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Atenas recupera de feridas profundas [com fotos]

13 de Fevereiro, 2012por Pedro Caldeira Rodrigues, enviado da agência Lusa
Clique na imagem para ver mais fotos
Ainda fumega o edifício neoclássico que albergava o cinema Attikon, um dos mais belos edifícios da capital grega, no rescaldo de uma noite de violência em Atenas e de uma Grécia cada vez mais refém dos credores internacionais.

Veja aqui as fotos dos confrontos em Atenas

Existe um sentimento de choque e espanto nas expressões, que também denunciam cansaço.

A violenta noite de domingo em Atenas, desencadeada por grupos de jovens organizados e após a polícia ter recebido ordens para dispersar mais de 100 mil pessoas frente ao Parlamento, em protesto contra a aprovação do novo doloroso plano de resgate para o país e legitimado no início da madrugada, dominava todos os comentários, noticiários, capas dos jornais.

E os atenienses confluíam par a avenida Stadiou, e com mágoa fotogravam o velho edifício onde os bombeiros procediam às operações de rescaldo.

Pelo caminho, sinais da devastação. Pedaços de mármore que serviram de armas de arremesso arrancadas às grandes colunas da praça Syntagma, caixas de multibanco desfeitas, montras partidas, lojas incendiadas, semáforos destruídos.

Equipas de limpeza mobilizavam-se para recolher os despojos da batalha, enquanto em alguns cafés, com as esplanadas destruídas, trabalhadores incitavam a reconstrução das estruturas.

«A polícia atacou a manifestação de ontem porque o povo podia invadir e incendiar o Parlamento. Nesta situação as pessoas já não têm mais nada a perder, o nosso país está a saque», diz Dimitri, 30 anos, após fotografar os escombros enegrecidos e os ferros retorcidos do cinema Attika, agora uma enorme ruína a céu aberto. Toda a zona parece ter sido bombardeada.

«Era um dos mais belos cinemas da Grécia e de toda a Europa, um antigo museu que foi transformado em cinema. Um amigo arquiteto disse-me que vai ser impossível reconstruí-lo, o telhado abateu e toda a estrutura está danificada», lamenta.

Dezenas de pessoas, e de jornalistas, concentram-se na avenida, numa manhã de chuva e onde um trânsito infernal tenta contornar os veículos dos bombeiros, que ainda despejam toneladas de água para o interior das ruínas. Ao lado, luxosas de marca também não foram poupadas, com restos de roupas queimadas e manequins derretidos.

Alguns transeuntes mais exaltados insultam jornalistas estrangeiros, que filmam e tentam registar reações. O incêndio do cinema Attikon tornou-se no centro de todas as atenções.

«É muito mau. Parece que os gregos estão a destruir a sua civilização. Isto pode ter sido provocado pela própria polícia, por grupos anarquistas, por marginais. Quem sabe?», sugere Dimitri.

Por toda a manhã, nos canais informativos, a devastação de Atenas, mais que a situação política, foi o tema dominante, e quando a cidade ainda recupera do choque e do espanto.

Mas o canal privado Mega também voltou a recordar a megamanifestação de domingo, e imagens de dois respeitados anciãos atenienses que compareceram no protesto: o conhecido compositor Mikis Theodorakis e o político Manolo Glezos, que em 1941, logo após a ocupação alemã da Grécia no início da II Guerra Mundial, iludiu os guardas e retirou durante a noite uma grande bandeira nazi que esvoaçava no Pártenon, elevando o espírito de resistência da população.

Os dois idosos colocaram máscaras de gás, foram carinhosamente acolhidos pelos populares e retirados apressadamente quando as primeiras granadas de fumo ecoaram na praça Syntagma. Para muitos gregos, estes dois 'velhos sábios' permanecem um exemplo.




23 Comentários
Sensatez
14.02.2012 - 09:35
Sr vendap, nem imagina quanta razão tem!Um pais é uma coisa em abstracto o que o faz ser pais, é as suas gentes ,a avaliar pelo que diz somos a merdha que somos porque haverá muitos vendapes por ai!É uma excelente explicação, e vc deve-se conhecer a si próprio melhor que ninguém.
Sensatez
14.02.2012 - 09:29
Para os lorpas Celestino /Sensor ,só tenho a dizer que trabalho por conta de outrem nem 700 ganho ,só ha uma diferença entre nós eu não sou néscio , nem malandro ,nem delinquente como muito provavelmente tu es ,por haver tipos néscios delinquentes e vagabundos como tu, é que estamos na Merdha ,gostas de receber RSI e os outros que se sacrifiquem a pagar impostos para vos manter a boa vida!Deveria era vir uma regime que o trabalho fosse obrigatório para todos nem que fosse a limpar matas ou valetas e acabar com a vadiagem e a criminalidade provocada por gente como !Eu trabalho desde relativamente bastante cedo e nunca ninguém de deu nada comi o pão que o diabo amassou e veja vagabundos da tua laia novos cheios de saúde a roubar de noite e a levantar-se da cama as três da tarde ,ir para o café e nunca fazem a ponta de um corno para mim sao parasitas ,portanto extinção dessa praga ,não gostas dom meu discurso vai trabalhar malandro e se calhar também delinquente a receber RSI!
Freda
14.02.2012 - 00:09
Sensor
13.02.2012 - 20:10

Sabe o que mais?
Vai...vai...

http://www.youtube.com/watch?v=hV76KXU1x6g
vendap
14.02.2012 - 00:06
- Bem dizia John F. Kennedy -
"Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país!"

Pois eu, a esse cretino dir-lhe-ia que por um país que nada faz por mim só merece a traição. Que não tinha a culpa de ter nascido lá. Os países merdosos nada merecem para além de se cagar neles.
vendap
13.02.2012 - 23:58
Estão criadas as condições para a grande mudança. Uns entendem que ainda não é chegado o momento, que há que emprestar tempo ao tempo e agir com razão. Eu vou pela emoção e é disso que se trata, seja ou não com razão. A frase que todos conhecem "vêm-se gregos" não existe por acaso e não é exclusiva dos gregos. Também temos a nossa e pesa mais que as palavras. O projecto europeu foi mal construído e não serve aos povos que o compõem. Todos os avanços alcançados nestes dez anos da entrada no Euro se perderão nos próximos dois. A degradação acumula-se com a austeridade e os cortes. Os serviços prestados às populações baixaram e baixarão ainda mais a qualidade. O ensino degrada-se ainda mais com o abandono escolar. Estamos a ficar gregos e não há Rei nem Roque.
Quero sentir a emoção na rua e com pau na mão. Quero partir a loiça enquanto a houver, não porque tenha razão mas porque me apetece.
Posso?
quijote
13.02.2012 - 21:59
Foi o estado social dos direitos desenfreados que nos conduziu à desgraça.
Morte ao comunismo.
Sensor
13.02.2012 - 20:10
"Sabem que mais?
É o resultado do socialismo, com o seu Estado Social!"

Ó Fredinha enfia o velho papiro da tua teoria na rata e assobia prós passarinhos.
Freda
13.02.2012 - 19:45
(...)"É muito mau. Parece que os gregos estão a destruir a sua civilização"(...)

Sabem que mais?
É o resultado do socialismo, com o seu Estado Social!
A maioria da população vivia pendurada no Estado por dezenas de anos e agora chegou a altura de pagar a conta!
O País não tem receita para continuar pagando a conta da população, quando o contrário é que deveria ser.

Bem dizia John F. Kennedy:

"Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país!
quijote
13.02.2012 - 18:15
Se é verdade que os atenienses tinham instituições democráticas no século V a.C., também é verdade que desde então os gregos nunca viveram em democracia sendo mesmo os pais do bizantinismo e da ortodoxia.
quijote
13.02.2012 - 17:51
O ciganismo não deve ser alimentado com rendimentos sociais a que não tem direito mas tratado com antisépticos e antibióticos, como a infeção da sociedade que de facto são.
Sensor
13.02.2012 - 17:34
Sensatez
13.02.2012 - 15:51

Ó inSensatez, esses siganos e bretos que o RSI paga é a migalha que o CAPITALISMO selvagem está disposto a conceder para ver se eles não lhe esmurram o focinho de uma vez por todas.

Para além disso A MÁFIA AGIOTA tem necessidade de uma reserva de 20% de activos "sem trabalho", parados e à espera de qualquer coisa que o valha, para lhes alimentar a máquina exploradora do salário baixo.

Nada se faz ao acaso ó palerma. Muito menos quando se trata de "money".
quijote
13.02.2012 - 17:15
Dinheiro emprestado aos gregos é dinheiro que nunca mais veremos.
quijote
13.02.2012 - 17:07
A honestidade de um povo avalia-se como se avalia a honestidade das pessoas, quanto mais esquerdalhas mais desonestas são.
celestino
13.02.2012 - 16:29
Engraçado, todos os FDP fascistas e skinheads que aqui vêm defender a escravatura da troika, são aqueles que não trabalham, mas têm emprego, são patrões (não trabalham à mesma) ou que recebem muito mas fazem muito pouco, apaniguados portanto. esta gente, com o seu discurso, tenta criar preconceitos contra a esquerda que nada teve a ver com o descalabro da grécia, pois foram os de direita, que entretanto sairam e deixaram o lugar aos socialistas e banqueiros que f0deram e f0dem o mundo todo. Se têm dúvidas de quem faz estas catástrofes humanas, vejam o documentário online: youtube.com/watch?v=EfK7HXi-R7A&feature=related
joseduarte
13.02.2012 - 16:24
Vampire - 13.02.2012 - 15:30

O Socialismo pode ser isso tudo, mas já pensou de onde vem o dinheiro?

O tal dinheiro que paga socialismos, liberalismos, o que for. Quem o cria? De onde vem?

Hoje, é assim:

1. Cada empréstimo, seja do banco da esquina, do BCE, do FMI, ou dos "mercados", não tem sustentação real. 90 ou 95% dele é uma mera transacção informática - como num jogo de computador.

2. No entanto, paga esse dinheiro irreal, com dinheiro da Economia real. Se o primeiro surge do nada, já o segundo custa a ganhar, e é limitado. Depende do que se produz, do que se vende, e dos impostos gerados.

3. Como é limitado, e vai sendo absorvido pelas instituições financeiras, onde vai buscar mais dinheiro para pagar os JUROS? A Economia não o tem, aliás, nunca o teve. Os juros são um extra que NÃO ESTÁ em circulação.

4. Só tem um sítio: novamente nas instituições financeiras - Banca, "mercados". Volta ao ponto 1.

Está a ver o círculo vicioso?

Basta uma quebra no crescimento ou no crédito, para se criar uma bola de neve imparável. O dinheiro real vai diminuindo, os juros crescem, instala-se a recessão, ainda menos dinheiro se tem... e os juros sempre a crescer.

Ou ainda não reparou que meio mundo, incluindo os países NÃO socialistas - EUA, Japão, Inglaterra, França, Alemanha - está endividado até aos cabelos?
Sensatez
13.02.2012 - 15:51
O Problema principal desde que começou a humanidade é que é preciso trabalhar para comer e ter outros bens sejam de que tipo for ,mas existiram aqueles que entendem que os outros tem de trabalhar para eles! Por isso foi inventado o RSI com muitos adeptos,Uma sociedade que tem parasitas é uma sociedade doente nós temos so de ciganos e pretos a receber RSI quase 80 mil pessoas,que quiser que tire as conclusões,e isto tem pouco mais de 12 anos ,agora imaginem o futuro desta juventude se continuarmos cada vez mais a sacrificar quem trabalha com pesados impostos para manter os parasitas calmos ....cada vez mais parasitas vamos ter ...porque compensa!
A vadiagem não gosta de trabalho, nem espécie nenhuma de sacrifícios,geralmente apelidam-se de comunistas mas o nome adequado seria outro....
Vampire
13.02.2012 - 15:30
Republica Popular Socialista?
LOL.
Para ser Socialista tem de haver alguém que pague o Socialismo.
E neste momento não há quem.
Por isto é que estamos no ponto em que estamos.
Porque há mais gente a xuxar do que mamas.

Eu se fosse aos Alemães não metia nem mais um centavo lá.
Mesmo nós emprestamos 2 mil milhões aos Gregos.
Também foram os nossos subsídios de férias e natal que arderam naqueles incêndios.

Mas o mais engraçado é ver os ditos socialistas/comunistas a chamar nomes á Alemanha mas ao mesmo tempo a exigir que nos dêem mais dinheiro para gastarmos em mais politicas socialistas.

Pode-se fazer Socialismo. Mas tem de ser sustentado pelos estados. Não á custa do dinheiro dos outros. E esse mesmo socialismo e o estado não deve de asfixiar a economia e competitividade com impostos como tem acontecido.

Mas já em 1998 havia alguém que dizia...Em 2011-2012 vamos todos passar um mau bocado porque temos muitas estradas para pagar.
Ninguem ouviu.
mirodri
13.02.2012 - 15:02
só quem não conhece os gregos pensa que são um povo honesto. a maioria é trafulha e caloteira
cristinamrp
13.02.2012 - 14:53
Acho incrível falarmos de um povo soberano e europeu como se se tratasse de um bando de leprosos.
Ontem ouvi um comentador da SIC (sic) a falar dos gregos como se fossem uma cambada de malandros malgovernáveis e dos governantes como se fossem uns bananas. Por isso é que deixei de comprar jornais, pagar para me atirarem areia para os olhos, não. Já basta a lavagem ao cérebro da televisão, que até pago.
HPC59
13.02.2012 - 14:45
A minha solidariedade total para com o bom e amável POVO GREGO que esá a ser assaltada por mercenários internacionais em nome da democracia!



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