O candidato socialista às presidenciais francesas, François Hollande, em primeiro lugar nas projecções da primeira volta do escrutínio, pediu hoje aos franceses uma vitória «à altura da história e do futuro da França».
De acordo com as últimas projecções divulgadas hoje pela televisão pública francesa TF2, François Hollande venceu a primeira volta das eleições, com 28,3 por cento dos votos. O Presidente recandidato, Nicolas Sarkozy, teve 25,8 por cento dos votos. É a primeira vez que um Presidente recandidato não vence esta eleição.
A falar aos seus apoiantes, François Hollande afirmou que os resultados desta primeira volta representam «uma sanção no mandato que termina», e que são a resposta dos franceses ao «jogo da extrema-direita que Sarkozy tem feito nos últimos meses».
«Sou o candidato de todas as forças de queiram abrir uma nova página, de todos os atores da sociedade que esperam o seu lugar, como os jovens. Sou o candidato da união para a mudança», disse, saudando os apoios à esquerda já anunciados, de Jean-Luc Mélenchon (Frente de Esquerda, 11,7 por cento) e de Eva Joly (dois por cento).
François Hollande disse-se ainda «o candidato da alternativa», prometendo responder «ao desemprego, à precariedade, à perda do poder de compra, à insegurança, à dívida, e aos mais pobres». A respeito da Europa, assegurou que vai «reorientar» a União «no caminho do crescimento e do emprego».
O socialista falou em «preocupação» perante os resultados da Frente Nacional, o partido da extrema-direita francesa, que teve perto de 20 por cento dos votos. Destacou depois a «participação rara» nesta eleição, que afirmou ser de 80 por cento: «Uma mobilização massiva dos franceses pela mudança», afirmou.
«A mudança já está em marcha e nada a fará parar. Depende agora do povo francês. No dia 6 de Maio quero uma vitória, uma bela vitória, à altura da história e do futuro da França», pediu.
A segunda volta para as eleições presidenciais francesas acontece a 6 de Maio. O grande debate televisivo entre François Hollande e Nicolas Sarkozy está agendado para 2 de Maio.
Lusa/SOL