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Protesto em Madrid contra austeridade

29 de Abril, 2012
Uma manifestação em defesa da saúde e da educação juntou hoje em Madrid mais de 40 mil pessoas, segundo os organizadores, ou cerca de 9.000, segundo fontes policiais, noticia a agência EFE.

A marcha, que começou cerca das 12h (11h em Lisboa) na praça Neptuno, visa exigir ao Governo que não corte nestes serviços públicos.

Sob o lema 'Com a Saúde e a Educação não se brinca', a manifestação terminou já depois das 13h30 (12h30) na Porta del Sol.

Uma porta-voz da Plataforma Social em Defesa do Estado Providência e dos Serviços Públicos, que convocou a manifestação, assegurou que a concentração reuniu mais de 40.000 pessoas, mas fontes policiais estimaram em 9.000 o número de manifestantes.

Segundo a agência AFP, eram dezenas de milhares os manifestantes reunidos, em Madrid e em outras cidades espanholas, contra as novas medidas de austeridade do Governo, que afectam a saúde e a educação.

«Golpes na saúde e na educação são a última coisa que podemos suportar, nós os trabalhadores. Sem isso o que nos resta? Já nem temos trabalho», disse Domingo Zamora, funcionário público de 60 anos, citado pela agência francesa.

«Pressionam-nos até à asfixia», acrescentou Pilar Logales, 60 anos, funcionária numa mutualidade na área da saúde.

Frases como «É criminoso cortar na saúde» ou «Povos da Europa, levantai-vos» podiam ler-se nos cartazes empunhados pelos manifestantes, todos acompanhados do desenho de uma tesoura, símbolo dos cortes orçamentais.

A nível nacional, o protesto incluiu manifestações em 55 cidades espanholas, organizadas pela Plataforma Social em Defesa do Estado Providência e dos Serviços Públicos, que reúne as duas principais centrais sindicais espanholas.

Segundo a AFP, a manifestação de Barcelona reuniu 700 pessoas segundo a polícia e 4.000 segundo os sindicatos.

O Governo conservador espanhol adoptou a 20 de Abril um plano de austeridade para os estores da saúde e da educação, que em Espanha são geridos pelas 17 regiões.

O país espera com este plano gerar 10 mil milhões de euros de poupanças anuais, dos quais sete mil milhões na saúde e três na educação.

Muito controversa, a reforma do sistema de saúde implica que os reformados passem a pagar pelos seus medicamentos, até agora gratuitos, e que os imigrantes sem documentos vejam reduzido aos serviços de urgências e à pediatria o seu acesso gratuito à saúde.

Na educação, o Governo quer, por exemplo, autorizar as regiões a aumentar em 50% o valor da inscrição na universidade, de 1.000 para 1.500 em média.

Lusa/SOL

 




4 Comentários
Dogbert
29.04.2012 - 21:36
Qual dívida?
quijote
29.04.2012 - 21:14
Estar contra a austeridade é outra maneira de dizer não pagamos a dívida.
quijote
29.04.2012 - 19:47
Estar contra a aueridade é outra maneira de dizer não pagamos a dívida.
ElPegador
29.04.2012 - 18:32
Nessa cidade tem dos clube em que mais paga em ordenados. Vergonha


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