
O Supremo Tribunal britânico vai começar esta quarta-feira a analisar o pedido de recurso de Julian Assange contra a extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. A audição vai-se estender entre hoje e amanhã e consiste na última hipótese de o fundador do Wikileaks não ser enviado para a Suécia.
O pedido de extradição do australiano, que já foi anteriormente deferido pelo tribunal de primeira instância e pelo tribunal superior, chega agora ao Supremo Tribunal britânico para se apurar uma questão técnica fundamental para o desfecho do caso: saber se os procuradores suecos são uma autoridade judicial e se, nesse sentido, podem emitir pedidos de extradição à luz da legislação europeia.
No Reino Unido, assim como nos EUA, a regra diz que apenas juízes podem emitir este tipo de mandados e os tribunais britânicos só aceitam pedidos de extradição emitidos por entidades classificadas como autoridades judiciais.
Na Suécia, os procuradores responsáveis pelo caso defendem que naquele país, como em qualquer outro da Europa, o ministério público assume um papel judicial ou semi-judicial.
O recurso vai ser ouvido por um coletivo de sete juízes entre esta quarta e quinta-feira mas a decisão poderá ser adiada para mais tarde.
AP/SOL