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Orçamento francês vai ser reformulado após abrandamento económico

30 de Janeiro, 2012
©AP Nicolas Sarkozy, em entrevista à France2 no passado domingo, anuncia novas medidas de austeridade.
O ministro das Finanças francês afirmou hoje que o governo irá reformular, nos próximos 10 dias, o orçamento deste ano tendo em conta a revisão em baixa do crescimento da economia.

«Nos últimos três ou quatro meses houve um abrandamento e o orçamento será devidamente ajustado», disse François Baroin em declarações à rádio France-Info, citadas pela Associated Press (AP).

Depois da Alemanha, a França é a segunda maior economia da Zona Euro e um abrandamento no seu crescimento pode prejudicar o processo de ajuda em curso a países mais fracos da União.

O actual Orçamento do Estado para 2012 pressupõe um crescimento económico de um por cento, que será agora revisto, prevendo-se ainda que o orçamento rectificativo estabeleça uma subida dos impostos sobre o consumo e outras medidas anunciadas pelo presidente Nicolas Sarkozy para reduzir a dívida e potenciar o crescimento.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou no domingo um aumento do IVA para financiar a protecção social, numa emissão televisiva destinada à última série de reformas que deverá fazer antes das presidenciais.

Sarkozy indicou que o governo vai propor um aumento «de 1,6 do IVA» para compensar a diminuição dos encargos sociais das empresas.

«Esta medida só vai entrar em vigor a 1 de Outubro. Esperamos que antes do aumento as compras disparem e impulsionem o crescimento», acrescentou.

O objectivo desta reforma é restabelecer a competitividade da economia francesa e travar a perda de empregos na indústria.

«Em 10 anos, a França perdeu 500 mil empregos na indústria», afirmou Sarkozy, sublinhando que, para um salário de 4.000 euros, os encargos são de 840 euros na Alemanha e «o dobro em França».

O governante francês referiu que a reforma da protecção social visa penalizar mais o consumo e menos o trabalho e é inspirada na acção do antigo chanceler social-democrata alemão Gerhard Schroeder.

A taxa normal de IVA passa para 21,2 por cento, o que permite compensar isenções de encargos no valor de 13 mil milhões de euros.

O presidente francês anunciou ainda que a França vai adoptar a partir de Agosto uma taxa de 0,1 por cento sobre transacções financeiras esperando que outros países europeus que até agora têm sido hostis a esta medida a sigam.

O presidente francês, que recusou confirmar formalmente que é candidato às presidenciais, previstas para 22 Abril e 6 de Maio, assinalou ainda que a crise na zona euro melhorou.

«A Europa já não está à beira do abismo», afirmou na véspera de uma cimeira europeia em Bruxelas.

Lusa/SOL




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