empresariais). Na administração pública propriamente dita, o contingente mais numeroso são os professores: existem cerca de 160 mil docentes do ensino secundário e superior.

Existem depois cerca de 31 mil funcionários nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, 100 mil nas autarquias e 11 mil nas freguesias. Estes últimos têm as remunerações mais baixas. A média de ganho mensal na administração local (salário base mais suplementos) é de 1.066 euros, face aos 1.747 euros da administração central.

joao.madeira@sol.pt




17 Comentários
provinciana
30.01.2014 - 09:47
O que é imperdoável é a ignorância dos funcionários públicos em relação aos que trabalham no privado.
Será que não têm mãe, pai, irmãos, amigos e conhecidos que lhes mostre quão diferentes são os salários,os horários de trabalho a solidez do emprego e demais regalias ou o alcance do seu olhar não vai além do seu umbigo?
Freds
30.01.2014 - 01:27
E o governozeco da garotada a falar em convergência entre o público e o privado! Mas se eles nem dentro do setor público conseguem fazer essa aproximação, quanto mais no resto! Isto é miserável...
AguiadaSerra
29.01.2014 - 22:02
Não se preocupem...o Sr. Presidente não fiscaliza nada! Aquilo é de todos...
Freds
29.01.2014 - 19:29
E nas empresas públicas municipais? São das autarquias á mesma, mas os salários são o dobro dos funcionários autárquicos e pejados de "boys". Na EGEAC até tinham subsídio de pequeno almoço, de jantar e de ceia!!!! Nas empresas públicas um administrativo ganha o mesmo ou mais, que um quadro superior da administração central ou local. Assim, só na ex-União Soviética...
ZeferinoNascimento
29.01.2014 - 15:45
Resmas de trabalhadores mal pagos e uns priveligiados indicados pelos partidos no poleiro local, para além dos excelentissimos vereadores, assessores e adjuntos, primos, primas, irmãos, irmãs, filhos, filhas e por vezes esposos e esposas, para além de tudo o que é afilhado.
kapagebe
29.01.2014 - 15:28
Ganham pouco e muito pouco trabalham e quando trabalham em seis cinco são chefes.
Sensor
29.01.2014 - 14:35
É preciso é continuar a haver guito para o pato-bravo. E muitos ajustes directos para o labrego empresário que sobrevive pendurado à mama das obras da autarquia. O resto são cantigas.
icebreaker
29.01.2014 - 13:55
se calhar o número de funcionários é que é 40% mais do que o necessário.. alguns fazem o trabalho de três e ganham o mesmo (quando não menos) do que os "coçadores de micose".. porque as câmaras têm de servir de "ninho" para empregar muita família e muita clientela, embora também (inevitávelmente) tenham de admitir alguns profissionais competentes para fazer o trabalho dos outros..

é uma pirâmide invertida, em que para se entrar para um simples lugar administrativo se contratam licenciados e se comparam curriculos ou analizam as experiências profissionais.. mas para um lugar de presidente, ou de chefia, vai "gentalha" sem habilitações, e simplesmente porque sim..

40% dos funcionários (os que trabalham), dariam conta do recado e poderiam por isso ser melhor pagos, não fosse a circunstância de se ter de sustentar 60% de "coçadores de micose", cujo único atributo é saberem abanar uma bandeirinha..
artilio
29.01.2014 - 13:23
Temos que levar em atenção dois pormenores:
1-Uma boa parte do pessoal camarário é quase analfabeto.
2- A esmagadora maioria das Câmaras tem pessoal a mais,um verdadeiro CABIDE DE EMPREGOS.
Por estas duas razões,se outras mais não houver,os salários médios são os mais baixos da função pública.
bujardas
29.01.2014 - 13:00
Mau! Já não bastava andarem a querer meter trabalhadores do privado conrta os do público, agora também querem criar divisões dentro do público?

Eheheh.
zebronco
29.01.2014 - 12:27
JA Tavares. não estou a falar de cor, sei o que estou a dizer um Tecnico um Administrativo ou um Assistente desde que tenha o mesmo Indice salarial o ordenado é identico, so que foi desvirtuado com o valor hora porque 35 horas semanais não e o mesmo que 40 horas semanais.
Pelo seu prisma tambem tem razão pois essa situação com os mesmos anos de Serviço pode acontecer que funcionarios da mesma carreira quando havia concursos fossem abertos mais rapidamente nuns sitios que noutros,o que levou que tivessem subido mais rapidamente na categoria e indice em relação aos outros funcionarios,mas isso tanto acontecia no poder local ou no central

Bem haja
onlyghost
29.01.2014 - 12:11
JATavares

E já agora só mais uma coisinha:

Tenho amigos em mais do que uma autarquia com a categoria de assistentes operacionais e possuem licenciaturas, que obtiveram já no exercício de funções públicas. Nos termos da Lei só poderão desempenhar categoria compatível com aquelas habilitações, através de procedimento concursal, mesmo que ocupem a função de técnico superior provisoriamente, através do mecanismo de mobilidade interna, totalmente dependente da vontade política.

E pelo que sei os casos que conheço não são únicos e já proliferam em muitas autarquias, pelo que classificar um assistente operacional - taxativamente - como categoria de baixa escolaridade é altamente discutível.

Bem haja.
onlyghost
29.01.2014 - 12:04
JATavares
«Até o Sol entra na demogogia barata. É evidente que os salários da Administração Central (médicos, engenheiros, professores e quadros superiores em geral) é superior aos dos trabalhadores da Administração local, em geral trabalhadores não qualificados, com a escolaridade mínima, só é de admirar que a diferença seja apenas de 40% , nesta matéria a troyca, por uma vez, teve razão, os salários dos quadros superiores da AP são muito baixos.
Para a mesma qualificação não existem diferenças entre os salários da Aministração central e os das municipalidades, um director de serviços ganha o mesmo em qualquer dos níveis da Administração (cerca de 3200 euros) o que é muito pouco, convenhamos, para um director de serviços cujas qualificações são no mínimo de uma licenciatura.
Onde queria o Sol chegar com esta "bombástica " notícia.»

Cheira-me que você está a falar de cor, sem atender a uma série de factos que contradizem por completo a sua ideia de "categorias iguais = salário igual".

Basta comparar: 1 técnico superior com 15 anos de serviço na administração central e nas autarquias e verificará que não tem vencimentos iguais. O mesmo se aplica aos assistentes operacionais (neste caso as diferenças são muito maiores).

Uma dos pressupostos que você esquece ou omite na criação da sua ideia prende-se com as categorias que até há não muito tempo eram mais que muitas, sendo que a sua aglomeração - nos moldes actuais -, não resultou num tabelamento salarial, logo as diferenças que existiam no passado permanecem no presente.

Contudo, a sua ideia é correcta mas apenas para os novos contratos.

Logo penso que é abusivo considerar que a notícia é demagogia, pois não é, como facilmente se comprova.

Bem haja.
catarimonte
29.01.2014 - 12:01
O problema não é quanto ganha cada um mas sim quantos são e que fazem, são aos milhares em Sintra, Cascais, Lisboa e no resto do Pais não é muito diferente, e os serviços são péssimos, com burocracias e complicações para tentar autojustificar a sua própria existência, são o principal entrave ao desenvolvimento do Pais
JATavares
29.01.2014 - 11:48
Até o Sol entra na demogogia barata. É evidente que os salários da Administração Central (médicos, engenheiros, professores e quadros superiores em geral) é superior aos dos trabalhadores da Administração local, em geral trabalhadores não qualificados, com a escolaridade mínima, só é de admirar que a diferença seja apenas de 40% , nesta matéria a troyca, por uma vez, teve razão, os salários dos quadros superiores da AP são muito baixos.
Para a mesma qualificação não existem diferenças entre os salários da Aministração central e os das municipalidades, um director de serviços ganha o mesmo em qualquer dos níveis da Administração (cerca de 3200 euros) o que é muito pouco, convenhamos, para um director de serviços cujas qualificações são no mínimo de uma licenciatura.
Onde queria o Sol chegar com esta "bombástica " notícia.
zebronco
29.01.2014 - 11:46
Só vem por um prisma e depois a informação não e correta.Como sabem a decisão do Tribunal Constitucional acerca das 40 Horas veio trazer desigaldades salariais entre funcionários com a mesma Carreira e Categoria da Administração Central e Local, pois a maioria das Cãmaras tem 35 Horas semanais e os funcionarios da Administração central 40 Horas, o seja trabalhão pelo mesmo salário mais tres dias por mes e 33 dias por ano. como se pode ver um trabalhador de uma Câmara com o mesma Categoria e o mesmo indice salarial e muito mais valorizado que um do poder central. Esta situação só temos de agradecer ao Tribunal Constitucional que não estudou bem este problema pois para ser descutido o horario de trabalho devia de ter sido em conjunto para não acontecer esta situação.o seja em 10 anos de Serviço os do poder Central vão simplesmente trabalhar quase mais dois anos que os outros.
sismocosmico4444
29.01.2014 - 10:47
conversa da treta eles todos enriquecem pelo cargo que ocupam , de onde vem o dinheiro , negociatas compensam a baixa salarial mensal


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