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Grécia: Novo acordo com a troika votado no Parlamento amanhã

11 de Fevereiro, 2012
A discussão e votação do novo acordo com a troika internacional, que envolve um empréstimo de 130 mil milhões de euros à Grécia mas acompanhado por duras medidas de austeridade, está confirmada para domingo, disse hoje à Lusa uma fonte governamental.

«O acordo tem de ser aprovado amanhã [domingo], o ministro das Finanças [Evangelos Venizelos] parte quase de seguida para Bruxelas onde vai confirmar o acordo na reunião do Eurogrupo que decorre na quarta-feira», acrescentou o mesmo responsável.

Apesar das recentes deserções no governo de coligação de Lucas Papademos, em particular os responsáveis do LAOS (direita nacionalista) e das declarações contra o acordo, públicas ou privadas, de algumas dezenas de deputados do PASOK e da Nova Democracia (conservadores), «permanecem as condições para garantir uma maioria parlamentar», assegurou ainda o responsável oficial.

Na sexta-feira, e numa declaração com os habituais contornos populistas, o chefe do LAOS, Georgios Karatzaferis, considerou que a Grécia estava a ser humilhada pela Alemanha, voltou a apelar ao «orgulho nacional» e anunciou que os seus 15 deputados não vão apoiar as medidas de austeridade.

Os ministros das Finanças da zona euro, reunidos quinta-feira em Bruxelas, decidiram que a Grécia só poderá receber o segundo resgate após a aprovação pelo Parlamento das medidas de austeridade e apelaram a Atenas para um corte suplementar nas despesas de 325 milhões de euros para que o país cumpra o objectivo do défice.

Atenas necessita de assegurar o segundo plano de resgate até 20 de Março, quando terá de pagar 14,5 mil milhões de euros aos credores de dívida pública.

O novo plano de austeridade prevê, entre outras medidas, o despedimento de 15.000 funcionários públicos até ao final do ano (150.000 até 2015), uma redução de 22 por cento do salário mínimo, que deverá situar-se para perto dos 500 euros, e a liberalização das leis laborais.

As duas principais confederações sindicais responderam ao anúncio das medidas com a convocação de uma greve geral de 48, que hoje terminou, enquanto para domingo está prevista uma megamanifestação frente ao Parlamento durante a discussão e votação do novo plano de resgate.

Lusa/SOL




1 Comentário
Hipocrathus
12.02.2012 - 10:53
A globalização só interessa aos países ricos que conseguem defender os seus interesses. Com dinheiro todos os problemas são solúveis.
Quem é que consegue pagar estes juros? Há que manter a Grécia encostada às cordas até que se compre tudo o que dê dinheiro e controlo. Neste momento é impossível alguma vez alguma sociedade ou povo ter mais força que o "capital". Só há uma forma de fazer o zero da economia, através da guerra e é isso que vai acontecer.
Com o dinheirinho com que fizeram crescer a ex-RDA, se os alemães pagassem aos gregos o que ficou combinado no final da 2ª guerra (indemnizar a Grécia pelos danos desta assim que houvesse reunificação) os gregos não estavam tão mal como agora...
Foram os alemães, que agora mandam abertamente, os responsáveis pela organização, estrutura de funcionamento e orientações do futuro da União Europeia. Se a União Europeia é e está como é hoje não foram os alemães os responsáveis? Quem pagou para deixar de produzir? Quem pagou para abater? Quem negociou com as organizações do comércio internacional? Quem aprovava os Quadros de Economia e Crescimento? Quem aprovava os investimentos onde os fundos comunitários eram usados? A quem compravam os países periféricos os produtos e a tecnologia que necessiatavam para as grandes obras financiadas? Todos sabemos que apesar da aparente democracia na UE nada se fazia sem a aprovação da Alemanha. Portanto, estamos hoje precisamente no sitio onde a Alemanha nos levou.
Coragem Grécia, podem ir à bancarrota mas vão mudar o mundo.
Nada é mais poderoso do que o medo dos gananciosos em perder tudo o que têm. Quando se aperceberem que estão a matar a galinha dos ovos de ouro e que já não há mais dinheiro no mundo para sacar tudo vai ser melhor.
Esqueçam-se da sociedade de consumo. Para quê computadores, LCD's, comida de plástico, roupas da moda, cd's, filmes, telemóveis quando a própria sobrevivência está em causa? Aprenda-se a viver com pouco e o essencial e esta crise vai passar.


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