
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, admitiu que a Liga Árabe pretende voltar a intervir na monitorização da acção do regime sírio através do envio de um novo leque de observadores, numa missão que se prevê conjunta com a ONU.
A decisão surge numa altura em que os bombardeamentos do Exército na cidade de Homs, que começaram no sábado, se multiplicam com o intuito de recuperar o controlo da cidade maioritariamente dominada pelos rebeldes da oposição.
De acordo com activistas, centenas de pessoas terão morrido nesta nova vaga de violência na terceira maior cidade do país, registando-se já cerca de 30 mortes nesta quinta-feira, o sexto dia de bombardeamentos intensivos.
E enquanto a situação de violência parece cada vez mais descontrolada, as várias potências mundiais tentam encontrar novas aproximações diplomáticas rumo ao fim do derrame de sangue encabeçado por Bashar al-Assad.
Depois da declaração, o secretário-geral da ONU não quis fornecer mais detalhes acerca da intervenção, mas a ideia parece querer dar um novo alento à anterior missão da Liga Árabe, que fracassou devido a questões de segurança.
«Estamos prontos para ajudar de todas as maneiras possíveis para melhorar a situação no terreno», avançou Ban Ki-moon, que também reiterou o seu «profundo pesar» pela incapacidade da ONU de falar a uma só voz na estratégia de travar o regime sírio. Referia-se com isto à posição da Rússia e da China, que vetaram no passado sábado uma resolução de apelo ao afastamento de Assad.
Perante a dificuldade em encontrar um consenso e uma estratégia eficaz, o secretário-geral das Nações Unidas mostrou grande preocupação: «Temo que a brutalidade que testemunhamos em Homs, com bombardeamentos em bairros civis, seja um prenúncio sombrio do pior que ainda está para vir».
AP/SOL