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Marcas Throttleman e Red Oak na falência

19 de Fevereiro, 2014
As marcas portuguesas de vestuário Throttleman e Red Oak serão em breve declaradas insolventes pelo Tribunal de Santo Tirso, na sequência do pedido recentemente apresentado pelo administrador de insolvência.

Em declarações à agência Lusa, o administrador judicial Luís Gomes disse ter avançado com o pedido de insolvência das duas marcas há cerca de duas semanas, depois de a administração da Brasopi (que detém as marcas) lhe ter comunicado ser insustentável manter a empresa em actividade.

"Agora há que aguardar, mas é meramente uma formalidade, a insolvência vai ser confirmada", disse.

Segundo explicou, os planos de recuperação da Throttleman e da Red Oak tinham sido aprovados há um ano por uma "larga maioria" dos credores, mas um recurso interposto no Tribunal da Relação pela Fazenda Pública impediu a sua homologação.

De acordo com Luís Gomes, a empresa recorreu desta decisão para uma instância superior, que ainda não se pronunciou, sendo este "compasso de espera incompatível" com a manutenção da actividade.

"A empresa disse-me que não aguentava mais e, nos termos do código [de insolvência e recuperação de empresas], tive que requerer a insolvência", afirmou.

Segundo explicou, será agora uma questão de dias até que o processo transite da Relação para o Tribunal de Santo Tirso e seja declarada a insolvência.

Controladas pelos mesmos acionistas, as marcas de vestuário Throttleman e Red Oak apresentaram em 2012 um pedido de Processo Especial de Revitalização (PER) na tentativa de evitar a falência.

Com um passivo que, no início do ano passado, rondava os 20 a 30 milhões de euros, as marcas tinham como principais credores o BES (que, juntamente com outros bancos, representava 50% dos créditos), seguido do Estado e da Segurança Social (com 16% dos créditos) e de diversos fornecedores e centros comerciais.

O plano de recuperação então aprovado implicava "uma reestruturação da dimensão" das marcas, conforme revelou então à Lusa o administrador judicial, o que passaria pelo encerramento de lojas em determinados locais e pela abertura noutros, mais rentáveis.

Já assumido na altura era que seria necessária "alguma diminuição do volume de negócios" das marcas -- que, no caso da Throttleman, chegou, em 2009, a atingir os 17 milhões de euros -- de forma a ajustá-lo ao actual "ambiente recessivo".

Com uma rede de cerca de 50 lojas em Portugal, além de representações no El Corte Inglês e em espaços comerciais multimarca, a Throttleman é uma marca portuguesa de vestuário para homem, senhora e criança que está no mercado desde 1991.

Em finais do 2012, a marca anunciou a entrada em Angola, com a abertura de uma loja em Luanda, tendo então a Hozar (sociedade que detém maioritariamente a Throttleman, via a empresa Brasopi, e uma participação na Red Oak) anunciado um plano de internacionalização para Angola que previa a abertura de 10 lojas nos próximos dois anos.

Lusa/SOL

Tags: Economia



3 Comentários
mundonovo50
20.02.2014 - 13:32
mais duas empresas para a falencia e consequentemente mais centenas de desempregados devido ao bom governo que temos, que conseguiu secar os rendimentos dos tugas com aumentos brutais de impostos e roubos a reformados e pensionistas. assim não há quem compre. PS: para muitos comerciantes é bem feito apoiam governos que os prejudicam
pontaesquerda
19.02.2014 - 18:33
pois é...

...comprar menos roupa e cada vez com menos qualidade é o que o governo e a maioria parlamentar...


...decidem para os portugueses...


...de tanga é o futuro...(onde é que já ouvi isto?...)...
Marduck
19.02.2014 - 17:33
Salvou-se o País via "resgate" com a "benção" dos banqueiros (que ficaram com os bolsos cheios) e vai-se deixar cair esta empresa...é pena, se bem que não conheço os contornos que levaram à insolvência.


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