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As novas medidas de austeridade para a Grécia

9 de Fevereiro, 2012
A Grécia há muito que está no palco das atenções do teatro da Europa. Esta semana, os líderes europeus têm aguardado com ansiedade pela conclusão das negociações entre o governo de coligação, liderado por Lucas Papademos, e os principais partidos helénicos, com vista à aprovação de um acordo, exigido pela 'troika', para fazer cair mais austeridade no país.

Hoje, quinta-feira, as negociações internas na Grécia conheceram avanços significativos, embora ainda não tenham chegado a um consenso que permite levar o acordo a ser aprovado no parlamento grego, de modo a depois libertar os 130 mil milhões de euros do segundo pacote de ajuda externa.

O facto foi inclusive realçado por Wolfgang Schauble, ministro das Finanças alemão que, antes da reunião desta noite do Eurogrupo, em Bruxelas, sublinhou que o acordo final para libertar o segundo resgate à Grécia ainda não ficará fechado esta quinta-feira. Mas, em Atenas, o acordo interno para a austeridade tem já grande parte das medidas definidas, faltando ainda o consenso entre governo e partidos sobre os cortes a efectuar nas pensões.

O diário Ekathimerini anunciou a chuva de medidas de austeridade que o novo acordo vai introduzir na Grécia. Aqui ficam as principais.

- Redução em 22% do salário mínimo nacional, actualmente nos 751 euros. Para os jovens com menos de 25 anos, a redução será de 32%.

- O congelamento do salário mínimo para os próximos três anos.

- Aumentos salariais ficam congelados até à taxa de desemprego descer para os 10%. Actualmente, situa-se nos 19% - a Associated Press fala em 20,9%.

- O despedimentos de 15 mil funcionários públicos até ao fim de 2012, sob o objectivo de, até 2015, reduzir o número de funcionários para os 150 mil. No final de 2011, o governo grego revelou que existiam no país cerca de 714 mil funcionários públicos.

- Rever o estatuto especial dos salários de funcionários judiciais, médicos do Estado, diplomatas, da polícias e do pessoal militar.

- Redução em 15% das pensões de funcionários de empresas estatais.

- Privatização até ao final de Junho de várias empresas detidas pelo Estado, no sector do gás, petróleo e águas.

- Contratar 1000 auditores fiscais e aumentar até ao final de Abril o seu número total para os 2 mil.

- Recapitalização dos bancos gregos.

- Reduzir os gastos de cariz militar para 0,15% do PIB.

SOL




6 Comentários
jcrf09
09.02.2012 - 22:03
As novas medidas de austeridade para a Grécia...

..."NTAXAOY" será "*** you trika ??", Confesso que não sei o suficiente (nm insuficiente) grego...

..Sei sim que estou a ficar grego com isto...
Vampire
09.02.2012 - 20:33
Ó mingas.
Ninguem obrigou os tugas a fazer nada.
O estado português faz o que quer. Não são nenhuns anormais que não sabem o que fazem.
Eu também tenho os meus VISAS mas não vou correr a gasta-los só porque me estão a oferecer tudo e mais alguma coisa.

Deixem-se de desculpas.
A verdade é que os FDP que nos governam lixaram-nos.
Os outros países nem sequer são obrigados a nos ajudar.
Se quiserem cagam e mandam-nos dar uma curva.
Aliás...
Dois mil milhões do dinheiro que está emprestado á Grécia é nosso...
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1559196
jordi24
09.02.2012 - 19:49
Ainda falta referir que também vão ficar sem os subsidios de Férias, Natal e Páscoa (este nós não temos, senão tambem ia á vida).
Em resposta, já marcaram mais dois dias de greve, o que obviamente vai resolver o caso.
mingas
09.02.2012 - 19:16
A mesma Europa que agora diz que gastámos mais do que devíamos, foi a mesma que nos incentivou a fazer TGVs e outras porcarias!!! Afinal como é??

Alguém compreende isto??? Europa de malucos...
maio68
09.02.2012 - 19:15
Perante tanta crueldade limito-me a apelar à revolta generalizada do povo grego e que os portugueses sejam solidários com a luta dos gregos e se preparem porque o actual sistema capitalista selvagem é tão desumano que mais tarde ou mais cedo os povos reagirão com violência para poderem sobreviver com alguma dignidade.
quijote
09.02.2012 - 19:06
A Europa já ajudou a Grecia a sair da crise. Meses depois a Grecia voltou a meter a pata na poça. Ora p*uta que os pariu, não vão levar mais nada.


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