
O ministro da Defesa assegurou hoje que o Governo continua a acompanhar a «par e passo» a situação na Guiné-Bissau, salientando que as tropas portuguesas estão preparadas para executar uma operação de evacuação caso seja necessário.
«É uma situação que nós acompanhamos a par e passo, com o cuidado de ter as condições para, se for necessário, fazermos a operação de evacuação que esperamos não aconteça», disse Aguiar-Branco.
Desde há uma semana que a Guiné-Bissau está sob controlo de um Comando Militar que executou um golpe de Estado, prendendo o Presidente da República e o primeiro-ministro. O golpe está a ser condenado pela comunidade internacional e Portugal já enviou uma fragata e uma corveta, que compõem a Força de Reacção Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas, para preparar a eventual retirada de cidadãos nacionais daquele país.
O Aguiar-Branco falava aos jornalistas em Fronteira (Portalegre) à margem das comemorações dos 628 anos da Batalha dos Atoleiros, iniciativa que teve como ponto alto a inauguração do Centro de Interpretação da Batalha dos Atoleiros.
A Batalha dos Atoleiros ocorreu a 6 de Abril de 1384, no sítio pantanoso de Atoleiros, entre Fronteira e Sousel.
Nessa batalha, Nuno Álvares Pereira venceu a cavalaria castelhana, apesar de esta ser em maior número, utilizando pela primeira vez a táctica do quadrado. Da parte portuguesa não se registaram mortos, nem feridos, ao contrário dos invasores que sofreram pesadas baixas.
Lusa/SOL