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Saleh disposto a abdicar do poder no Iémen 'em 90 dias'

15 de Novembro, 2011
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O presidente do Iémen, Ali Abdullah Saleh, afirmou que pretende abdicar do poder dentro de três meses. «90 dias» foi o prazo máximo sublinhado pelo líder iemenita para transferir o poder para o vice-presidente do país em troca de imunidade judicial.

Os protestos de revolta que eclodiram no Iémen há cerca de nove meses poderão chegar ao fim antes de Março. Assim deu a entender o presidente do país, que se mostrou disponível para aceitar a proposta do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que prevê a passagem do poder para o vice-presidente iemenita, Abd-Rabbu Mansour Hadi.

Uma vez transferido o poder, Hadi ficaria encarregue de negociar um acordo com a oposição para a formação de um governo interino de transição, que tomaria as rédeas do país até à realização de eleições presidenciais, no prazo máximo de dois anos.

E, pela primeira vez, Saleh mostrou-se disponível para aceitar os contornos do acordo, que já tinha sido sugerido em Abril. Em entrevista concedida à France 24, o presidente iemenita demonstrou a sua receptividade.

«Quando a iniciativa do [Conselho do] Golfo for acordado e assinado, e quando for definida uma data para a sua implementação, o presidente sairá», disse, antes de garantir que o prazo para o acordo «ficou decidido em 90 dias».

Sendo esta a segunda ocasião em que o acordo é sugerido, Saleh negou quando foi questionado pela razão de ter rejeitado a proposta em Abril, ao defender que antes queria «ler a proposta e trabalhar num mecanismo para implementá-la».

A entrevista abre caminho para a retirada do poder do líder que governo o Iémen há mais de 33 anos, num país onde as revoltas da Primavera Árabe alastraram assim que o regime de Hosni Mubarak caiu no Egipto.

A guerra civil que eclodiu na Líbia fez cair Muammar Kadhafi e o seu regime, e o Iémen poderá ser a próxima nação do mundo árabe a 'cortar' o seu regime autoritário graças aos protestos sociais que encheram as ruas.

De resto, Ali Abdullah Saleh referiu que apenas se agarrou ao poder para lutar contra o que apelidou de uma «ameaça regional e internacional» do terrorismo islâmico, ao defender que tem «provas surpreendentes de que a oposição está a trabalhar com a al-Qaeda».

O Observatório para os Direitos Humanos no Iémen revelou que mais de 400 pessoas já morreram na sequência de conflitos com as autoridades do regime, que desde Fevereiro têm reprimido os protestos nas ruas.

SOL




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